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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO 
CURSO: Engenharia Química 
Disciplina: Eletrotécnica Geral 
 
Profa. Rosimeire Aparecida Jerônimo 
 
 
Profa. Rosimeire Aparecida Jerônimo 
 
 
 
 
 
ELETROTÉCNICA GERAL 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE DE CIRCUITOS E CIRCUITOS DE 
CORRENTE CONTÍNUA (CC) 
 
 
 
 
Profa. Rosimeire Aparecida Jerônimo. 
 
 
 
2012 
UNIFESP – Campus Diadema
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO 
CURSO: Engenharia Química 
Disciplina: Eletrotécnica Geral 
 
Profa. Rosimeire Aparecida Jerônimo 
 
 
Profa. Rosimeire Aparecida Jerônimo 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
Este material aborda o tema “Análise de Circuitos e Circuitos de Corrente 
Contínua (CC)”. Trata-se apenas de um material de referência que visa facilitar o 
acesso a informação e com uso exclusivo para a disciplina de graduação 
“Eletrotécnica Geral” do curso de Engenharia Química da Universidade Federal de 
São Paulo (UNIFESP) – Campus Diadema. Alguns trechos dos textos ou ilustrações 
aqui apresentadas, não são originais e não se faz citação de autoria específica das 
frases ou fontes das ilustrações, por se tratar de notas compiladas e por ser um 
material com o intuito de auxiliar no suporte aos estudos da disciplina de 
Eletrotécnica Geral, e não uma publicação com intenções de divulgação. 
 A relação das obras consultadas encontra-se nas referências bibliográficas e 
sugere-se que sejam consultadas para um estudo mais aprofundado do tema. 
 
 
 
 
 
 
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO 
CURSO: Engenharia Química 
Disciplina: Eletrotécnica Geral 
 
Profa. Rosimeire Aparecida Jerônimo 
 
 
Profa. Rosimeire Aparecida Jerônimo 
 
 
 
Sumário 
 
ANÁLISE DE CIRCUITOS E CIRCUITOS DE CORRENTE 
CONTÍNUA (CC) .................................................................................... 1 
1. INTRODUÇÃO E CONCEITOS FUNDAMENTAIS ......................... 1 
2. COMPONENTES DE CIRCUITOS ELÉTRICOS............................. 3 
3. CIRCUITOS DE CORRENTE CONTÍNUA (CC) .............................. 9 
3.1. LEI DE KIRCHHOFF DAS TENSÕES OU LEI DAS MALHAS 
(LKT) E CIRCUITOS CC SÉRIE ....................................................... 9 
3.1.1 DIVISORES DE TENSÃO .............................................................. 12 
3.1.2 RESISTORES EM SÉRIE E DIVISÃO DE TENSÃO................ 12 
3.2 LEI DE KIRCHHOFF DAS CORRENTES OU LEI DOS NÓS 
(LKC) E CIRCUITOS CC PARALELO ............................................. 15 
3.2.1 DIVISOR DE CORRENTE ............................................................. 19 
3.2.2 RESISTORES EM PARALELO E DIVISÃO DE CORRENTE 21 
3.3 FONTES DE TENSÃO EM SÉRIE E FONTES DE CORRENTE 
EM PARALELO .................................................................................... 23 
3.4 MÉTODOS PARA ANÁLISE DE CIRCUITOS – MÉTODO DAS 
MALHAS OU MÉTODO DAS CORRENTES DE MALHA ........... 34 
 3.4.1 SUPER MALHAS – CIRCUITOS CONTENDO FONTES DE 
CORRENTE ........................................................................42 
3.5 MÉTODOS PARA ANÁLISE DE CIRCUITOS – MÉTODO DOS 
NÓS OU MÉTODO DAS TENSÕES DE NÓS ............................... 45 
3.5.1 MÉTODOS PARA ANÁLISE DE CIRCUITOS – MÉTODO DO 
SUPERNÓ ............................................................................................. 51 
4. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ........................................................ 54 
 
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO 
CURSO: Engenharia Química 
Disciplina: Eletrotécnica Geral 
 
Profa. Rosimeire Aparecida Jerônimo 
 
 
Profa. Rosimeire Aparecida Jerônimo 
 
ANÁLISE DE CIRCUITOS E CIRCUITOS DE 
CORRENTE CONTÍNUA (CC) 
 
