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Universidade Federal de Santa Maria
Centro de Ciências Rurais
Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos
Curso de Graduação em Agronomia
Disciplina de Bromatologia Animal
Análise de alimentosAnálise de alimentos
Professor: Renius Mello
by Prof. Renius Mello
1. Objetivos
‰ Conhecer a composição química dos alimentos parap ç q p
formular adequadamente as dietas dos animais;
V ifi id id d d li‰ Verificar a identidade e pureza dos alimentos para
controle de qualidade e fiscalização dos mesmos.q ç
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by Prof. Renius Mello
2. Métodos
‰ Weende (1864):( )
‰ Umidade e/ou matéria seca (MS);
Ci (CZ)/ té i i l (MM) té i â i (MO)‰ Cinzas (CZ)/matéria mineral (MM) ou matéria orgânica (MO);
‰ Gordura bruta (GB) ou extrato etéreo (EE);
‰ Fibra bruta (FB);
‰ Proteína bruta (PB);‰ Proteína bruta (PB);
‰ Extrativos não-nitrogenados (ENN)
ENN = 100 – (U + CZ + EE + FB + PB)
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by Prof. Renius Mello
2. Métodos
‰ Van Soest (1970):( )
‰ Fibra em detergente neutro (FDN);
Fib d t t á id (FDA)‰ Fibra em detergente ácido (FDA):
‰ Celulose (CEL)
‰ Lignina (LIG ou LDA)
‰ Sílica (SIL)
As frações dos dois métodos não são compostos
quimicamente puros (definidos), mas sim grupos dequimicamente puros (definidos), mas sim grupos de
substâncias com propriedades semelhantes.
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3. Coleta de Amostras
‰ Importância:p
‰ O cuidado reflete na confiabilidade dos resultados a serem obtidos
‰ Característica:
‰ Deve ser representativa da média do material a ser analisado para‰ Deve ser representativa da média do material a ser analisado para
não se obter resultados viciados
O tid t dOs erros cometidos na amostragem podem ser 
corrigidos?
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3.1 Técnica de amostragem
‰ Coletar amostras parciais ao acaso em diferentesp
pontos do local de interesse;
H i i i i‰ Homogeneizar as amostras parciais e retirar uma
amostra composta (reduzida);p ( )
‰ Embalar em sacos plásticos ou de papel devidamente
id tifi d ( ti t )identificados (etiquetas) ;
‰ Informações: data e horário de coleta, estádio/estágio da cultura,ç , / g ,
nível de adubação, ocorrência de precipitação no dia anterior a coleta.
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by Prof. Renius Mello
3.1 Técnica de amostragem
‰ Armazenar/estocar entre -5 e -10ºC ou enviar
imediatamente ao laboratório para processar as
amostras úmidas com o intuito de não alterar o teor deamostras úmidas com o intuito de não alterar o teor de
umidade do material e evitar a ocorrência de
fermentação;fermentação;
‰ A perda de umidade durante o transporte não terá importância desde
que os resultados sejam expressos em base seca.
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4. Preparo de Amostras
‰ Limpeza:p
‰ Remover todo e quaisquer componentes não-amostra (terra, inços,
raízes, etc.)raízes, etc.)
‰ Trituração grosseira:
‰ Reduzir o tamanho de partícula para facilitar o manuseio, secagem e
moagem.g
‰ Pré-secagem:
‰ Reduzir o excesso de umidade.
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4. Preparo de Amostras
‰ Moagem final:g
‰ Pulverizar para homogeneizar as amostras
Exemplos:
Fenos- Fenos
- Silagens- Silagens
- Grãos de cereais
- Rações fareladas. 9
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5. Determinação da Umidade
‰ Importância:p
‰ Ponto de partida da análise de alimentos;
‰ Preservação/conservação do alimento;
‰ Permite comparar o valor nutritivo de dois ou mais‰ Permite comparar o valor nutritivo de dois ou mais
alimentos em base seca;
‰ Permite comparar resultados em base seca de análises
realizadas em diferentes épocas, locais ou regiões.
