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James Boyle Preocupações com o monopólio legal (propriedade intelectual): They worried about intellectual property producing artificial scarcity, high prices, and low quality. They worried about its justice; given that we all learn from and build on the past, do we have a right to carve out our own incremental innovations and protect them by intellectual property rights?98 Price aside, they also worried that intellectual property (especially with a lengthy term) might give too much control to a single individual or corporation over some vital aspect of science and culture. In more muted fashion, they discussed the possible effects that ntellectual property might have on future innovation. But the overwhelming theme was the promotion of free trade and a corresponding opposition to monopolies. (p. 57) Indaga-se se a propriedade intelectual produz uma escassez artificial, provocando preços elevados e baixa qualidade. Questiona-se ainda sobre a justiça do sistema: considerando-se que todos nós aprendemos e construímos sobre o passado, temos o direito de criar nossas inovações, incrementa-las e depois protege-las com os direitos de propriedade intelectual? Colocando a questão dos preços de lado, há também o temor de a propriedade intelectual (especialmente com um prazo longo) poder dar muito controle para um único indivíduo ou corporação sobre algum aspecto vital da ciência e da cultura. Sob vários aspectos, discutem-se os possíveis efeitos que a propriedade intelectual pode gerar no futuro em matéria de inovação. Mas o tema central é a promoção do livre comércio em oposição aos monopólios. Diferenças entre a exploração da propriedade individual clássica e a propriedade intelectual: O que certos economistas chamam de não-rivalidade. Ou seja, o uso ou consumo do bem por uma pessoa não impede o seu uso ou consumo por uma outra pessoa. O fato de alguém usar uma criação técnica ou expressiva não impossibilita outra pessoa de também fazê-lo, em toda extensão, e sem prejuízo da fruição da primeira; O que esses mesmos autores se referem como não-exclusividade: o fato de que, salvo intervenção estatal ou outras medidas artificiais, ninguém pode ser impedido de usar o bem. Assim, é difícil coletar proveito econômico comercializando publicamente no mercado esse tipo da atividade criativa. (Comentário Denis) Obviously, with a non-rival, non-excludable good like software, this method of production cannot be sustained; there are inadequate incentives to ensure continued production. E pur si muove, as Galileo is reputed to have said in the face of Cardinal Bellarmine’s certainties, “And yet it moves.” There is a broad debate on the reasons that the system works. Are the motivations those of the gift economy? Is this actually a form of potlatch, in which one gains prestige by the extravagance of the resources one “wastes?” Is open-source an implicit résumé builder that pays off in other ways? Is it driven by the species-being, the innate human love of creation that continually drives us to create new things even when homo economicus would be at home in bed, mumbling about public goods problems? Obviamente que com a não-rivalidade e bens não-excludentes como softwares, este método de produção não poderia ser sustentado, pois não há incentivos suficientes para garantir a continuidade da produção. “E pur si muove”, como Galileu é conhecido por ter mencionado em Cardinal Bellarmine’s certainties: " e ainda se move." Há um amplo debate sobre as razões que do funcionamento do sistema. Seriam as motivacoes àquelas da economia da dádiva? Seria essa uma forma de “Potlatch”, em que algumas pessoas ganham prestígio através da extravagância de recursos que outras desperdicam? Seria o “open-source” (código aberto) um construtor implícito que geraria compesacoes de outras maneiras? Seriam impulsionados pela essencia humana, o amor humano inato de criar que nos leva a criar coisas novas mesmo se o homo economicus estiver em casa, na cama, resmungando sobre os problemas dos bens públicos? (inserir argumento baseado no Amarthya Sen) Justificativa James Boyle: More likely, lots of people try, their efforts are judged by the community, and the best ones are adopted. Under these conditions, this curious mix of Kropotkin and Adam Smith, Richard Dawkins and Richard Stallman, we will get distributed production without having to rely on the proprietary/exclusion model. The whole enterprise will be much, much, much greater than the sum of the parts. Justificativa James Boyle: Provavelmente muitas pessoas tentam, seus esforços são julgados pela sociedade, e os melhores são aprovados. Nestas condições, esta curiosa mistura de Kropotkin e Adam Smith, Richard Dawkins e Richard Stallman, teremos uma produção distribuída, sem termos que invocar o modelo do proprietário/exclusão. O empreendimento todo será muito maior que a soma das partes. The importance of open-source