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* * Plasmodium - Malária * * Introdução Paludismo, febre palustre, maleita, sezão Muito antiga Problemas de saúde pública no mundo OMS: plano de ação iniciado em 1995 Estratégia Global da Malária Integração de atividades de controle e atividades de serviços gerais de saúde * * Agente etiológico Filo Apicomplexa Família Plasmodiidae Gênero Plasmodium 150 espécies causadoras de malária Apenas 4 parasitam o homem P. falciparum P. vivax P. malariae P. ovale * * Ciclo biológico Hospedeiro vertebrado - homem Inseto vetor inocula esporozoítos infectantes no homem, durante o repasto sanguíneo Permanecem sob a pele cerca de 15 minutos antes de atingirem a corrente sanguínea Esporozoítos são móveis – porém não possuem flagelos nem cílios Motilidade associada a presença e orientação de algumas proteínas na superfície do parasito * * Ciclo biológico Hospedeiro vertebrado - homem Proteínas essenciais para invasão da célula hospedeira como Circum-esporozoíto (CS) Proteína Adesiva Relacionada com a trombospondina (TRAP) Somente no hepatócito ocorre o desenvolvimento parasitário, cerca de 30 minutos após a infecção Eficiência da invasão e especificidade da célula alvo sugerem a participação de moléculas do parasito e receptores específicos na superfície da célula hospedeira – proteína CS * * Ciclo biológico Hospedeiro vertebrado - homem Após invadir hepatócito, esporozoítos se diferenciam em trofozoítos pré-eritrocíticos Trofozoítos pré-eritrocíticos: reprodução assexuada originando esquizontes teciduais e posteriormente merozoítos, que invadirão eritrócitos É a 1° fase do ciclo, chamada exo-eritrocítica, pré–eritrocítica ou tissular * * Ciclo biológico Hospedeiro vertebrado - homem O tempo para o desenvolvimento nos hepatócitos varia com a espécie de Plasmodium Uma semana para o P. falciparum e P. vivax Duas semanas para o P. malariae Nas infecções por P. vivax e P. ovale, mosquito vetor inocula populações geneticamente distintas de esporozoítos Algumas se desenvolvem rapidamente, enquanto outras ficam em estado de latência no hepatócito, sendo chamadas de hipnozoítos: responsáveis pelas recaídas tardias da doença * * Ciclo biológico Hospedeiro vertebrado - homem O ciclo eritrocítico inicia quando os merozoítos tissulares invadem os eritrócitos A interação dos merozoítos com o eritrócito envolve o reconhecimento de receptores específicos Desenvolvimento intra-eritrocitário se dá por esquizogonia (reprodução assexuada) com formação de merozoítos que invadirão novos eritrócitos Após algumas gerações de merozoítos sanguíneos, ocorre a diferenciação em estágios sexuados: os gametócitos * * Ciclo biológico Hospedeiro vertebrado - homem Gametócitos não se dividem mais e seguirão seu desenvolvimento no mosquito vetor, originando os esporozoítos (esporogonia (meiose) : no inseto) O ciclo sanguíneo se repete varias vezes a cada 48 horas nas infecções por P. falciparum, P. vivax e P. ovale e a cada 72 horas para P. malariae Fonte de nutrição de trofozoítos e esquizontes sanguíneos é a hemoglobina Ingestão da hemoglobina ocorre através de uma organela especializada: o citóstoma * * Ciclo biológico Hospedeiro invertebrado - inseto Durante o repasto sanguíneo, a fêmea do anofelino ingere as formas sanguíneas do parasito somente os gametócitos serão capazes de evoluir no inseto, dando origem ao ciclo sexuado ou esporogônico No intestino médio do mosquito, fatores como temperatura inferior a 30ºC aumento do pH estimulam o processo de gametogênese (gametócitos se transformando em gametas) * * Ciclo biológico Hospedeiro invertebrado - inseto Gametócito feminino: macrogameta Gametócito masculino: origina 8 microgametas através de exflagelação Microgameta fecunda o macrogameta e origina o ovo ou