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Vermes redondos
Disciplina: MAD III
Profa. Dra. Carla Nunes de Araújo
NEVES, DP; MELO, AL; LINARDI, PM; ALMEIDA VITOR, RW. Parasitologia Humana. 11ª. ed. São Paulo: Atheneu, 2005.
Ancylostoma duodenale
Necator americanus
 Classe Nematoda
 Família Ancylostomatidae
 Produzem praticamente o mesmo quadro clínico
 Habitat
 Luz do intestino delgado
 Fixados à mucosa
▪ Sugam sangue 
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 ~ 1 cm de comprimento
 Cápsula bucal
 Esôfago muscular
 Intestino simples
 Fêmeas - termina no ânus
 Machos - abre-se na bolsa 
copuladora
Cápsula bucal
Glândula
cefálica
Testículo
Vesícula
seminal
Canal
ejaculador
Espículos
Faringe
Útero
Ovário
Intestino
Reto e 
ânus
Glândula
cefálica
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
a) Boca
b) Dente
c) Parede da 
cápsula
d) Lanceta
e) Canal do 
dente 
dorsal
f) Lado 
dorsal
g) Lado 
ventral
h) esôfago
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
Nematóides
Fixação do helminto à mucosa 
intestinal 
Aspiração e dilaceração 
Placas cortantes (VCP, DCP) de 
Necator
ou
Dentes e lancetas dos Ancylostoma
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
TRENDS in Parasitology Vol.17 No.4 April 2001
 Sistema reprodutor
 Bastante simples
 Tubular
 Machos:
 Um só testículo
 Dois espículos finos e longos
 Bolsa copuladora com que se 
fixam às fêmeas durante a 
cópula
 Fêmeas:
 Dois ovários
 Após fecundadas, põem ovos 
de casca fina que logo iniciam 
a segmentação
 Necator
 Põe 6 a 11 mil ovos por dia 
 Dimensões: 64 e 76 µm
 Ancylostoma duodenale
 Põe 20 a 30 mil 
 Dimensões: 56 e 60 µm
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Embrionamento larvário:
 Completa-se no meio exterior em cerca de 18 horas
 Eclosão:
 Um ou dois dias, saindo uma larva rabditóide, isto é, com o esôfago formado por corpo, 
istmo e bulbo
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
• L1
• ~250 µm de comprimento
• Esôfago - 1/3 do 
comprimento
• Se alimenta ativamente 
de bactérias e matéria 
orgânica do solo
• Aos três dias tem lugar a 
1ª muda
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
L2 cresce - 500 a 700 µm
Esôfago filarióide

Ocorre a 2ª muda

Larva filarióide embainhada ou encistada (L3)
Uma semana depois torna-se infectante

Nesse 3º estádio, não se alimenta, consome suas próprias reservas 
energéticas, crescem e movem-se ativamente - geotropismo 
negativo, hidro, termo e tigmotropismo positivos

Elevam-se sobre as partículas do solo ou a vegetação, até onde lhes 
permite a película de água que as reveste

Em contato com a pele humana, são estimuladas a penetrar nela
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
As larvas infectantes dos ancilostomídeos (L3), que entram pela pele, vão pela 
circulação venosa ou linfática ao coração e aos pulmões, onde tem lugar a 3ª 
ecdise

As L4 penetram nos alvéolos e bronquíolos, sendo arrastadas pela corrente de muco 
da árvore respiratória até a faringe, que é o fim do ciclo pulmonar

São então deglutidas, indo parar nos intestinos; onde sofrem a 4ª e última ecdise, 
passando a vermes adultos.