software is not that it introduces us to a wholly new idea; it is that it makes us see clearly a very old idea. With open source the technology was novel, the production process was transparent, and the result of that process was a “product” which out-competed other products in the marketplace. “How can this have happened? What about the tragedy of the commons?” we asked in puzzlement, coming only slowly to the realization that other examples of commons-based, non-proprietary production were all around us. (p. 47). A importância do software open-source não se encontra no fato de nos apresentar uma idéia totalmente nova, mas sim de nos fazer enxergar claramente uma idéia muito antiga. Com o código aberto, a tecnologia foi uma novidade, o processo de produção transparente, e o resultado desse processo foi um "produto" que jogou outros produtos para fora do mercado competitivo. "Como isso pode ter acontecido? E a tragédia dos comuns? "Neste quebra-cabeca, percebemos apenas lentamente que outros exemplos de bens comuns e non-proprietary production (producao nao-proprietária?) estavam ao nosso redor. (P. 47). But what is the alternative to the second enclosure movement? It is one thing to say, as I do, that we need more and better empirical information, and that our intellectual property system should be audited like any other government subsidy to make sure that we are getting what we pay for, and not paying too much for what we get. But the process I have described here is not entirely ational. In some cases, it is driven by industry capture of the levers of state power; in others, by a variety of alluring beliefs that dominate thought on the subject. The logic of enclosure Property saves lives! More incentives mean more production!”) is the one I have concentrated on here. In other works, I have explored the impact of the ideal of original creation, creation ex nihilo, on our assumptions about the need to protect the public domain.77 Who needs a public domain if you can create out of nothing? The point of this essay is that it is not enough merely to offer criticisms of the logic of enclosure. What is needed is deeper. We need a change in the way that these issues are understood, a change that transforms even our perceptions of self-interest, making possible coalitions where none existed before. Mas qual seria a alternativa para o segundo movimento de enclosure? É importante mencionar que há uma necessidade de mais e melhores informaçoes empíricas, além da necessidade do nosso sistema de propriedade intelectual ser auditado, como qualquer outro subsídio do governo, para se certificar que estamos recebendo o que nós pagamos, e não pagando a mais em relacao ao que recebemos. Mas o processo descrito aqui não é inteiramente racional. Em alguns casos, ele é impulsionado pela captura da indústria das forças alavancadoras do poder do Estado, em outros, por uma variedade de crenças sedutoras que dominam o pensamento sobre o assunto. A lógica da propriedade limitada salva vidas! Mais incentivos significa mais produção! ") é a que eu tenho me concentrado aqui. Em outras obras, eu explorei o impacto do ideal da criação original, a criação ex nihilo, em nossas suposições sobre a necessidade de se proteger o setor público.77 Quem precisa de um domínio público se você pode criar do nada? O ponto aqui discutido é que não basta apenas que sejam feitas críticas à lógica do enclosure. É necessário algo mais profundo. Precisamos de uma mudança na forma como estas questões são compreendidas, uma mudança que transformaria até mesmo as nossas percepções de auto-interesse, tornando possíveis coalizões onde antes não existiam. Commons: formas alternativas de proteção da propriedade industrial – regras de responsabilidade x regras de propriedade: It is commonplace to think about the Internet as a kind of commons. It is less commonplace to actually have an idea what a commons is. By a commons I mean a resource that is free. Not necessarily zero cost, but if there is a cost, it is a neutrally imposed, or equally imposed cost. Central Park is a commons: an extraordinary resource of peacefulness in the center of a city that is anything but; an escape andpublic streets are a commons: on no one’s schedule but your own, you enter the public streets, and go any direction you wish. You can turn off of Broadway onto Fifty-second Street at any time, without a certificate or authorization from the government. Fermat’s last theorem is a commons: a challenge that anyone could pick up; and complete, as Andrew Wiles, after a lifetime of struggle, did. Open source, or free software, is a commons: the source code of Linux, for example, lies available for anyone to take, to use, to improve, to advance. No permission is necessary; no authorization may be required. These are commons because they are within the reach of members of the relevant community without the permission of anyone else. They are resources that are protected