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Teoria dos Números – Profº.: Ramon O Conjunto N O conjunto dos números naturais: Destacamos também que no conjunto dos números naturais vale o seguinte princípio: Princípio da Boa Ordenação (PBO): Se J é um subconjunto não - vazio do conjunto dos números naturais, então J tem um elemento mínimo, ou seja, existe um elemento m em J tal que m ≤ x para qualquer x ∈ J. Seja N ≠ , onde se define os postulados axiomas de Peano, Giusep. Axioma 1 → 1 N Axioma 2 → n N, n+1 N, onde n+1 é o sucessor de n Axioma 3 → n N, n+1 ≠ 1 Axioma 4 → m, n N, se m ≠ n, então m+1 ≠ n+1 Considerações sobre os Postulados 1) O axioma 1 estabelece que a unidade 1 seja um número natural. 2) O Postulado 2 estabelece que todo número natural tenha um sucessor natural (o conjunto dos números naturais é infinito) 3) O axioma 3 estabelece que a unidade 1 seja o primeiro número natural. 4) O axioma 4 estabelece que naturais diferentes tenham sucessores diferentes. Princípios de Indução Finita Seja T um conjunto de números naturais e seja P(n) uma propriedade que depende de n N. Para provarmos que P(n) é verdadeiro n N, usaremos o Principio da Indução Finita, que consiste em: 1) Provar que P(1) é verdadeiro, isto é, Provar que a propriedade é verdadeira para o primeiro número natural. 2) Admitir que P(k) seja verdadeiro, isto é, admitir que a propriedade seja verdadeira para um natural k qualquer. 3) Provar que P(k+1) é verdadeiro, isto é, provar que a propriedade é verdadeira para o sucessor de k. Nestas condições, estaremos provando que a propriedade é verdadeira n N. Demonstração: Suponha T N. Para o conjunto complementar temos então . Pelo principio da indução existe m∈ tal que para todos os ∈ . Como 1 ∈ pela propriedade 1), temos , particularmente m > 1. Daí concluímos que k = m - 1∈ . Pela propriedade 2) temos porém que m = k + 1∈ de onde sai o absurdo ∈ . Isto mostra que é impossível. Temos que ter e daí . Exemplos: Prove por Indução que: I) n N, 1 + 2 + 3 + ... + n = 2 )1( nn a) P(1): 1 = 2 )11(1 1 = 1 V b) Admitir que P(k) = 1 + 2 + 3 + ... + k = 2 )1( kk seja verdadeiro. c) Provar que P(k*) = 1 +2 + 3 + ... + k* = 2 )1*(* kk é verdadeiro. Como provar isso? Da hipótese da indução temos: lembrete: 1 +2 + 3 +... + k + k* = 2 *)1( kkk k* = k + 1 Assim, temos: 2 )1( kk + 2 1 *k = 2 )1(2)1( 2 *2)1( kkkkkk 2 )1*(* 2 )11).(1( 2 )2).(1( kkkkkk Como queríamos demonstrar ou c.q.d. II) n N, 1² + 2² + 3² + ... + n² = 6 )12)(1( nnn a) P(1): 1 = 6 6 6 3.2 6 )11.2).(11(1 1 = 1 V b) Admitamos que P(k) = 1² + 2² + 3² + ... + k² = 6 )12)(1.( kkk seja verdadeiro. c) Provar que P(k*) = 1² + 2² + 3² + ... + k² = 6 )1*2)(1*(* kkk é verdadeiro. Assim, temos: 1² + 2² + 3³ + ... + k*² = 1² + 2² + 3² + ... + k² + k*². 1² + 2² + 3² + ... + k² + k* = 6 )12)(1( kkk + k*² = 6 1 )²1( 1 6 )12)(1( kkkk = 6 )]1(6)12()[1( 6 )²1(6)12)(1( kkkkkkkk 6 )67²2)(1( 6 )66²2)(1( kkkkkkk 6 1)1(2).(2).(1( 6 )2).(32).(1( kkkkkkk 6 )1)1(2)(11).