Localizam-se de preferência no duodeno e no jejuno, fixando-se à mucosa com sua 
cápsula bucal 
Larvas que casualmente penetrem pela boca, com água ou 
alimentos, não fazem o ciclo pulmonar
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Ancylostoma duodenale
 Mesmo quando penetram pela pele, alguns passam rapidamente pelos 
pulmões, sem fazer a 4ª muda
 As larvas filarióides (L3), que não passaram pela árvore brônquica, invadem 
outros tecidos e entram em estado de dormência, que pode durar até 8 meses 
 Ao fim desse período, migram para o tubo digestivo e completam seu 
desenvolvimento, tornando-se vermes adultos
 O ciclo completo normal de A. duodenale dura 4 a 5 semanas, aparecendo os 
ovos nas fezes na 5ª ou 6ª semanas depois da infecção
 Necator
 Os ovos só aparecem depois de 7 a 8 semanas
 Em geral, a carga parasitária aumenta até os 15 ou 20 anos de idade para 
estabilizar-se ou diminuir em seguida
 Devido ao desenvolvimento da imunidade ou 
 Devido às mudanças comportamentais, como o uso de calçado mais 
freqüente entre adultos
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Espécie
 Período da infecção
 Carga parasitária
 Localização
 Estádio em que se encontrem os 
parasitos
 Invasão cutânea
 Lesões mínimas
 Exceção:
▪ Ataque maciço por milhares de 
larvas
▪ Hipersensibilidade - alguns 
indivíduos por ocasião das 
reinfecções
▪ Há então erupção pápulo-
eritematosa, edema ou uma 
dermatite alérgica
 Infecções pesadas
 Ciclo pulmonar
▪ Síndrome de Loeffler -
pneumonite disseminada
 Em geral, essa fase é silenciosa e 
não diagnosticada
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Parasitismo intestinal
 Lesões na parede intestinal 
resultam da aplicação de sua 
cápsula bucal contra a mucosa, 
dilaceração e sucção do sangue e do 
tecido lisado, que lhes servem de 
alimento
 Utilizam seus dentes ou placas 
cortantes, as lancetas e a secreção 
de suas glândulas cefá-licas
 Um fluxo de sangue atravessa o 
tubo digestivo dos vermes adultos, 
de onde poucos nutrientes são 
absorvidos, e o resto goteja pelo 
ânus dos helmintos
Doc. do Dr. A.C.R. Leite, ICB, UFMG
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Perda de sangue:
 Vermes sugam a mucosa
 Pequenas hemorragias residuais que ficam quando os parasitos 
mudam seu ponto de fixação
 Presença de anticoagulantes nas secreções orais dos parasitos tende a 
facilitar a perda de sangue
 As perdas variam com a espécie presente
▪ Necator da ordem de 0,03 a 0,06 ml/dia
▪ A. duodenale a perda é de 0,15 a 0,30 ml/dia

REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
Quando a carga
parasitária for de 100 a
1.000 Necator, a perda
estará entre 10 e 30 ml/dia,
ou seja 5 a 15 mg de Fe
perdidos.
Mas poderá chegar a
100 ou 250 ml/dia se os
vermes forem em número
de 1.000 a 3.500.
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Do sangue evacuado pelos helmintos, 30 a 40% do Fe são 
reabsorvidos pelos intestinos 
 O resto deve provir da dieta do paciente
 Senão, as reservas hepáticas de Fe vão diminuindo até se 
esgotarem; e a produção de hemoglobina cai
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Nível da anemia ancilostomótica
 Espécie de ancilostomídeo
 Carga parasitária
 Ingestão e absorção do Fe 
alimentar
 Hipoproteinemia
 Se acompanha de atrofia da 
mucosa intestinal
 Redução ou achatamento das 
vilosidades e diminuição da 
absorção intestinal
 Resulta
▪ Perdas sanguíneas 
▪ Ingestão insuficiente de 
proteínas (a anorexia podendo 
contribuir para isso)
▪ Atividade deficiente do fígado 
(por atrofia centrolobular e 
degeneração gordurosa) 
devida à anóxia que resulta da 
anemia
 Lesões renais podem causar 
albuminúria e hematúria
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Indivíduos
bem nutridos 
 Suportam as cargas pequenas ou médias desses helmintos, sem sintomas ou 
com leves manifestações dispépticas
 Na maioria das vezes o parasitismo só se manifesta como 
doença nas precárias condições de vida em que se 
encontram as populações de áreas endêmicas
 Pobreza
 Subnutrição
▪ Pano de fundo para o drama médico, pois a carência de ferro na dieta é fator decisivo para o 
aparecimento da anemia na ancilostomíase
 Ignorância
 Falta de higiene e de saneamento
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Quadro clínico mais característico
 Anemia e suas conseqüências
 Quando de instalação lenta e progressiva, 
os pacientes podem ter-se adaptado a 
essas condições fisiológicas, ajustando suas 
atividades ao que ainda podiam fazer
 Para muitos - os impede de trabalhar
 Crianças
 Retardo no desenvolvimento físico e 
mental, apatia, falta de apetite, atenção 
difícil e um baixo rendimento escolar
 Sinais e sintomas predominantes são:
 Palidez, conjuntivas e mucosas descoradas, 
cansaço fácil, desânimo e fraqueza
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Exame coproscópico
 Para estimar-se a carga 
parasitária, fazer uma contagem 
de ovos pelo método de Stoll.
 Cada 35-40 ovos por grama de 
fezes correspondem a uma 
fêmea, sendo que as fêmeas 
representam 50% da população 
helmíntica
 Infecção com menos de 50 
vermes é considerada leve
 Entre 50 e 200 já tem 
significação clínica, podendo 
causar anemia
 Entre 200 e 1.000 é intensa
 Acima de 1.000 vermes, muito 
intensa
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Mebendazol ou albendazol
 Anemia
 Tratamento prolongado com sulfato ferroso
 Dieta rica em proteínas e vitaminas 
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Calçados
Disponível em: <http://www.google.com.br/>. Acesso em 07/06/2011.
 Anti-helmínticos de largo espectro como mebendazol, 
albendazol, pirantel ou levamizol
 Ferroterapia 
 Administração de sulfato ferroso aos pacientes com anemia é 
importante para uma recuperação rápida
 Tratamento prolongado para refazer as reservas de Fe do 
organismo
 Correção dos hábitos alimentares para a inclusão de boas 
fontes de Fe na dieta
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 Instalações sanitárias
 Controle anti-larvário 
 É possível com produtos vegetais efetivos no solo, decorrentes do plantio de 
espécies como: Cymbopogon citratus (capim cidreira), C. martinii, Vetivéria 
zizanoides, Ruta graveolens, Menta spicata e Crysanthemum sp.
 Educação sanitária 
 A população de risco deve compreender as razões pelas 
quais se requer mudança de hábitos tradicionais, como 
andar descalço, defecar no chão e só procurar serviços 
médicos quando estão doentes
 Educação e exame periódico das crianças é essencial
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
 “Larva migrans cutânea” ou “dermatite linear serpiginosa” - “bicho 
geográfico” ou “bicho das praias”
 Larvas de terceiro estádio de Ancylostoma braziliense, parasito intestinal 
de cães e gatos
 Outros helmintos: 
 Ancylostoma ceylanicum,
 A. caninum,
 A. stenocephala,
 Gnathostoma spinigerum e outros. 
 Ancylostoma duodenale, Necator e Strongyloides - podem, 
eventualmente, ficar abrindo túneis microscópicos na pele sem poder 
continuar suas migrações normais
Enquanto as larvas avançam, as lesões, para trás,
vão ficando como um cordão irregular, saliente,
eritematoso, pruriginoso e por vezes recoberto de
vesículas.
Dias depois, o trajeto mais antigo tende a
desinflamar-se e deixa uma faixa hiperpigmentada,
que também irá desaparecer dentro de algum tempo.
Larva migrans na região glútea de uma criança
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2009.
Disponível em: <http://www.google.com.br/>. Acesso em 07/06/2011.
 Sintoma mais comum - prurido, que aumenta à noite e pode perturbar o 
sono, sobretudo das crianças.
 O diagnóstico é clínico e não oferece dificuldades, tão típico é o quadro 
dermatológico.
 Antecedentes de contato com o solo, principalmente em praias 
freqüentadas por cães, ou em tanques de areia dos parques infantis, 
onde os gatos costumam ir defecar, confirmam a origem das lesões.
 A cura é espontânea ao fim de alguns dias ou semanas; raramente 
meses. 
 Se necessário, tratar com ivermectina, albendazol ou tiabendazol, por via 
oral. Este pode ser usado localmente.
Tricuríase, por Trichuris trichiura
 Classe: Adenophorea
 Ordem: Stichosmida
 Família: Trichocephaloidea
 3-5 cm
 Porção anterior maior e 
mais adelgaçada
 Boca provida de estilete
 Esôfago longo 
desprovido de músculo e 
conjunto de células 
glandulares (esticócitos)
 Órgão sexual simples 
(espículo com um 
“prepúcio”)
 Dióicos
 Dimorfismo sexual
http://www.dpd.cdc.gov/DPDx
Casca:
1. Camada lipídica externa
2. Camada quitinosa 
intermediária
3. Camada vitelínica interna
Extremamente resistentes às 
condições ambientais
50-55 m comprimento 
x 22 m largura
Formato elíptico
Poros salientes e transparentes 
em ambas as extremidades , 
preenchidos por material lipídico
Ovos
http://www.parasitologia.uchile.cl/apuntes_de_clases/_PRIVATE/TecMedBasico/tablas/Im
agenes%20tablas/tricocefalos_adultos.jpg
http://www.biolib.cz/IMG/GAL/17331.jpg
Macho enrolado ventralmente 
na porção posterior
Hábitat
 Intestino grosso de humanos
▪ Infecções leves ou moderadas: ceco 
e cólon ascendente
▪ Infecções intensas: cólon distal, reto 
e porção distal do íleo
 Parasito tissular
▪ Toda a região esofagiana penetra na 
camada epitelial da mucosa 
intestinal 
http://www.nenossolar.com.br/escolademediuns/digestivo.jpg
Fonte alimentar:
Restos de enterócitos lisados / Sangue 
3–4 anos
3 a 20.000 / dia
Umidade relativa acima de 77%
25oC – 21 dias 
 Fatores que influenciam na gravidade da 
tricuríase
 Carga parasitária
▪ Infecções leves (OMS) - número menor 1.000 ovos/g fezes
▪ Infecções moderadas: 1.000 – 9.999 ovos/g fezes
▪ Infecções graves: acima de 10.000 ovos/g fezes
 Idade
 Estado nutricional
 Distribuição dos vermes adultos no intestino
Assintomática
 Infecções moderadas
 Graus variados de sintomas
 Dores de cabeça
 Dor epigástrica (localiza-se na 
parte alta e central do 
abdômen) e no baixo abdômen
 Diarréia 
 Náusea 
 Flatulência
 Vômitos
 Colite crônica
 Distensão abdominal
 Anorexia
 Perda de peso
 Infecções intensas
 Síndrome disentérica crônica 
(crianças)
 Diarréia intermitente com 
muco / sangue
 Dor abdominal com tenesmo 
(sensação dolorosa na bexiga ou na 
região anal, com desejo contínuo, mas 
quase inútil, de urinar ou de evacuar)
 Anorexia
 Falta de apetite (TNF-)
 Cólicas, vômitos, flatulência
 Anemia / comprometimento 
cognitivo
 Desnutrição grave (peso e altura 
abaixo do nível aceitável para a idade –
RETARDO DO CRESCIMENTO –
redução níveis de insuline-like growth 
factor e da síntese de colágeno)
 Prolapso retal
http://www.stanford.edu/class/humbio103/ParaSites2002/trichuriasis/trichuris_in_situ.gif
Reto:
Processo inflamatório intenso