by a liability rule rather than a property rule. Professor Reichman, for example, has suggested that some innovation be protected by a liability rule rather than a property rule. The point is not that no control is present; but rather that the kind of control is different from the control we grant to property. (p. 63). É comum as pessoas pensarem na Internet como uma espécie de bem comum. É menos comum que elas tenham realmente uma idéia do que seja um bem comum. Por bem comum quero dizer um recurso que é gratuito. Não necessariamente a custo zero, mas se há um custo, trata-se de um custo neutralmente ou igualmente imposto. O Central Park é um bem comum: um recurso extraordinário de tranquilidade no centro de uma cidade extremamente agitada. Ruas públicas também sao bens comuns: as pessoas circulam nas ruas por livre vontade e dirigem-se para onde desejam. Voce pode sair da Broadway e dirigir-se à Fifty-second Street, em Nova York, a qualquer momento, sem a necessidade de um certificado ou autorizacao do governo. O Último Teorema de Fermat é um bem comum: um desafio que qualquer um poderia criar e realizar, como Andrew Wiles, após uma vida de luta, o fez. O open source, ou software livre, é um bem comum: o código fonte do Linux, por exemplo, encontra-se disponível para qualquer um ter, usar, melhorar e avançar. Nenhuma permissão é necessária e nenhuma autorização é exigida. Estes são bens comuns porque estão ao alcance dos membros da sociedade sem a necessidade de uma permissão ou autorização de nenhum indivíduo. São recursos protegidos por um regime de responsabilidade e nao por um regime de propriedade. Professor Reichman, por exemplo, sugeriu que algumas inovações sejam protegidas por um regime de responsabilidade em vez de um regime de propriedade. A questão não é que não há um controle presente, mas sim que o tipo de controle é diferente daquele referente à propriedade. (P. 63). On the other hand, however, it fit very well into a new literature on governing the commons from Elinor Ostrom, Robert Keohane, Margaret McKean, and many others.135 This litera-ture was able to show that not every commons was a tragedy. But the literature also showed that successful commons were not entirely “free”—they ran on layers of norms that were frequently invisible to the legal system, but which nevertheless served to avoid the various paradoxes of collective action. Whether the examples were Japanese herdsmen or Silicon Valley rogrammers, the literature seeks to show just how the commons was, and should be, governed. (p. 66). Por outro lado, no entanto, se encaixam muito bem em uma nova literatura sobre governanca de bens comuns de Elinor Ostrom, Robert Keohane, McKean Margaret, e muitos outros. Esta literatura foi capaz de mostrar que nem todos os bens comuns tratavam-se de uma tragédia. Mas a literatura também mostrou que bens comuns bem sucedidos não eram totalmente "livres"- funcionavam através de uma série de normas que eram freqüentemente invisíveis para o sistema jurídico, mas que, no entanto, serviram para evitar vários paradoxos da ação coletiva. Através de exemplos como pastores japoneses e programadores do Vale do Silicone a literatura procura mostrar como eram os bens communs e como devem ser regulados. (P. 66). 3 projetos alternativos à propriedade intelectual: This has been very long way of answering a short question. (I am an academic after all.) What are the alternatives to, and the critiques of, the secondenclosure movement? I have sketched out three projects here: an antimonopolistic critique of intellectual property, a defense of “a free public domain,” and an attempt to outline the rules for a commons of the mind on the global net. These three projects overlap, draw from similar philosophical and economic sources, and use the same vocabulary. They are also not necessarily consistent with each other, and each may use the same term in different ways.“Free,” “public domain,” “commons,” “enclosure”—each term shifts its meaning as we move from one intellectual project to the next, in part because each project is built around a different set of hopes and fears. Este texto tem ido muito longe de responder a uma pergunta curta. (Eu sou um acadêmico, afinal.) Quais são as alternativas e as críticas ao segundo enclosure movimento? Tenho esboçado aqui três projetos: uma crítica anti-monopolística à propriedade intelectual, a defesa de "um domínio público livre", e uma tentativa de delinear as regras de bens comuns na rede global. Esses três projetos se sobrepõem, elaborados a partir de fontes filosóficas e econômicas semelhantes, e fazem uso do mesmo vocabulário. Eles também não são necessariamente coerentes entre si, e pode ocorrer que cada um use um mesmo termo em diferentes formas. "Livre", "domínio público", "bens comuns", " enclosure" – cada termo assume um siginificado diferente de acordo com o projeto intelectual em que se encontra, em parte porque cada projeto é