Prévia do material em texto
FATORES DE CORREÇÃO DE ALIMENTOS APLICAÇÕES PRÁTICAS NA NUTRIÇÃO E NA GESTÃO DE UAN Manual de Consulta . Nutricionistas . Estudantes de Nutrição . Gestores de serviços de alimentação Autores Ivo Costenaro Adriana Mitiko Onishi Meirelles Silveira Graziela Fabris Moretti Amanda Ciaramicoli Stoianoff Organizadora e coordenadora Profa. Dra. Edeli Simioni de Abreu Tabela com 426 alimentos FATORES DE CORREÇÃO DE ALIMENTOS Aplicações Práticas na Nutrição e na Gestão de UAN Manual de Consulta Autores: Ivo Costenaro Adriana Mitiko Onishi Meirelles Silveira Graziela Fabris Moretti Amanda Ciaramicoli Stoianoff São Paulo • 2026 Créditos Título: Fatores de Correção de Alimentos: Aplicações Práticas na Nutrição e na Gestão de UAN – Manual de Consulta Autores: Ivo Costenaro, Adriana Mitiko Onishi Meirelles Silveira, Graziela Fabris Moretti e Amanda Ciaramicoli Stoianoff Organizadora e coordenadora: Profa. Dra. Edeli Simioni de Abreu Edição: Ivo Costenaro Local e ano: São Paulo, 2026 Versão: 1.0 Direitos autorais: © 2026 Ivo Costenaro, Adriana Mitiko Onishi Meirelles Silveira, Graziela Fabris Moretti e Amanda Ciaramicoli Stoianoff. Todos os direitos reservados. ISBN nº 978-65-01-98705-7 Contato: nutridrica.onishi@gmail.com A obra não possui restrição de divulgação ou compartilhamento, desde que haja a citação, conforme segue: COSTENARO, Ivo; SILVEIRA, Adriana M. O. M.; MORETTI, Graziela F.; STOIANOFF, Amanda C. Fatores de correção de alimentos: aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN – manual de consulta. E-book. São Paulo, 2026. ISBN nº 978-65- 01-98705-7 Origem da obra: Obra derivada de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de Nutrição do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU (2023), Campus Vila Nova Conceição, com título “FATORES DE CORREÇÃO DE ALIMENTOS: Elaboração de material de apoio a estudantes e profissionais de nutrição ou áreas afins”, com mesmos autores, orientação da Profa. Dra. Daniela Silveira e coorientação da Profa. Dra. Edeli Simioni de Abreu . Aviso de responsabilidade: Esta publicação é de responsabilidade dos autores e não implica endosso institucional do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU. Sumário APRESENTAÇÃO: COMO O LIVRO PODE AJUDAR NA SUA ROTINA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1. INTRODUÇÃO GERAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2. FUNDAMENTOS TEÓRICOS ESSENCIAIS . . . . . . . . . . . . . . 2 3. ANÁLISE CRÍTICA E DESENVOLVIMENTO . . . . . . . . . . . . 3 4. NOTA METODOLÓGICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 5. RESULTADOS INTERPRETADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 6. PROCEDIMENTO PARA APURAÇÃO DO FC . . . . . . . . . . . 9 7. FASE EXPERIMENTAL – EXEMPLOS DE ALIMENTOS . . 11 8. COMO USAR A TABELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 9. CONCLUSÕES E CONTRIBUIÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 11. APÊNDICE A - TABELA DE FATORES DE CORREÇÃO DE ALIMENTOS - POR GRUPO ALIMENTAR . . . . . . . . . 16 Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 1 Apresentação: como o livro pode ajudar na sua rotina Em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN), o alimento possui um peso bruto (PB) inicial e, após o pré-preparo, parte dele é descartado como cascas, sementes, talos, sujidades, aparas e partes danificadas. Esse processo cotidiano e prático é a base que sustenta decisões como a quantidade da compra, qual o rendimento, qual a perda esperada e como reduzir o desperdício. Esses questionamentos podem ser respondidos através dos fatores de correção (FC) que é apresentado por um índice, mas representa como ocorre o processo do pré-preparo do alimento. Neste livro, o FC é tratado como referência, mas ele funciona melhor quando o serviço tem critérios definidos no processo do serviço de alimentação. O conteúdo pode ser lido ou consultado de acordo com a necessidade do leitor - estudante ou profissional da área de Nutrição ou afins - que busca uma referência prática, organizada e aplicável nas rotinas de UAN. O FC pode proporcionar maior assertividade no planejamento e melhor controle do processo, pois o resultado final é diretamente condicionado pelas decisões tomadas antes do preparo. 