zigoto Após 24 horas, o zigoto começa a se movimentar por contrações do corpo, sendo denominado oocineto * * Ciclo biológico Hospedeiro invertebrado - inseto Oocineto atravessa a matriz peritrófica (membrana que envolve o alimento) e atinge a parede do intestino médio Se encista na camada epitelial passando a ser chamado de oocisto Inicia o processo de divisão esporogônica Após 14 dias, ocorre ruptura da parede do oocisto * * Ciclo biológico Hospedeiro invertebrado - inseto Liberação dos esporozoítos formados Serão disseminados por todo o corpo do inseto através da hemolinfa até atingir as células das glândulas salivares Ingressarão no ducto salivar para serem injetados no hospedeiro vertebrado, juntamente com a saliva, durante o repasto sanguíneo * * * * Transmissão Natural, através do repasto sanguíneo Acidental como: Transfusão sanguínea Compartilhamento de seringas contaminadas Acidentes em laboratório Infecção congênita raramente descrita * * Morfologia Esporozoíto: alongado Trofozoíto pré-eritrocitico: arredondado Merozoíto: Menor que esporozoíto e arredondado Oocineto: alongado Oocisto: esférico * * 1: hemácia normal 2-18: trofozoíto 19-26: esquizonte P. falciparum * * 21-26: esquizonte 27-28: macrogametócito 29-30: microgametócito * * Patogenia Apenas ciclo eritrocítico assexuado é responsável por manifestações clínicas Passagem do parasito pelo fígado não é patogênica e não determina sintomas * * Sintomas Fase sintomática inicial caracterizada por Mal-estar Cefaléia Cansaço Mialgia Febre Sintomas comuns a muitas outras infecções, não permitindo um diagnóstico clínico seguro * * Diagnóstico Clínico Por orientação dos programas oficiais de controle, em situações de epidemia e em áreas de difícil acesso da população aos serviços de saúde, indivíduos com febre são considerados portadores de malária * * Diagnóstico Clínico O elemento fundamental no diagnóstico clínico da malária, tanto para áreas endêmicas quanto para não-endêmicas, é sempre pensar na possibilidade da doença Distribuição da malária : não homogênea Torna-se importante resgatar informações sobre a área de residência ou relato de viagens indicativas de exposição ao parasito, bem como informações sobre transfusão sanguínea e agulhas contaminadas * * Diagnóstico Laboratorial Pesquisa do parasito no sangue periférico por dois métodos Gota espessa Esfregaço sanguíneo Únicos métodos que permitem a diferenciação especifica dos parasitos a partir da análise da sua morfologia e das alterações provocadas no eritrócito infectado * * Diagnóstico Laboratorial Apesar das vantagens, o diagnóstico da malária pela gota espessa é dependente de alguns fatores: Habilidade técnica no preparo da lâmina, manuseio e coloração Qualidade óptica e iluminação do microscópio Competência e cuidado por parte do microscopista * * Tratamento Visa interrupção da esquizogonia sanguínea, responsável pela patogenia e manifestações clínicas da infecção É também objetivo da terapêutica, erradicar as formas latentes do parasito (hipnozoítos), evitando assim, recaídas tardias * * Tratamento A decisão de como tratar o paciente com malária deve ser precedida de informações sobre os seguintes aspectos: Gravidade da doença Espécie de Plasmodium Idade do paciente História de exposição anterior à infecção Custo da medicação Devido a isso, esquemas de tratamento da malária variam entre as diferentes áreas endêmicas do mundo * * Tratamento na gravidez Segundo e terceiro trimestres mais suscetíveis aos quadros graves e complicados, podendo causar aborto espontâneo, prematuridade, baixo peso ao nascer, morte materna Tratamento deve ser precoce, a fim de impedir essas complicações Avaliar o recém-nascido durante as 4 primeiras semanas de vida , pelo risco de malária congênita Tratamento com