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Autor 01 - José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) – 75 anos Classificação do professor: 2.Nacionalismo/organicismo 2.2. Conservadores reformistas ou nacional-estatistas (direita e centro-direita) Tem que concentrar o poder e fortalecer o estado para criar uma sociedade (pensamento saquarema no império) e elevar a condição nacional a grandeza do potencial que tem um país com o tamanho do Brasil. É um conservadorismo estranho, porque vem atrelados a reformas. Mas só é estranho quando a gente compara com as noções determinadas no “centro”. Quando olhamos para aqui é compreensível. Subtipo: 1. Reformistas ilustrados Um pouco da história do autor retirada da Wikipédia: José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) foi um naturalista, estadista e poeta brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência" por ter sido uma pessoa decisiva para a Independência do Brasil. Pode-se resumir brevemente sua atuação dizendo que foi ministro do Reino e dos negócios estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembleia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência. Membro de família da aristocracia portuguesa. Estudou em Coimbra. Retornou ao Brasil em 1819, com 56 anos. Passara trinta anos na Europa e a colônia agora era reino unido e a sede da monarquia. Alguns dos velhos pecados continuavam, e o principal, a seus olhos, era a escravidão, pois o trabalhador era quase exclusivamente o negro, e a economia se organizara em benefício de uma classe privilegiada. Apontou imediatamente os pontos necessários a um extenso programa de trabalho: abolição do tráfico, extinção da escravidão, incorporação dos índios à sociedade, miscigenação orientada para suprimir choques de raças e de classes e de constituir uma "nação homogênea", transformação do regime de propriedade agrária com a substituição do latifúndio pela subdivisão de terras, preservação e renovação das florestas, localização adequada das novas vilas, aproveitamento e distribuição das águas e exploração das minas. Mas, desde 1808 na terra, D. João VI jamais nomeara ministro um brasileiro. 1º texto: Elogio Acadêmico da Senhora D. Maria I [escrito em 1816] Escrita (ou publicada) devido a morte da Rainha. A caracteriza como: ● Justa ● Religiosa ● Bondosa ● Magnânima ● Asseguradora da paz ● Sábia com as leis, com a agricultura e com a economia. ● Beneficiou exército e marinha. ● Elevou as ciências ao reformar os estudos nas universidades. Basta ler a primeira frase de cada parágrafo se quiser recordar. O mais importante desse texto é como ele valoriza a centralização do poder nas mãos da rainha. -- 2º Texto: Apontamento para a Civilização dos Índios Bravos do Brasil Aponta as grandes dificuldades de catequizar e aldear os índios bravos do Brasil. Caracteriza a natureza dos índios como má, pecadora e preguiçosa, porém capazes de civilização se se adotam os meios próprios. Se quisermos superar as dificuldades temos que mudar o comportamento. Reconhece as coisas horríveis que colonizadores fizeram com nativos e usa isso como justificativa para que os índios odeiem os portugueses. Na situação presente (do texto) não seria possível catequizar e civilizar os índios. Era preciso imitar os métodos dos jesuítas. Persuadindo com mais recompensas e menos violência. Acreditava que a miscigenação era um caminho para pacificação. Comércio também. Determina instruções/sugestões de como ele acredita que deve se catequizar e civilizar os índios. Resumidamente: não pelo meio da força, mas pela persuasão com ajuda de missionários. Falando ainda de miscigenação e civilização: “Fazer deles todos um só corpo de nação, mais formante, instruída e empreendedora”. Planejava a longo prazo a introdução dos miscigenados que demonstrassem aptidão nas instituições de ensino da capital, nas congregações eclesiásticas e nas instituições militares. 3º texto: Representação à Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil Acredita que civilização dos índios extinguiria a escravidão. Escreve o documento para promover a progressiva emancipação legal dos escravos e melhorar seus tratos. Trata como questão da razão cristã abolir a escravidão. “Somos a única nação de sangue europeu que ainda comercia clara e publicamente escravos africanos.” Acredita na abolição da escravidão e na civilização dos índios pois, para ele, a nacionalidade vem da homogeneidade do povo. Um povo homogêneo “não se esfarela ao pequeno toque de qualquer nova convulsão política”. “É de maior necessidade ir acabando tanta heterogeneidade física e civil.” Usa da ética cristã pra justificar a abolição da escravidão. Argumenta contra a crueldade com que são tratados os escravos. Também fala que a escravidão gera inércia pois deixa os senhores preguiçosos e não leva ao progresso de aperfeiçoar a indústria ou a lavoura, o que é péssimo já que a terra do Brasil é tão fértil. A abolição da escravidão aumentaria a produtividade por questão de necessidade. Diz que a escravidão perpétua é um crime contra as leis naturais e as leis do evangelho. Não só defende a abolição gradual da escravidão (a medida que índios e negros forem civilizados e catequizados) como faz sugestões para a legislação que se melhore as vidas dos escravos atualmente vivendo no Brasil.