1. Introdução geral Este livro foi construído a partir de um estudo exploratório metodológico experimental, de delineamento transversal, realizado na cidade de São Paulo entre agosto e novembro de 2023 e complementado por experimentos próprios e pesquisas bibliográficas. O texto descreve o método e os resultados das obras consultadas, experimentos realizados, pesquisas complementares, assim como o tratamento dos dados. O FC é tratado como instrumento técnico para aproximar o cálculo da realidade do pré- preparo e apoiar decisões como qualidade da compra, rendimento esperado e comparação de produtividade. Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 2 O objetivo central deste livro é ampliar e organizar as fontes de consulta sobre fatores de correção e foi desenvolvido numa sequência que aborda conceitos essenciais, decisões de construção da base, nota metodológica, resultados interpretados e, por fim, a tabela organizada para consulta. Com essa organização, o leitor pode ler de forma contínua ou consultar diretamente a tabela, retornando as explicações sempre que precisar interpretar e aplicar os valores com segurança. 2. Fundamentos teóricos essenciais O Fator de Correção (FC) é um indicador operacional que compara o peso bruto (PB) do alimento in natura com o peso líquido (PL), após as retiradas necessárias (partes não comestíveis e/ou danificadas). A obra consolida fatores de correção de diferentes autores, de experimentos próprios, outras fontes de consulta. E quando há valores mínimos e máximos, trabalha com médias para harmonizar os resultados de referências e dos experimentos. 3. Análise crítica e desenvolvimento O utensílio, padrão de corte, intensidade de retirada, técnica do manipulador e características da matéria-prima impactam diretamente o FC. Por isso, esta tabela deve ser utilizada como referência inicial, observando que, na prática, quanto mais o serviço está padronizado, mais o FC passa a representar a realidade local. O FC de um alimento possibilita investigar sobre como o processo o influenciou na sua obtenção. Ao se pesar um alimento antes e depois do pré-preparo, o que aparece não é apenas um cálculo. É resultado de um conjunto de escolhas, pois trata de quanto e como se retira, quais partes são descartadas, qual utensílio foi usado, qual o padrão de corte, qual a condição do alimento comprado. Esse é o motivo pelo qual o FC tem valor técnico e gerencial. Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 3 3.1 O FC como ferramenta de processo É comum tratar o FC como valor fechado, mas ele não deve ser considerado único e absoluto, pois depende de condições reais de compra e da execução do serviço. O cálculo (FC = PB/PL) é simples e replicável, mas o que muda é o processo na sua apuração, que é o processo que o gerou. Se o pré-preparo não tiver padrão, o FC oscila e essa oscilação aparece depois em compras, custos e volumes produzidos. O FC é um indicador de aproveitamento e de padrão, pois quando um serviço usa FCs confiáveis, o cálculo de compra deixa de ser aproximado e passa a ser planejado. Quando o FC oscila demais dentro do mesmo serviço, ele passa a sinalizar que o processo precisade ajuste como treinamento, utensílios adequados, equipamentos e procedimentos operacionais padronizados (POPs). 3.2 Confiabilidade, aplicabilidade e alcance dos dados Na etapa experimental houve pré-seleção de 37 alimentos dos quais 25 foram efetivamente incluídos por estarem disponíveis para aquisição no mercado da capital de São Paulo. E cada item foi comprado em duplicata (amostras A e B) para realização do experimento com manipuladores diferentes. Para ampliação da base de FCs, foram feitas pesquisas em outras fontes, com adição de 24 novos alimentos (9 de frutas) e 15 de verduras/hortaliças). O trabalho utilizou duas âncoras de referência: Tabela TACO (2011) e a lista de cotações da CEAGESP (27 de setembro de 2023), com seleção voltada aos grupos de frutas e de verduras/hortaliças, além de outras três importantes referências bibliográficas. Dessas referências foram obtidos os seguintes grupos e quantidades de alimentos, que podem se repetir entre as fontes: Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 4 Grupos alimentares Dutra (2003) Ornelas (2007) Vaz (2011) Braga (2021) Santos (2023) Carnes e derivados 38 19 37 47 49 Cereais e derivados 1 1 1 2 1 Frutas e derivados 51 42 51 74 69 Leguminosas e derivados 11 9 10 10 16 Nozes e sementes 6 6 6 4 1 Ovos e derivados 4 4 2 8 2 Pescados e frutos do mar 25 20 22 41 22 Verduras, hortaliças e derivados 54 49 53 62 64 Totais 190 150 182 248 224 3.3 A