cloroquina: seguro na gravidez * * Profilaxia Pode ser feita em níveis individual e coletivo Evitar contato com mosquito Evitar aproximação às áreas de risco Usar repelentes Telar portas e janelas Usar mosquiteiros * * Profilaxia Evitar formação de “criadouros” de mosquitos Melhorar as condições de vida através de informação, educação, comunicação provocando mudanças nas atitudes da população Borrifação dos domicílios com inseticidas (combate ao vetor adulto) Usar larvicidas (combate ás larvas) * * Vacinação A busca de vacinas eficazes contra a malaria tem sido realizada em várias direções, incluindo estudos com as muitas formas evolutivas do parasito, os esporozoítos, formas hepáticas, formas assexuadas eritrocíticas e gametócitos * * Situação atual Registrados cerca de 300-500 milhões de casos de malária por ano 90% na África Tropical Na América Latina: Maior numero de casos é verificado na Amazônia, cerca de 500.000 casos/ano * * Sarcocystis * * Introdução Gênero que compreende protozoários heteroxênicos Multiplicação assexuada no hospedeiro intermediário Encontram-se duas espécies que parasitam o homem: S. hominis S. suihominis Outras espécies parasitam animais silvestres e domésticos * * Morfologia Merontes (esquizontes): presentes no endotélio dos vasos sanguíneos do hospedeiro intermediário. Reprodução múltipla por merogonia e quando maduro origina os merozoítos Sarcocistos (cisto): presentes no músculo. Formado a partir dos merozoítos que dão origem aos metrócitos (células jovens), que por sua vez originam bradizoítos * * Morfologia Bradizoítos: presentes dentro dos sarcocistos e possuem forma alongada. Forma infectante para o hospedeiro definitivo Oocisto: presente nas fezes do homem (hospedeiro definitivo). A parede do oocisto é muito frágil frequentemente se rompendo durante o trajeto intestinal e saindo apenas os esporocistos junto com as fezes. É a forma infectante para o hospedeiro intermediário * * Biologia Homem é hospedeiro definitivo do S. hominis e do S. suihominis e hospedeiros intermediários são o porco e o boi, respectivamente Suínos se infectam ao ingerir oocistos esporulados ou esporocistos que são eliminados com as fezes do homem * * Biologia Esporozoitos são liberados no intestino delgado, atravessam a parede intestinal e penetram em células endoteliais de veias do fígado, onde evoluem para merontes primários Quando maduros, liberam merozoítos que penetram em células endoteliais de veias de qualquer órgão para dar origem aos merontes secundários * * biologia Os merozoítos secundários são liberados e penetram em células musculares para formar a terceira geração de merontes ou sarcocistos. O homem se infecta ao ingerir sarcocistos maduros contendo bradizoítos, que no intestino delgado dão origem diretamente a gametas * * biologia Há fecundação do macro e do microgametócito formando o oocisto que esporula na própria parede intestinal Os oocistos esporulados ou esporocistos são eliminados na fezes Essas formas são infectantes para os suínos, mas não para o homem * * Patogenia A sarcocistose não é uma doença muito frequente ou bem conhecida Estudos experimentais com S. suihominis em voluntários humanos, puderam evidenciar presença de diarréia, náusea, vômitos, distúrbios circulatórios, calafrios e sudorese como sintomas mais comuns Sintomas aparecem 6-24 horas após ingestão de carne de porco infectada e desapareciam na maioria dos casos entre 12-24 horas * * Patogenia Vários distúrbios gastrintestinais incluindo Náusea, Vomito, Diarréia, Dor abdominal Cólicas Também são descritos para esta espécie * * Diagnóstico Encontro de oocistos esporulados ou esporocistos em EPF * * Tratamento Tratamento especifico é de valor relativo pois os agentes terapêuticos tem ação limitada sobre as formas dos coccidios * * Profilaxia Não ingerir carne de bovinos ou suínos crua ou mal cozida Uso de privadas ou fossas para evitar contaminação do meio ambiente por fezes humanas e consequente infecção dos bovinos e suínos * * Isospora * * Introdução Conhecido há muito tempo como parasito do homem Os membros do gênero Isospora são coccídios que apresentam oocistos com dois esporocistos e com quatro esporozoítos dentro de cada um São monoxenos Multiplicação assexuada (merogonia) e sexuada (gametogonia) que termina com formação de oocistos nas células do intestino do hospedeiro * * Introdução Duas espécies parasitam o homem: I. belli I. natalensis I. belli é a mais frequente e tem sido assinalada em vários países I. natalensis possui oocistos subesféricos e ainda não foi descrita no Brasil, só na África do Sul Isosporíase humana é mais frequente em regiões quentes onde condições de higiene são precárias * * Ciclo Biológico O homem se infecta através da ingestão de oocistos esporulados com a água e alimentos Os esporozoítos liberados dos oocistos invadem o intestino delgado, onde ocorre a evolução do parasito até a formação de oocistos * * * * Patogenia Alterações na mucosa do intestino delgado que resultam na síndrome da má absorção Microscopicamente , as lesões são caracterizadas por destruição das células epiteliais e consequente atrofia das vilosidades Infecções humanas são benignas Pacientes se curam espontaneamente * * Sintomas Febre Diarréia Cólicas abdominais Esteatorreia Vômito Desidratação Perda de peso * * Diagnóstico Encontro de oocistos não-esporulados nas fezes * * Tratamento Sulfametoxazol - trimetopim Metronidazol * * Profilaxia Uso de privadas ou fossas para evitar contaminação do meio ambiente por fezes humanas Higiene pessoal principalmente em grupos de alto risco como indivíduos imunodeficientes * * Cryptosporidium * * Introdução Desenvolve-se nas microvilosidades de células epiteliais do trato gastrintestinal Parasita a parte externa do citoplasma da célula e dá impressão de se localizar fora dela (Intracelular intracitoplasmática) Apresenta diferentes formas estruturais que podem ser encontradas nos tecidos (formas endógenas) e nas fezes ou meio ambiente (oocistos) * * Introdução Oocistos são pequenos, esféricos ou ovóides Ciclo monoxênico Multiplicação assexuada: formação de duas gerações de merontes Multiplicação sexuada: formação de macrogameta e microgameta * * Introdução Após fecundação resulta no oocisto Formação de dois tipos de oocistos: um de parede espessa, eliminado nas fezes; um de parede delgada, que se rompe no intestino delgado onde acredita-se que seja o causador dos casos de auto-infecção Os oocistos esporulam no interior do hospedeiro e já são infectantes quando eliminados para o meio ambiente A duração do ciclo biológico é curta e varia em média de 2-7 dias * * * * Transmissão Ocorre por meio da ingestão ou inalação de oocistos ou pela auto-infecção Pessoa a pessoa: ambientes com alta densidade populacional, como creches e hospitais e contato direto, incluindo atividades sexuais Animal a pessoa: contato direto de pessoas com animais que encontram-se eliminando oocistos Água e alimento: contaminados com oocistos * * Patogenia e Sintomas Influenciados por vários fatores que incluem Idade Competência imunológica Associação com outros patógenos Alterações provocadas nas células epiteliais da mucosa gastrintestinal interferem nos processos digestivos e resultam, na síndrome da má absorção * * Patogenia e Sintomas Em imunocompetentes causa: Diarréia aquosa Dor abdominal Náusea Flatulência Febre Dor de cabeça Em imunodeficientes causa: Meses de diarréia aquosa Acentuada perda de peso Má absorção Mortalidade elevada * * Epidemiologia Oocistos são estruturas pequenas leves imóveis que se dispersam no