(1( kkk 6 )1*2)(1*(* kkk Lembrete: a x² + b x + c = a (x – x’) (x – x’’) 2 k² + 7 k + 6 = (2 k + 3) . (k + 2). Forma fatorada Rascunho: a (x - x') (x - x'') 2 k 2 + 7 k + 6 = 0 k = -7 4849 k = -7 1 x' = 2 4 48 x'' = 2 3 4 6 2 (k – ( 2 3 ) (k – (-2)) 2 ( 2 32 k ) (k + 2) (2 k + 3) . (k + 2) 2 k 2 + 7 k + 6 = (2 k + 3) (k + 2) Verificando: (2 k + 3) (k + 2) = 2 k² + 4 k + 3 k + 6 = 2 k² + 7 k + 6 III) n N, 1³ + 2³ + 3³ + ... + n³ = 4 )²1²( nn A soma dos cubos a) P(1) = 1 = 1³ + 2³ + 3³ + ... + n³ = 11 4 )²2(1 4 ²)11²(1 b) Admitamos que P(k): 1³ + 2³ + 3³ + ... + k³ = 4 )²1²(³ kkk seja verdadeiro. c) Provar que P(k*) = 1³ + 2³ + 3³ + ... + k*³ = 4 )²1*²(* kk é verdadeiro. 1³ + 2³ + 3³ + ... + k*³ = 1³ + 2³ + 3³ + ... + k³ + k*³ 4 )]1(4²)²[1( 4 )³1(4)²1²( 4 ³*.4)²1²( 4 1 ³* 4 )²1²( kkkkkkkkkkkk 4 )11)(11)².(1( 4 )2)(2)².(1( 4 )44²)².(1( kkkkkkkkk 4 )1*)(1*².(* kkk Logo: 4 )²1*²(* kk IV) n N, 1.2 + 2.3 + 3.4 + ... + n (n+1) = 3 )2)(1( nnn a) P(1): 1.2 = 1.2 + 2.3 + 3.4 + ... + n (n+1) = 2 3 )31)(11(1 b) Admitamos que P(k) = 1.2 + 2.3 + 3.4 + ... + k (k + 1) = 3 )2)(1( kkk seja verdadeiro. c) Provar que P(k*) = 1.2 + 2.3 + 3.4 + ... + k* (k* + 1) = 3 )2*)(1*(* kkk é verdadeiro. Assim temos: 1.2 + 2.3 + 3.4 + ... + k* (k* + 1) = 1.2 + 2.3 + ... + k (k + 1) + k* (k* + 1) = 3 1 )2)(1( 3 )2)(1( )1*(* 3 )2)(1( kkkkk kk kkk = 3 )21)(11).(1( 3 )3).(2).(1( 3 )2)(1(3)2)(1( kkkkkkkkkkk 3 )2*)(1**) kkk V) n N, 1² + 3² + 5² + ... + (2n – 1)² = 3 )1²4( nn a) P(1): 1 = 1² + 3² + 5² + ... + (2n – 1)² = 11 3 3.1 3 )1²1.4(1 b) Admitamos que P(k) = 1² + 3 ² + 5² + ... + (2k* - 1)² = 3 )1²4( kk seja verdadeiro. c) Provar que P(k*) = 1² + 3² + 5² + ... + (2k* - 1)² = 3 )1²*4(* kk é verdadeiro. Assim temos: 1² + 3² + 5² + ... + (2k* - 1)² = 1² + 3² + 5² + ... + (2k – 1)² + (2k* - 1)² = 3 )1²4( kk + (2k* - 1)² = 3 )²12(3)1²4( 3 1 )²12( 1 3 )1²4( )²1)1(2( 3 )1²4( kkkkkk k kk 3 2)12(312)(12( kkkk = 3 )35²2)(12( 3 )36²2)(12( 3 )12(3)12()12( kkkkkkkkkkk 3 )122)(122)(1( 3 )1)(32)(12( kkkkkk 3 )1*2)(1*2(* )1)1(2)(1)1(2)(1( kkk kkk Logo: 3 )1²*4(* kk VI) n N, 2 n2 -1 é divisível por 3. a) P(1): 2 1.2 - 1 é divisível por 3. b) Admitindo que P(k): 2 k2 -1 seja divisível por 3. Então, temos k22 -1 = 3 . q, q N. c) Provar que P(k*) = 2 1*2 k é divisível por 3. 2 1*2 k -1 = 12 )1(2 k = 1²2.212 222 kk 12.412.212 222*2 kkk 4412.412 2*2 kk = 41)42.(4 2 k = )14(331233.43)12.(4 2 qqqk 3 . a, a N Sendo ak .312 *2 , logo é divisível por 3. VII) n N, n² + n é divisível por 2. a) P(1): 1² + 1 é divisível por 2. b) Admitindo p(k): k² + k seja divisível por 2. Então, temos: k² + k = 2 q, q N c) Prove que P(k*) = 2*k + k* é divisível por 2. k*² + k* = (k + 1)² + (k + 1) k² + 2 k + 1 + k + 1 = k² + k + 2 k + 1 + 1 = k² + k + 2 k + 2 = 2 q + 2 k + 2 2 (q + k + 1) a = 2 . a, a N Logo: k*² + k* = 2 a é divisível por 2. Exercícios Prove por indução: 1) n N, 3 + 27 + ... + 3 12 n = 83 (3 n2 - 1) 2) n N, 1 + 2 + 4 + ... + 12 2 1 1 n n 3) n N, 1)1( 1 ... 3.2 1 2.1 1 n n nn 4) n N, 1 12 2 2 4 2 1 ... 2 1 .3 2 1 .21 n n n n 5) n N, 1 1 )111)...(311).(211( n n 6) n N, 1)11)...(311).(211).(111( nn 7) n N, 1.2 + 2.3 + 3.4 + ... + n (n + 1) = 3 n (n + 1) (n + 2) 8) n N, 1³ + 2³ + 3³ + ... + (2 n – 1)³ = n² (2 n² - 1) Referências Bibliográficas Maier, R. R. Teoria dos Números – Notas de aula – 2005 Teoria dos Números/ Universidade Castelo Branco – Rio de Janeiro: UCB,2008 SANTOS, José Plínio De Oliveira. Introdução à Teoria dos Números. Coleção Matemática Universitária. Rio de Janeiro: IMPA, 2000.