variabilidade é um dado e precisa ser entendida Nos experimentos com 25 alimentos, os FCs apurados pelos manipuladores A e B apresentaram variações. Na leitura do processo, essas diferenças se relacionaram principalmente ao modo de execução do pré-preparo (manipulador) e ao utensílio adotado. Cada manipulador utilizou um utensílio diferente (faca vs. descascador manual) e os critérios de corte e de retirada de partes danificadas não foram padronizados. Esse conjunto de decisões aparece diretamente no PL e, por consequência, no FC. Manipulador A Manipulador B Faca de cozinha para frutas/legumes, marca Tomadachi, colher de sobremesa da marca Tramontina e balança Soehnle. Faca de cozinha para legumes/frutas da marca Tramontina, descascador manual da marca KitchenAid, colher e sobremesa da marca Tramontina e balança MB house. Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 5 A variabilidade foi registrada e trazida para discussão, porque ajuda o leitor a entender que o FC é resultado do processo, conforme segue: Na prática o FC expressa o processo que o produz. E, por isso, deve ser interpretado em conjunto com outros fatores do processo como o tipo de utensílio, padrão de corte, critério de descarte, além da qualidade da matéria-prima. 3.4 O que este livro oferece e como usá-lo Este livro apresenta uma base consolidada e prática, que permite calcular e planejar com rapidez o serviço na UAN e reforça que o FC não é absoluto, serve como referência e que melhora com a padronização do serviço. Para o leitor que atua em UAN ou em qualquer área de preparação de refeições, a aplicação mais segura segue um roteiro simples: 1 Alface Mimosa Verduras, hortaliças e derivados 1,29 1,34 1,32 2 Alface Romana Verduras, hortaliças e derivados 1,13 1,08 1,11 3 Avocado Frutas e derivados 1,66 1,52 1,59 4 Batata Doce Rosada Verduras, hortaliças e derivados 1,24 1,15 1,20 5 Berinjela Japonesa Verduras, hortaliças e derivados 1,08 1,04 1,06 6 Brócolis Ninja Verduras, hortaliças e derivados 1,66 1,27 1,47 7 Kiwi Green Frutas e derivados 1,23 1,28 1,26 8 Maçã Granny Smith Frutas e derivados 1,26 1,31 1,29 9 Maçã Pink Lady Frutas e derivados 1,26 1,30 1,28 10 Manga Tommy Atkins Frutas e derivados 1,4 1,59 1,50 11 Melancia Baby Frutas e derivados 1,68 1,9 1,79 12 Melão Amarelo Frutas e derivados 1,36 1,36 1,36 13 Melão Orange Frutas e derivados 1,52 1,43 1,48 14 Melão Pele de Sapo Frutas e derivados 1,36 1,43 1,40 15 Pera D'anjou Frutas e derivados 1,28 1,23 1,26 16 Pera Ercolini Frutas e derivados 1,38 1,53 1,46 17 Pera Hosui Frutas e derivados 1,23 1,26 1,25 18 Physalis Frutas e derivados 1,17 1,00 1,09 19 Pitaia Frutas e derivados 1,45 1,31 1,38 20 Tangerina Dekopon Frutas e derivados 1,43 1,28 1,36 21 Tomate Carmem Verduras, hortaliças e derivados 1,36 1,44 1,40 22 Tomate Débora Verduras, hortaliças e derivados 1,43 1,56 1,50 23 Tomate Holândes Verduras, hortaliças e derivados 1,03 1,04 1,04 24 Tomate Pizzadoro Verduras, hortaliças e derivados 1,17 1,17 1,17 25 Tomate Rasteiro Verduras, hortaliças e derivados 1,38 1,32 1,35 FC Médio Nº Alimentos Grupo alimentar FC manipu- lador A FC manipu- lador B Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 6 • Use a tabela como referência inicial para dimensionar compras e prever perdas. • Defina um padrão interno (utensílio, corte, nível de retirada) e treine a equipe para repetir esse padrão. • Se o alimento for crítico (alto custo, alto volume ou alto desperdício), compare esta referência com a prática do seu serviço e ajuste o padrão quando necessário. Siga os procedimentos vigentes para higiene, manipulação e higienização de utensílios, equipamentos e instalações. Sem esse cuidado, o dado perde valor e o processo perde segurança. O desenvolvimento deste trabalho mostra que o FC não é apenas um resultado e sim um instrumento de gestão, pois pode auxiliar em diversas decisões como compras, aproveitamento, processos, treinamento. 