meio ambiente através Do ar De insetos Vestuário Fezes Contaminando água e alimentos * * Epidemiologia Em condições adequadas de umidade e temperatura permanecem viáveis e infectantes no ambiente por várias semanas Resistem a ação da maioria dos desinfetantes usuais São destruídos pela água oxigenada amônia formol aquecimento * * Epidemiologia A prevalência da doença é variável e depende de muitos fatores como Idade Hábitos de higiene Costumes da população Época do ano Estado de imunocompetência do paciente * * Diagnóstico Demonstração de oocistos nas fezes, material de biópsia intestinal ou raspado da mucosa Pesquisa de anticorpos circulantes usando técnicas como ELISA e HAI * * Tratamento Visa aliviar os efeitos da diarréia e desidratação Em imunocompetentes geralmente a cura é espontânea Fármacos não apresentam eficácia especifica comprovada Nitazoxanida foi o primeiro fármaco a ser liberado para o tratamento da criptosporidiose nos EUA * * Profilaxia Adoção de medidas que previnam ou evitem a contaminação do meio ambiente, água e alimentos com oocistos do parasito e o contato de pessoas suscetíveis com fontes de infecção Usar fossas ou privadas, protegendo reservatórios de água Higiene pessoal Imunodeprimidos devem evitar contato com animais * * Balantidium coli * * Introdução Existente no intestino grosso de suínos Há diversidade de opiniões sobre a patogenicidade desse protozoário nos humanos, porém, como é o único ciliado que pode ser encontrado na nossa espécie, merece ser estudado Já foi encontrado em porco, humanos, chimpanzé e raramente em cão e rato * * Morfologia Apresenta duas formas básicas: trofozoíto Cisto Trofozoíto: apresenta o corpo recoberto por cílios, possui dois núcleos (macro e micronúcleo) Cisto: esférico, parede lisa, presença de macronúcleo * * Ciclo Biológico Monoxênico Reprodução assexuada: divisão binária Reprodução sexuada: tipo conjugação * * Ciclo Biológico Reprodução sexuada tipo conjugação Dois organismos se unem temporariamente pelo citóstoma, promovendo trocas genéticas. Macronúcleo desintegra-se no citoplasma de cada protozoário. Micronúcleo cresce, sofre divisão por meiose, que é seguida de mitose, que migram e tomam posição citoplasmática em cada um dos protozoários envolvidos. Segue-se a separação dos indivíduos, com a formação de novos macronúcleos. * * * * Ciclo Biológico Reprodução assexuada tem como principal função a manutenção e ampliação da colônia do protozoário Reprodução sexuada por conjugação tem importância nas trocas genéticas e na formação de cistos para a disseminação da espécie * * Transmissão Ingestão de cistos através de Alimentos Água Mãos * * Patogenia e Sintomas Normalmente é um protozoário comensal da luz intestinal de suínos, onde alimenta-se de amido, bactérias... Os sintomas constituem Diarréia Dor abdominal Fraqueza Às vezes febre * * Diagnóstico Clínico Difícil de ser feito, devido à semelhança de sintomas de outras infecções Laboratorial EPF para identificação de cistos ou trofozoítos * * Epidemiologia Maioria dos casos esta entre os tratadores, criadores, comerciantes e abatedouros de suínos Porco: fonte natural das infecções humanas Transmissão pode ocorrer através de trofozoítos, apesar dessa forma durar pouco tempo no meio externo, enquanto o cisto resiste mais * * Profilaxia Higiene individual principalmente de profissionais que trabalham com suínos Engenharia sanitária, impedindo a contaminação de água por excrementos suínos Criação de suínos com boas condições sanitárias * * Tratamento Como se alimentam de amido: adoção de dieta láctea por alguns dias é o suficiente para eliminar o Balantidium do organismo Alguns casos recomenda-se uso de fármacos como metronidazol ou tetraciclinas * * Babesia * * Introdução Parasito das hemácias de várias