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5.1 Métodos
‰ Direto:
‰ A água é extraída diretamente com tolueno (± 1 hora)
K l Fi h‰ Karl Fischer
‰ Indireto:‰ Indireto:
‰ Baseia-se no principio de que a perda de peso da amostra é igual ao
peso de água perdidapeso de água perdida
‰ Erro: substâncias voláteis
‰ Liofilização
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by Prof. Renius Mello
Métodos indiretos
‰ Pré-secagem (APS, MPS, ASA):
‰ Amostras com > 14% de umidade
‰ Estufa com circulação forçada de ar à 55±5ºC/24 a 72 hs ou até peso‰ Estufa com circulação forçada de ar à 55±5ºC/24 a 72 hs ou até peso
constante
d f ( )‰ Secagem definitiva (MTS, MST, ASE):
‰ Amostras com < 14% de umidade
‰ Estufa por convecção à 105ºC/16 ou 24 hs
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by Prof. Renius Mello
5.2 Pré-Secagem
‰ Objetivos:j
‰ Prepara a amostra para outras análises
P it d t i t d MS‰ Permite determinar um parte da MS
‰ Facilita a moagem final
‰ Permite a conservação praticamente indefinida da amostra
‰ Não altera a composição química do alimento (?)‰ Não altera a composição química do alimento (?)
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Tabela 1. Efeito da temperatura de secagem na composição aparente 
do trevo-ladino (Trifolium repens L.)( f p )
 Teor inicial 
Temperatura Lignina FDA de H2O 
(oC/16 horas) (% MS) (% MS) da amostra (%) 
20 5,5 31,8 80 
40 5,4 31,9 80
50 5,6 31,6 80
60 6,6 32,1 80
80 7,0 32,2 80
100 9,4 35,8 80
100 7,4 32,4 10a 
b100b 14,4 41,4 80
a Amostra seca a 20 oC, antes do tratamento a 100 oC. 
b Amostra mantida num “contêiner” para reduzir a velocidade de perda da águab Amostra mantida num contêiner , para reduzir a velocidade de perda da água 
durante a secagem (VAN SOEST, 1964). 
Fonte: Adaptado por Silva & Queiroz (2002) 14
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5.2.1 Procedimento/roteiro
I. Pesar e registrar a tara da bandeja;
II. Adicionar o material verde, limpo e triturado grosseiramente
à bandeja;à bandeja;
III. Pesar e registrar novamente o peso da bandeja;
IV. Levar a estufa com circulação forçada de ar à 55±5ºC por 24
a 72 hs ou até peso constante;a 72 hs ou até peso constante;
V. Ponto final: consistência quebradiça;
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by Prof. Renius Mello
5.2.1 Procedimento/roteiro
VI. Remover da estufa e deixar resfriar por 1 hora em
temperatura ambiente para atingir o equilíbrio higroscópico;
VII Pesar a bandeja com a MPS e efetuar os cálculos noVII. Pesar a bandeja com a MPS e efetuar os cálculos no
produto integral.
VIII. Proceder a moagem final, embalar e armazenar.
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5.2.2 Cálculos
‰ Dados:
Bandeja + AV = 240,0 Bandeja + MPS = 94,8
Bandeja vazia = 12 5 Bandeja vazia = 12 5Bandeja vazia = 12,5 Bandeja vazia = 12,5
Amostra verde = 227,5 MPS = 82,3
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by Prof. Renius Mello
5.2.2 Cálculos
‰ PI:
227,5 g AV 82,3 g MPS
100 0 % AV X100,0 % AV X
X = 36,18% de MPS no PI
227 5 g AV 100%227,5 g AV 100%
82,3 g AS X
X = 36,18% de MPS no PI
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Dúvidas?
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S íd d H OSaída de H2O
Condensador 
H2OH2O
Tubo graduado
Balão
 
 
Figura 1 Aparelho para determinação de umidade pelo processo de
Manta de aquecimento 
Figura 1. Aparelho para determinação de umidade pelo processo de
tolueno. 
Fonte: Silva & Queiroz (2002) 20
A reação de Karl-Fischer se baseia na oxidação do dióxido de
enxofre (SO2) por iodo (I2) na presença de águaenxofre (SO2) por iodo (I2), na presença de água.
Trata-se da mesma reação utilizada para titular dióxido de
enxofre com iodo, mas no presente caso, o determinante do ponto
final não é o SO2 e sim a água.
I2 + SO2 + 2H2O → 2HI + SO3I2 + SO2 + 2H2O → 2HI + SO3
C5H5N·I2 + C5H5N·SO2 + C5H5N + 2H2O → 2C5H5N·HI + C5H5N·SO3 (1)
C5H5N·SO3 + CH3OH → C5H5N(H)SO4CH3 (2)
Fonte: Silva & Queiroz (2002) 21

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