4. Nota metodológica Os fatores de correção apresentados neste livro foram organizados para servir como ferramenta prática de consulta. O foco metodológico é explicar, de forma direta, de onde os valores vieram e como foram apurados e consolidados, permitindo que o leitor use os dados com segurança nas rotinas de UANs. A base foi construída a partir de três origens de dados. A primeira foi a compilação de fatores de correção disponíveis em fontes bibliográficas, reunindo dados publicados por diferentes autores. Sempre que uma referência apresentava valores mínimo e máximo para o mesmo alimento, adotou-se a média entre esses extremos como forma de harmonização, evitando escolhas arbitrárias. Na segunda origem foi de apuração experimental, feita para aproximar a tabela da realidade de quem manipula alimentos no dia a dia e, assim, gerar FCs de alimentos adicionais. Foram pré-selecionados 37 alimentos “in natura” com base em listas de referência e, em seguida, 25 alimentos foram definidos conforme disponibilidade de compra no período do estudo. A aquisição dos itens ocorreu em duplicata (amostras Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 7 A e B) e o pré-preparo foi realizado por manipuladores diferentes, justamente para observar como o processo pode variar na prática. E a terceira origem foi de pesquisas complementares em diversas fontes, com adição de 24 novos alimentos (9 de frutas e derivados e 15 de verduras, hortaliças e derivados). Quando um alimento possuía valores provenientes de mais de uma origem, aplicou-se média aritmética para consolidar o FC apresentado na tabela final, permitindo que a obra reunisse, em um só lugar, resultados de fontes e de experimentos próprios. 5. Resultados interpretados Cada alimento foi registrado como peso bruto (PB) e, depois do pré-preparo, como peso líquido (PL), obtendo-se o FC pela relação PB/PL. E a diferença entre o peso bruto (PB) e peso líquido (PL)corresponde às partes retiradas no pré-preparo como cascas, sementes, sujidades, aparas, talos e porções danificadas. Quando a etapa experimental foi se desenvolvendo, foram sendo gerados os FCs dos alimentos, os quais apresentaram intervalos importantes de acordo com o manipulador A ou B.A constatação foi de que o mesmo alimento pode apresentar valores diferentes quando manipulado por pessoas distintas e com utensílios diferentes. No experimento, um manipulador utilizou faca e outro utilizou descascador manual, além de não ter sido estabelecido nenhum padrão no corte e na retirada de partes danificadas. Apesar de, ao final, haver harmonização dos FCs através da apuração de médias, a obra inseriu as informações individuais de cada manipulador e trouxe a situação à tona, indicando que todo serviço é decorrente do seu processo e quando não há padrão, o rendimento oscila, distanciando a UAN do planejamento. Em consequência, a compra pode ficar superestimada ou subestimada, o custo pode Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 8 variar, o volume total produzido pode divergir do planejado. O FC se torna mais confiável com processos confiáveis. A própria discussão associada a literatura reforça esse ponto ao destacar que reduzir desperdício depende de utensílios adequados (afiados e regulados), equipe treinada e matéria-prima de boa qualidade e estado de conservação. A etapa experimental foi construída a partir da realidade, pois foram pré- selecionados 37 alimentos, mas apenas 25 puderam ser testados, conforme a disponibilidade de aquisição no mercado de São Paulo no período do estudo. Em termos práticos, isso aproxima os resultados do cotidiano, pois a UAN atua nas condições reais as quais o profissional enfrenta quando precisa trabalhar com o que está disponível. Para tornar essa variação utilizável, o estudo registrou os resultados por manipulador e calculou uma média entre A e B, oferecendo um valor mais estável como referência de consulta. Isso significa que o livro apresenta a variabilidade (apresentada em tabela com resultados dos dois manipuladores) e oferece um parâmetro operacional (FC único), que permita a aplicação da tabela com rapidez. Em vez de se restringir a uma única fonte, o trabalho reuniu FCs que foram publicados por diferentes autores e tratou divergências entre valores mínimo e máximo nas referências com adoção de média. Ao final, os dados foram consolidados em planilha e harmonizados por média aritmética entre as diversas fontes. Mediante consulta da tabela, o leitor encontra um valor final organizado e coerente com um método de consolidação. As fontes utilizadas apresentam diferentes quantidades de alimentos e, em alguns casos, diferentes FCs apresentados. Os alimentos com FCs, na medida em que foram gerados e unificados, enriqueceram a base de dados, o que permite ampliar a base de pesquisa dos leitores, com maior chance de encontrar, na prática, o alimento exato que precisa calcular. Os valores apresentados foram obtidos dentro de critérios técnicos mínimos para que o leitor possa confiar no seu uso como referência. Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 9 Além de oferecer números de FCs, o livro disponibiliza o desenvolvimento do processo de apuração do FC e enfatiza a importância de se manter uma rotina padronizada. A tabela é um instrumento de cálculo e de gestão, que melhora na medida em que o serviço melhora seu processo. 6. Procedimento para apuração do FC 6.1 Procedimento operacional • Selecione a amostra e defina o padrão: tamanho, maturação e qualidade, apresentação final (inteiro, cubos, fatias etc.) e registre as condições de compra (lote/fornecedor, maturação, dano aparente) para explicar variações. • Pese o alimento no estado bruto (PB): pese antes do pré-preparo e mantenha critério fixo (sem embalagem, sem acessórios). • Execute o pré-preparo conforme POP: use o mesmo utensílio, o mesmo padrão de corte e o mesmo critério de descarte. • Pese o produto limpo (PL): após o pré-preparo, pese apenas a parte aproveitável (o que de fato seguirá para a produção), mantendo a mesma condição de pesagem adotada no PB. • Calcule o FC: use FC = PB / PL. • Registre em arquivo: data, alimento, fornecedor/lote (quando houver), PB, PL, FC, manipulador, utensílio, padrão de apresentação (tipo de corte) e observações. Esse registro deve ser completo e possibilita rastrear todo o processo. Exemplo prático: Alimento – manga Tommy Atkins Objetivo – sobremesa (fruta in natura) Apresentação – sem casca, sem caroço, cortada em cubos de 2 cm cada Características – tamanho médio, madura (firme ao toque) Dados obtidos - PB – 401 g e PL – 286 g = FC – 1,40 Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 10 Importante: . Efetue o registro dos dados durante a execução para evitar omissões. . O tipo de corte deve refletir a apresentação final. . Se a apresentação for porções com pedaços da fruta entre 40–50 g ou dimensão específica, o pré-preparo deve respeitar o padrão estabelecido. 6.2 Padrão de registro fotográfico Para cada alimento, padronizou-se o registro com três fotos: (i) PB na balança; (ii) PL na balança; e (iii) descarte ao lado (casca, talo, caroço ou aparas). Exemplo dos resultados dos procedimentos do manipulador B para o melão amarelo. PB=1.853 g PL= 1.360 g FC= 1,36 O peso do descarte pode ser registrado apenas quando for útil para treinamento e auditoria interna, pois para o cálculo do FC, PB e PL já são suficientes. 7. Fase experimental - exemplos de alimentos Segue o registro de imagens de 6 amostras, da fase experimental, dos manipuladores A e B: Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 11 • Alface mimosa (Lactuca sativa) Manipulador. A PB-196 g PL- 152 g FC- 1,29 Manipulador B PB- 266 g PL- 198 g FC-1,34 FC Médio- 1,32 • Brócolis ninja (B. oleracea) Manipulador. A PB- 599 g PL- 360 g FC- 1,66 Manipulador B PB- 553 g PL- 434 g FC- 1,27 FC Médio-1,47 • Batata-doce rosada (Ipomoea batatas) Manipulador. A PB- 332 g PL- 268 g FC- 1,24 Manipulador B PB- 442 g PL- 385 g FC-1,15 FC Médio - 1,20 • Avocado (Persea americana) Manipulador. A PB- 212 g PL- 128 g FC- 1,66 Manipulador B PB- 164 g PL- 108 g FC- 1,52 FC Médio- 1,59 Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 12 • Melancia Baby (Citrullus lanatus) Manipulador. A PB- 3244 g PL- 1929 g FC- 1,68 Manipulador B PB- 2973 g PL- 1565 g FC- 1,9 FC Médio- 1,79 • Physalis (Physalis pubescens) Manipulador. A PB- 7 PL- 6 FC- 1,17 Manipulador B PB- 8 PL- 8 FC- 1 FC Médio- 1,09 8. Como usar a tabela Guia rápido 1. Defina o PL necessário 2. Estime o PB de compra: PB = PL × FC. 3. Confira se o POP do serviço está alinhado ao FC, como utensílio, padrão de corte e critério de descarte. Para usar a tabela, utilize o PL desejado e estime o PB (PB = PL × FC). Exemplo: se a produção precisar de 10 kg de um determinado alimento e esse alimento apresenta FC de 1,40, significa que a compra deve ser de 14 kg do alimento. PB=PL × FC. Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 13 9. Conclusões e contribuições 9.1 Conclusões Ao longo do livro, o FC é abordado como um instrumento de gestão, pois quantifica perdas do pré-preparo e evidencia o grau de padronização do processo. O livro disponibiliza uma base de 426 alimentos, distribuídos por grupos, a partir de pesquisa bibliográfica, experimentos e fontes complementares, para apoiar consulta rápida e tomada de decisão em UAN. O FC depende do processo utilizado e também da qualidade da matéria-prima. A etapa experimental evidenciou variações entre manipuladores, associadas ao utensílio (faca vs. descascador manual)e a ausência de padrão de corte/retirada. Na tabela os dados apurados pelos manipuladores A e B foram apresentados através da apuração de média. Para consolidar dados provenientes de bibliografias, quando havia alimentos coincidentes entre elas também foi mantido o mesmo critério, com a apuração de médias entre os índices. A estratégia de trabalhar com médias, de todas as origens, permitiu oferecer um índice operacional sem negar que existem diferenças entre as fontes e as condições dos serviços. O FC fica mais confiável quando há treinamento, rotina definida e cuidado com utensílios, equipamentos e compra. Na tabela o leitor encontra um valor aplicável, com orientação explícita de que se trata de uma referência e não de número absoluto, que independe do método de preparo ou outras variáveis. 9.2 Contribuições A contribuição se expressa no uso direto com o fornecimento de uma base maior e mais organizada que amplia as opções de busca, ampliadas com a inclusão de alimentos de pesquisas complementares (24 novos itens). Ao mostrar a variação por manipulador e utensílio, na etapa experimental, a obra demonstra que o FC é um instrumento de gestão, pois pode indicar a necessidade de rever treinamento, Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 14 padronizar e revisar rotinas, sempre com foco em redução de desperdício e aumento de produtividade e do controle. 9.3 Limites do estudo Os FCs apresentados precisam ser interpretados de acordo com a própria realidade da UAN, considerando suas condições de serviço. Um limite relevante está na própria variabilidade observada nos experimentos próprios, com a falta de padrão no corte e na retirada de partes danificadas, somada ao uso de utensílios diferentes entre manipuladores, o que influenciou os valores apurados. Outro limite vem da realidade do mercado, pois, embora tenham sido pré-selecionados 37 alimentos, apenas 25 puderam ser testados, em função da disponibilidade de aquisição no período. A influência do manipulador, dos utensílios, padrões utilizados, das características da matéria-prima podem causar grande impacto na apuração do FC. E a decisão de consolidar FCs por médias é útil para as consultas e pode suavizar extremos que, em alguns serviços, podem ser relevantes. E, por isso, a tabela deve ser tratada como referência inicial e não como substituta de apurações internas em itens críticos. 9.4 Propostas futuras Um caminho imediato é a realização de novos experimentos com procedimentos definidos (mesmo utensílio, mesmo padrão de corte e mesmo critério de retirada) para medir com mais precisão a influência das características do alimento, do manipulador e/ou do método. Outra frente relevante é a ampliação das apurações em diferentes períodos do ano, para observar efeitos de sazonalidade, maturação e qualidade de compra sobre FCs. Essa obra fornece uma tabela robusta com FCs e reforça seu vínculo com o processo que o produz. Quando a UAN padroniza processos, o FC deixa de oscilar e passa a sustentar planejamento, custo e controle de perdas. Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 15 Na prática, o melhor FC é o que consegue ser reproduzido numa rotina de serviço bem sucedida. 10. Referências bibliográficas COSTENARO, Ivo; SILVEIRA, Adriana Mitiko Onishi Meirelles; MORETTI, Graziela Fabris; STOIANOFF, Amanda Ciaramicoli. Fatores de correção de alimentos: elaboração de material de apoio a estudantes e profissionais de nutrição ou áreas afins. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Nutrição) — Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), São Paulo, 2023, 28 p. Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 16 11. Apêndice A – Tabela de Fatores de Correção de Alimentos por grupo alimentar. Alimentos (SG- sem gordura e CG - com gordura FC Alimentos (SG- sem gordura e CG - com gordura FC CARNE BOVINA, ACÉM 1,19 FAISÃO 1,81 CARNE, BOVINA, ALCATRA 1,18 FRANGO, ASA COM PELE 2,24 CARNE, BOVINA, BISTECA 1,08 FRANGO, ASA E SOBREASA 1,81 CARNE, BOVINA, BOFE (PULMÃO) 1,07 FRANGO, CAIPIRA, INTEIRO 2,21 CARNE, BOVINA, BUCHO 1,14 FRANGO, CORAÇÃO 1,30 CARNE, BOVINA, CAPA DE CONTRA-FILÉ, CG 1,41 FRANGO, COXA, COM PELE 1,50 CARNE, BOVINA, CAPA DE CONTRA-FILÉ, SG 1,00 FRANGO, COXA, SEM PELE 1,00 CARNE, BOVINA, CHÃ DE DENTRO 1,16 FRANGO, FÍGADO 1,20 