espécies de animais e humanos Dentro da hemácia, o parasito é encontrado isolado, aos pares, ou em infecção múltipla de vários formatos Possui várias espécies que parasitam animais silvestre e domésticos que são transmitidas por carrapatos * * Ciclo Biológico Carrapato suga hospedeiro infectado Ingere várias formas do parasito presente nas hemácias, mas somente os gametas são capazes de evoluir no seu organismo No carrapato, os gametas evoluem, tornam-se maduros e ocorre a fecundação, originando o zigoto, que invade as células intestinais, onde se multiplica de forma assexuada formando esporocinetos * * Ciclo Biológico Esporocinetos são disseminadas por todo o organismo do carrapato, atingindo órgãos, ovários e glândulas salivares Nos ovários, podem penetrar nos ovos originando larvas infectadas, sendo transmitida para a próxima geração de carrapatos Nas glândulas salivares, os esporocinetos se multiplicam e formam os esporozoítos, formas infectantes, transmitidas ao hospedeiro vertebrado na picada * * Ciclo Biológico Os humanos se infectam ao serem picados por carrapatos infectados ou através de transfusões sanguíneas As maiores possibilidades de ocorrência de babesiose humana no Brasil são através da transmissão pela picada de carrapatos dos gêneros Amblyomma e Rhipicephalus, prováveis transmissores da babesiose equina e canina, respectivamente * * Sintomas Febre aguda Mialgia Fadiga Anemia Icterícia * * Diagnóstico Fase aguda: Encontro do parasito em esfregaço de sangue corado Fase subaguda ou crônica: Pesquisa de anticorpos * * Tratamento Cloroquina Quinina Pirimetamina Clindamicina * * Microspora * * Introdução Protozoários parasitos com desenvolvimento intracelular obrigatório Espécies que infectam mamíferos são pequenas, ovais Organismo maduro é o esporo: envolvido por uma parede celular espessa tornando-o resistente ao meio ambiente * * Introdução São verdes ao microscópio óptico A característica que define um organismo como um microsporídeo é o filamento polar, um tubo em espiral no interior do esporo maduro * * Introdução Durante a infecção, o filamento polar é projetado para fora, permitindo a passagem do conteúdo do esporo (esporoplasma) para o interior da célula hospedeira, sem danificar a membrana da célula Podem ser internalizados por macrófagos através da fagocitose * * Ciclo Biológico Após a penetração na célula hospedeira, os microsporídeos entram em fase proliferativa e multiplicam-se por esporogonia Quando a célula não é mas capaz de conter os parasitos, ocorre ruptura da membrana e liberação dos esporos e estágios imaturos * * Ciclo Biológico Esporos liberados podem infectar outras células ou migrar para outros tecidos Esporos podem ser eliminados na urina ou fezes A infecção ocorre geralmente via fecal-oral ou urinária-oral, ingestão de água e alimento contaminado * * 2- penetração do filamento polar para introduzir o esporoplasma 3- multiplicação por esquizogonia 4- microsporídios desenvolvem por esporogonia 5- formação de camada externa nos esporos * * Ciclo Biológico Transmissão pode ocorrer ainda por inalação Indivíduos imunocompetentes desenvolvem infecções crônicas subclinicas Imunodeficientes desenvolvem infecções com sintomas clínicos significativos, que podem ser fatais * * Patogenia e Sintomas Conjuntivite Sinusite Traqueobronquite Encefalite Hepatite * * Patogenia e Sintomas Sintomas como Diarréia Má absorção Perda de peso * * Diagnóstico Colorações especiais com capacidade de detectar esporos ou estágios prematuros de desenvolvimento Exame microscópico de esfregaço fecal corado é o método mais utilizado Microsporídeos se coram de rosa por essa técnica Testes sorológicos não tem sucesso * * Tratamento Opções terapêuticas limitadas: Albendazol Metronidazol Dependendo da espécie *