Edema / intenso sangramento da 
mucosa

Inicia o reflexo da defecação, 
mesmo na ausência de fezes no 
reto

Esforço continuado + alterações 
nas terminações nervosas locais

Aumento do peristaltismo

Resulta em prolapso retal
Disponível em: <http://www.google.com.br/>. Acesso em 07/06/2011.
Image of Dr. Scott Smith
http://www.stanford.edu/class/humbio103/ParaSites2002/trichuriasis/trichsymptoms.html
Reversível após a eliminação dos vermes e resolução da reação inflamatória
 Diminuição consumo de nutrientes
 Falta de apetite (TNF-)
 Aumento das perdas alimentares
 Disenteria e vômitos
 Prejuízo na absorção de alimentos
 Sais minerais (zinco e ferro)
 Infecções muito intensas
 Obstrução do cólon e perfuração intestinal
 Mucosa edematosa, friável e com facilidade de 
sangramentos
 Alterações da mucosa restritas ao local de aderência 
do parasita
 Destruição celular e infiltração superficial com eosinófilos, 
linfócitos e células plasmáticas
 Petéquias ou hemorragia subepitelial 
 Pode provocar reação de hipersensibilidade imediata na 
mucosa colônica - patogênese da síndrome disentérica
 Clínico
 Laboratorial
 EPF direto ou de amostras conservadas em solução salina -
parasitas adultos ou ovos
 Retossigmoidoscopia ou colonoscopia - visualização direta 
do interior do intestino através de endoscópios introduzidos 
através do ânus
▪ Mucosa friável, hiperemiada, locais de aderência ou o próprio 
parasita adulto pendendo na luz intestinal
 Enema opaco - raio X do intestino grosso com colocação de 
contraste por via retal
▪ Vermes vistos como translucências lineares ou espirais
 É uma das helmintíases que tem pior resposta à terapêutica
 Pamoato de oxipirantel
 (20mg/kg/ dia), duas vezes por dia, dois dias seguidos, é recomendado 
como droga de escolha, com taxas de cura de 70 a 90%
 Mebendazol
 (100mg) duas vezes por dia, três dias seguidos, tem efeito ovicida
incompleto, mas é eficaz contra os parasitas adultos
 Albendazol
 Menos efetivo que o mebendazol para eliminar essa parasitose
 Dose única (400mg) tem efeito ovicida incompleto e baixas razões de 
cura
 Dieta rica em fibras
 Comum em regiões quentes e úmidas, onde as chuvas ocorrem durante 
todo o ano
 Estimativa mais recente sugere que 1 bilhão e 49 milhões de pessoas 
estão infectadas (CROMPTON, 1999)
 Países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento

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