CARNE, BOVINA, CHARQUE 1,23 FRANGO, FILÉ DE PEITO 1,39 CARNE, BOVINA, CONTRA-FILÉ DE COSTELA 1,65 FRANGO, INTEIRO, COM PELE 2,25 CARNE, BOVINA, CONTRA-FILÉ, CG 1,24 FRANGO, MOELA 1,00 CARNE, BOVINA, CONTRA-FILÉ, SG 1,00 FRANGO, PEITO 1,34 CARNE, BOVINA, COSTELA 1,13 FRANGO, PESCOÇO 2,17 CARNE, BOVINA, COSTELA GROSSA 1,08 FRANGO, SOBREASA, SEM PELE 1,50 CARNE, BOVINA, COSTELA TRÊS RIPAS 1,13 FRANGO, SOBRECOXA, COM PELE 1,31 CARNE, BOVINA, COXÃO DURO, SG 1,05 GALINHA 1,74 CARNE, BOVINA, COXÃO MOLE, SG 1,09 GALO 1,25 CARNE, BOVINA, FÍGADO 1,03 GANSO 1,69 CARNE, BOVINA, FILÉ MINGNON 1,27 PATO 1,55 CARNE, BOVINA, FLANCO, SG 1,20 PERDIZ 2,56 CARNE, BOVINA, FRALDINHA, CG 1,15 PERU 1,68 CARNE, BOVINA, LAGARTO 1,69 POMBO 1,75 CARNE, BOVINA, LÍNGUA 1,30 RÃ 1,17 CARNE, BOVINA, MAMINHA 1,26 TARTARUGA DE MAR 4,16 CARNE, BOVINA, MIOLO 1,12 TARTARUGA DE RIO 4,76 CARNE, BOVINA, MIOLO DE ALCATRA, SG 1,59 CARNE, BOVINA, MÚSCULO, SG 1,12 CARNE, BOVINA, PÁ 1,65 Alimentos FC CARNE, BOVINA, PALETA 1,30 MILHO SECO 1,47 CARNE, BOVINA, PATINHO, SG 1,19 MILHO VERDE 2,54 CARNE, BOVINA, PEITO, SG 1,21 CARNE, BOVINA, PEIXINHO 1,16 CARNE, BOVINA, PÉS (MOCOTÓ) 3,60 Alimentos FC CARNE, BOVINA, PICANHA 1,35 ABACATE 1,47 CARNE, BOVINA, PONTA DE PEITO 1,71 ABACATE, AVOCADO, HASS FUERTE 1,59 CARNE, BOVINA, QUARTO DIANTEIRO 1,15 ABACAXI, ANANÁS 1,84 CARNE, BOVINA, QUARTO TRASEIRO 1,59 ABIU 1,71 CARNE, BOVINA, RABO 1,90 ABRICÓ 1,27 CARNE, BOVINA, RIM 1,30 AÇAÍ FRUTO 9,61 CARNE, BOVINA, SECA 1,23 ACEROLA 1,28 CARNE, BOVINA, VÍSCERA 1,07 AMEIXA 1,33 CARNE, CAPRINOS (CABRA, BODE, CABRITO) 1,65 AMEIXA SECA 1,18 CARNE, COELHO 1,80 AMORA 2,11 CARNE, OVINOS (OVELHA, CARNEIRO, CORD) 1,57 ANONA, ATEMOIA 2,48 CARNE, SUÍNA, BACON 2,20 ARAÇÁ 1,16 CARNE, SUÍNA, BACON 1,08 ATA, FRUTA DO CONDE, PINHA 1,70 CARNE, SUÍNA, COSTELA 2,05 AZEITONA COM CAROÇO 1,27 CARNE, SUÍNA, LOMBO 1,65 BANANA DA TERRA 1,69 CARNE, SUÍNA, ORELHA 2,20 BANANA DE SÃO TOMÉ 1,31 CARNE, SUÍNA, PERNIL 1,98 BANANA FIGO 1,57 CARNE, SUÍNA, RABO 2,20 BANANA MAÇÃ 1,51 CORDORNIZ 1,49 BANANA MARMELO 1,56 CARNES E DERIVADOS CARNES E DERIVADOS - cont. CEREAIS E DERIVADOS FRUTAS E DERIVADOS Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 17 Alimentos FC Alimentos FC BANANA NANICA, D’ÁGUA 1,62 MAÇÃ PINK LADY 1,28 BANANA OURO 1,24 MAÇA RED 1,27 BANANA PACOVA 1,39 MACAÚBA 2,67 BANANA PRATA 1,49 MAMÃO 1,55 BURITI 4,76 MAMÃO FORMOSA 1,38 CACAU 3,56 MAMÃO HAVAI 1,59 CAJÁ, TAPEREBÁ 1,61 MAMÃO PAPAIA 1,39 CAJÁ-MANGA 1,61 MANGA 1,51 CAJU 1,28 MANGA ESPADA 1,53 CAPUAÇU 1,67 MANGA HADEN 1,61 CAQUI 1,08 MANGA PALMER 1,61 CAQUI CHOCOLATE 1,08 MANGA ROSA 1,62 CARAMBOLA 1,25 MANGA TOMMY ATKINS 1,50 CEREJA 1,19 MANGABA 1,32 CIDRA 1,54 MARACUJÁ 2,79 CIRIGUELA 1,48 MARACUJÁ AZEDO 2,16 COCO BABAÇU 4,00 MARACUJÁ DOCE 2,20 COCO MADURO 2,05 MARMELO 1,45 COCO SECO 2,14 MELANCIA 2,05 COCO VERDE 2,36 MELANCIA BABY 1,79 COCO-DA-BAÍA 1,88 MELÃO 1,18 CUPUAÇU 1,86 MELÃO AMARELO 1,36 DAMASCO 1,09 MELÃO ORANGE 1,48 FIGO 1,15 MELÃO PELE DE SAPO 1,40 FIGO DE CACTO 1,27 MEXERICA MORGOTE, MURCOTE 1,30 FIGO ROXO 1,07 MEXERICA RIO 1,50 FIGO SECO 1,03 MORANGO 1,12 FIGO VERDE 1,11 NECTARINA 1,24 FRAMBOESA 1,08 NÊSPERA 1,32 FRUTA PÃO 1,30 PEQUI 3,04 GOIABA (BRANCA OU VERMELHA) 1,20 PERA 1,20 GRAPE FRUIT, TORANJA 2,43 PERA D'ANJOU 1,26 GRAVIOLA 1,37 PERA ERCOLINI 1,46 JABUTICABA 1,62 PERA HOSUI 1,25 JACA 3,58 PERAPARKHAMS 1,20 JAMBO 1,24 PERA WILLIAMS 1,20 JAMELÃO 1,56 PÊSSEGO 1,25 KIWI 1,11 PÊSSEGO AURORA 1,25 KIWI GREEN 1,26 PHISALYS 1,09 LARANJA 1,64 PITAIA 1,38 LARANJA DA TERRA 1,74 PITANGA 1,23 LARANJA LIMA 1,50 PITOMBA 2,50 LARANJA PÊRA 1,54 ROMÃ 1,89 LARANJA SELETA 1,38 SAPOTI (FRUTA) 1,33 LARANJA VALÊNCIA 1,65 TÂMARA 1,15 LARANJA-DA-BAHIA 1,53 TAMARINDO 2,00 LIMA DA PÉRSIA, LIMA 1,73 TANGERINA 1,35 LIMÃO 1,99 TANGERINA DEKOPON 1,36 LIMÃO CRAVO 1,50 TANGERINA PONCÃ 1,36 LIMÃO GALEGO 1,94 TUCUMÃ 1,00 LIMÃO TAITI 1,66 UMBU 1,00 MAÇÃ 1,21 UVA 1,11 MAÇÃ ARGENTINA 1,24 UVA BRANCA 1,21 MAÇÃ FUJI 1,26 UVA ESCURA 1,30 MAÇÃ GALA 1,25 UVA ITÁLIA 1,11 MAÇÃ GRANNY SMITH 1,29 UVA PASSA 1,08 FRUTAS E DERIVADOS - cont. FRUTAS E DERIVADOS - cont. Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 18 Alimentos FC Alimentos FC UVA PRETA 1,31 CAMARÃO MIÚDO 2,50 UVA RUBI 1,11 CAMARÃO RIO GRANDE (GR, COZIDO) 4,10 UVA VERDE 1,22 CAMARÃO SECO 1,70 CAMARÃO SEM CABEÇA 1,58 LEGUMINOSAS E DERIVADOS CARANGUEJO 8,21 Alimentos FC CARANGUEJO, PATOLA 3,45 AMENDOIM COM CASCA 2,42 LAGOSTA 2,76 AMENDOIM SEM CASCA 1,29 LAGOSTA INTEIRA 8,33 ERVILHA FRESCA (VAGEM) 1,72 LULA 1,16 ERVILHA SECA (GRÃO) 1,03 MEXILHÃO 3,45 ERVILHA TORTA 1,04 OSTRA 7,32 FEIJÃO (BROTO) 1,04 PEIXE, ANCHOVA 1,00 FEIJÃO (PRETO, MULATINHO, ROXO, ROSINHA)1,03 PEIXE, ARENQUE 1,78 FEIJÃO CARIOCA 1,04 PEIXE, ARRAIA 1,18 FEIJÃO FRADINHO, DE CORDA 2,04 PEIXE, ATUM FRESCO 1,26 FEIJÃO JALO 3,04 PEIXE, BACALHAU SALGADO 2,52 FEIJÃO PRETO 4,04 PEIXE, BACALHAU SALG (COM ESP) 1,38 FEIJÃO RAJADO 5,04 PEIXE, BACALHAU SALG (SEM ESP) 1,05 FEIJÃO ROSINHA 6,04 PEIXE, BACURI 3,15 FEIJÃO ROXO 7,04 PEIXE, BONITO 1,71 FEIJÃO VERDE 2,09 PEIXE, CAÇÃO, POSTA 1,18 GRÃO DE BICO 1,02 PEIXE, CARPA 2,56 GUANDU 1,02 PEIXE, CAVALINHA 1,20 LENTILHA 1,02 PEIXE, CIOBA 1,11 SOJA 1,88 PEIXE, CIOBA 1,11 SOJA SECA 1,03 PEIXE, CORIMBA, CORIMBATA 1,81 SOJA SEM PELÍCULA 1,15 PEIXE, CORVINA (ÁGUA DOCE/SALG) 1,33 TREMOÇO 1,88 PEIXE, CORVINA, AGUA DOCE 1,19 PEIXE, CORVINA, AGUA SALGADA 1,19 NOZES E SEMENTES PEIXE, DOURADO DE ÁGUA DOCE 1,11 Alimentos FC PEIXE, ENGUIA 1,31 AMÊNDOA COM CASCA 2,06 PEIXE, ESPADA 1,16 AVELÃ 2,08 PEIXE, ESTURJÃO 1,17 CASTANHA DE CAJU 2,14 PEIXE, GAROUPA 1,13 CASTANHA DO BRASIL/DO PARÁ 2,14 PEIXE, HIPOGLOSSO 1,23 CASTANHA PORTUGUESA 1,41 PEIXE, LAMBARI 1,20 NOZES COM CASCA 2,06 PEIXE, LINGUADO 2,32 PINHÃO 1,72 PEIXE, MERLUZA 1,65 PEIXE, PACU 1,13 OVOS PEIXE, PERAPUTANGA 1,32 Alimentos FC PEIXE, PESCADA BRANCA 2,00 OVO DE CODORNA 1,12 PEIXE, PESCADA FILÉ 1,00 OVO DE GALINHA 1,12 PEIXE, PESCADINHA 2,00 OVO DE GALINHA D´ANGOLA 1,12 PEIXE, PESCADO FRESCO, INTEIRO 2,00 OVO DE GANSA 1,12 PEIXE, PESCADO FRESCO, POSTA 1,24 OVO DE MARRECA 1,15 PEIXE, PINTADO 1,03 OVO DE PATA 1,15 PEIXE, PIRANHA 1,20 OVO DE PERUA 1,13 PEIXE, PIRAPUTANGA 1,32 OVO DE TARTARUGA 1,10 PEIXE, PORQUINHO 2,20 PEIXE, REI 1,81 PESCADOS E FRUTOS DO MAR PEIXE, ROBALO 2,01 Alimentos FC PEIXE, SALMÃO 2,17 CAMARÃO 4,10 PEIXE, SARDINHA, INTEIRA 1,66 CAMARÃO COM CASCA 4,10 PEIXE, SURUBI, SURUBIM 1,57 CAMARÃO FRESCO GRAÚDO 2,00 PEIXE, TAINHA 1,22 CAMARÃO INTEIRO 2,75 PEIXE, TILAPIA 1,00 PESCADOS E FRUTOS DO MAR - cont.FRUTAS E DERIVADOS - cont. Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 19 Alimentos FC Alimentos FC PEIXE, TRUTA 2,04 CEBOLA 1,65 PEIXE, TUCUNARÉ 1,00 CEBOLINHA 1,16 PEIXE, XERÉU 1,16 CENOURA 1,17 POLVO 5,01 CHEIRO VERDE 1,17 SIRI 1,68 CHICÓRIA CRESPA 1,30 CHICÓRIA LISA 1,18 VERDURAS, HORTALIÇAS E DERIVADOS CHUCHU 1,42 Alimentos FC COENTRO 1,20 ABÓBORA 1,35 COGUMELO 1,00 ABÓBORA CABOTIAN 1,31 COGUMELO PARIS 1,12 ABÓBORA D`AGUA, BENINCASA 1,41 COGUMELO SHITAKE 1,07 ABÓBORA JAPONESA 1,16 COUVE DE BRUXELAS 1,00 ABÓBORA MADURA 1,30 COUVE FLOR 2,28 ABÓBORA MENINA BRASILEIRA 1,33 COUVE MANTEIGA 1,57 ABÓBORA MORANGA 1,40 ERVA-DOCE 1,40 ABÓBORA PESCOÇO 1,40 ESCAROLA 1,74 ABOBRINHA 1,27 ESPINAFRE 1,76 ABOBRINHA BRASILEIRA 1,19 FAVA (EM GRÃO) 1,04 ABOBRINHA ITALIANA 1,26 FAVA FRESCA 2,94 ABOBRINHA PAULISTA 1,47 FUNCHO 1,07 ACELGA 1,45 GENGIBRE 1,11 AGRIÃO 1,80 HORTELÃ 1,40 AIPO 1,34 INHAME 1,39 ALCACHOFRA 2,11 JERIPAPO 1,37 ALECRIM 1,00 JILÓ 1,09 ALFACE 1,30 JURUBEBA 1,19 ALFACE AMERICANA 1,21 MANDIOCA, AIPIM, MACAXEIRA 1,31 ALFACE CRESPA 1,46 MANGERONA 1,25 ALFACE LISA 1,31 MANJERICÃO 1,52 ALFACE MIMOSA 1,32 MASTRUZ, MASTRUÇO 1,96 ALFACE ROMANA 1,11 MAXIXE 1,07 ALFACE ROXA 1,45 MOSTARDA 1,42 ALFAVACA 1,67 NABO 1,12 ALHO 1,08 PALMITO 2,04 ALHO-PORÓ 1,59 PEPINO CAIPIRA 1,40 ALMEIRÃO 1,12 PEPINO COMUM 1,34 ASPARGO 2,00 PEPINO JAPONÊS 1,35 BARDANA 1,51 PIMENTA 1,08 BATATA BAROA, MANDIOQUINHA 1,17 PIMENTÃO AMARELO 1,38 BATATA DOCE 1,21 PIMENTÃO VERDE 1,42 BATATA DOCE BRANCA 1,27 PIMENTÃO VERMELHO 1,42 BATATA DOCE ROSADA 1,20 QUIABO 1,29 BATATA DOCE ROXA 1,41 RABANETE COM FOLHAS 1,40 BATATA INGLESA 1,07 RABANETE SEM FOLHAS 1,09 BATATA YACON 1,19 RÁBANO 2,04 BERINJELA 1,08 REPOLHO 1,48 BERINJELA JAPONESA 1,06 REPOLHO BRANCO (LISO) 1,54 BERTALHA 1,80 REPOLHO ROXO 1,54 BETERRABA 1,51 RÚCULA 1,52 BRÓCOLIS 2,25 SALSA, SALSINHA 1,26 BRÓCOLIS NINJA 1,47 SALSÃO 3,00 BRÓCOLIS RAMOSO 3,40 SERRALHA 1,28 BROTO DE BAMBU 3,33 TAIOBA 1,15 CARÁ 1,24 TOMATE 1,39 CARURU 2,00 TOMATE CAQUI 1,05 CATALONHA 1,26 TOMATE CARMEM 1,40 PESCADOS E FRUTOS DO MAR - cont. VERDURAS, HORTALIÇAS E DERIVADOS - cont. Fatores de Correção de Alimentos – Aplicações práticas na nutrição e na gestão de UAN 20 Alimentos FC TOMATE DÉBORA 1,50 TOMATE HOLÂNDES 1,04 TOMATE PIZZADORO 1,17 TOMATE RASTEIRO 1,35 VAGEM CORDA 1,10 VAGEM MACARRÃO 1,34 VAGEM MANTEIGA 1,32 VERDURAS, HORTALIÇAS E DERIVADOS - cont.