elaborado em torno de um conjunto diferente de esperanças e medos. J O S E P H S T R A U S Caso China: proteção à propriedade intelectual como argumento justificador de seu desenvolvimento em anos recentes: Gao and Tisdell note in this context: ‘Following market reforms and commercialisation, the Chinese Government started to establish a patent system. This has become the cornerstone of science and technology development in China, and has enabled China to participate in the World’s Intellectual Property market. In 1983, China enacted its patent law. This was the first step in establishing a legal basis for ownership of intellectual property. Gao e Tisdell notaram neste contexto: "após reformas de mercado e comercialização, o governo chinês começou a estabelecer um sistema de patentes. Este se tornou um marco para o desenvolvimento da ciência e tecnologia na China, e permitiu a participação do páis no mercado mundial da propriedade intelectual. Em 1983, a China promulgou sua lei de patentes. Este foi o primeiro passo para estabelecer uma base jurídica para direitos de propriedade intelectual. O argumento utilitarista: todos os australianos têm direito de acesso aos medicamentos necessários. Necessitam no entanto, de uma dimensão utilitária. A PBS não se destina a fornecer medicamentos para pessoas específicas com necessidades específicas. Em vez disso o seu objetivo é maximizar o acesso da comunidade de indivíduos com recursos limitados a medicamentos essenciais. Parafraseando Jeremy Bentham, a PBS visa a melhor saúde do maior número de pessoas. The idea of equity of access is fundamentally correct, but Australia, as the world’s 15th largest national economy, must provide access for its population with its own financial means, and not at the expenses of the US health care system! For countries where a nation’s own resources are insufficient, the international community of states must come to their aid. This should not be taken as a comment on the appropriateness of drug prices, but one should not lose sight of, or compromise, the high investments plagued by high risks upon which the continuous flow of new medicine is dependent, and which provides access to the thing we desire. A idéia de igualdade de acesso é fundamentalmente correta, mas a Austrália, como a 15ª maior economia do mundo, deve garantir o acesso de sua população com os seus próprios meios financeiros, e não às custas do sistema de saúde americano! Com relacao aos países em que seus recursos próprios são insuficientes, a comunidade internacional dos estados deve ir em seu auxílio. Isso não deve ser tomado como um comentário sobre a adequação dos preços dos medicamentos, mas não se deve perder de vista os elevados investimentos importunados por altos riscos em que o fluxo contínuo de novos medicamentos é dependente, e que promove acesso ao que desejamos. On the current level of development of globalization, every attempt to disconnect matters of intellectual property protection from matters of international trade must inevitably fail. If it ever actually me to pass, it would have negative and lasting effects on international trade. No nível atual de desenvolvimento da globalização, todas as tentativas de separar as questões referentes à proteção da propriedade intelectual das questões do comércio internacional devem inevitavelmente falhar. If it ever actually me to pass, teria efeitos negativos e duradouros sobre o comércio internacional. O caso do impedimento de patente sobre material biológico: Thus, the real question is not how to prevent multinational biotechnology firms from exploiting developing countries but, rather how to induce them to want to exploit developing countries. Multinationals lining up to extract monopoly rents from developing countries would be the surest sign that investments in the desired innovations are taking place. Unless developing countries or aid-givers are willing to subsidize biotechnology tailored to developing countries – and there is no evidence to suggest they will – the investment will simply not take place. The key lies in developing countries’ willingness to extend and enforce IPR’s biotechnology. Assim, a verdadeira questão não é como evitar que as empresas multinacionais de biotecnologia explorarem os países em desenvolvimento, mas sim a forma de induzi-los a querer explorar os países em desenvolvimento. Multinacionais a espera de extrair rentabilidades monopolistas de países em desenvolvimento seria o sinal mais certo de que investimentos em inovações desejadas estão ocorrendo. A menos que países em desenvolvimento ou organizações de auxílio estejam dispostos a subsidiar biotecnologias adaptadas aos países em desenvolvimento - e não há evidências para sugerir que eles estejam - o investimento simplesmente não acontecerá. A chave da questao reside na disposição dos países em desenvolvimento de ampliar e reforçar suas leis de propriedade intelectual referentes à biotecnologia.