1. INTRODUÇÃO E CONCEITOS FUNDAMENTAIS 
 
 Em análise de circuitos estamos interessados em determinar as 
correntes que atravessam os elementos que compõem os circuitos. É possível 
fazer a análise de circuitos em corrente contínua – CC (direct current –DC, em 
inglês) ou em corrente alternada – CA (alternative current – AC, em inglês), em 
regime estacionário (após decorrido um longo intervalo de tempo desde a 
ligação do circuito) ou em regime transiente (comportamento que se segue à 
ligação do circuito e que desaparece com o tempo). A corrente que flui em 
apenas uma direção por todo o tempo é uma corrente contínua (CC), enquanto 
uma corrente que alterna a direção do fluxo é uma corrente alternada (CA). 
Usualmente, entretanto, corrente contínua se refere apenas a correntes 
constantes, e corrente alternada se refere apenas a correntes que variam 
senoidalmente com o tempo. Em qualquer dos casos, os conceitos de Ramo, 
Nó, Malha, Laço são aplicáveis. Na análise de circuitos são usadas as Leis de 
Kirchhoff para a Eletricidade. Elas são as chamadas Lei dos Nós e Lei das 
Malhas. 
 Vamos, então tratar dos conceitos básicos: 
 Ramo: Especificamente falando, um ramo de circuito é um 
componente simples como um resistor ou uma fonte. 
Ocasionalmente, entretanto, esse termo é aplicado a um grupo de 
componentes que é percorrido pela mesma corrente. 
 
 Nó: Um nó é um ponto de conexão entre dois ou mais ramos. Em um 
diagrama de circuitos, um nó é algumas vezes indicado por um 
ponto, que pode ser um ponto de solda no circuito real. O nó também 
inclui todos os condutores conectados ao ponto. Em outras palavras, 
ele engloba todos os pontos de mesmo potencial. Se um 
curto-circuito conecta dois nós, esses dois nós são equivalentes e 
representam, na verdade, um único nó, mesmo quando existe a 
indicação de dois pontos distintos. 
 
 
 
 
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 Laço: Um laço é qualquer caminho fechado em um circuito. 
 
 Malha: Uma malha é um laço que não possui caminhos fechados em 
seu interior. Não existem componentes dentro de uma malha. 
 
 Além destas definições também são úteis as seguintes definições: 
 Conexão série: Dois ou mais componentes estão conectados em 
série se eles estiverem conectados em seqüência e são percorridos 
pela mesma corrente. 
 
 Conexão paralela: Dois ou mais componentes estão conectados em 
paralelo se eles estiverem conectados aos mesmos dois nós e estão 
submetidos à mesma tensão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. COMPONENTES DE CIRCUITOS ELÉTRICOS 
 
Consideraremos aqui, os circuitos elétricos compostos por resistores, 
indutores e capacitores, alimentados por fontes de corrente ou de tensão. 
Estas fontes podem ser independentes ou fontes controladas. Todos estes 
elementos estão mostrados na Figura 1. 
 
 
Figura 1 – Componentes de circuitos elétricos. 
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 Adotaremos, ainda, as polaridades apresentadas na Figura 2. A corrente 
elétrica entra no dispositivo (R (resistor), L (indutor), ou C (capacitor)) em seu 
pólo positivo e sai de uma fonte pelo seu pólo positivo. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 – Polaridade 
 Em um diagrama de circuito, cada
I (ou i) vem associado a uma seta 
para indicar a referência da direção da corrente. A seta especifica a direção do 
fluxo positivo de corrente, mas não necessariamente a direção do fluxo atual. 
Se, após cálculos, a corrente I encontrada é positiva, o atual fluxo de corrente é 
na direção da seta. Mas se I (corrente) é negativa, o fluxo é em direção oposta. 
 
 Resistência: É a propriedade física de um componente ou 
dispositivo que se opõe à passagem de corrente elétrica. É 
representada pelo símbolo R e sua unidade de medida é o ohm (Ω). 
É uma medida da capacidade de um componente de dissipar energia 
de forma irreversível. 
 
 Fonte: É um gerador de tensão ou de corrente capaz de fornecer 
energia a um circuito. 
 
 Fonte independente: É um gerador de tensão ou de corrente que 
não depende de outras variáveis do circuito. 
 
 
+ 
Fonte 
 elemento 
i 
+ 
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 Capacitor: O capacitor é um componente de dois terminais usado 
para modelar um dispositivo constituído por duas placas condutoras 
separadas por um material isolante. Cargas elétricas são 
armazenadas nas placas, e a região entre as placas é preenchida 
por um material isolante. Um capacitor armazena uma carga +q em 
uma das placas e uma carga de mesmo valor absoluto, -q na outra 
placa. A energia necessária para transportar a carga q da placa 
negativa para a placa positiva é fornecida pela tensão v da bateria. A 
carga q do capacitor é proporcional à tensão v usada para carregá-
lo. O capacitor é um componente usado em quase topo tipo de 
dispositivo eletrônico. Ele permite armazenar cargas elétricas na 
forma de um campo eletrostático e mantê-la durante um certo 
período, mesmo que a alimentação elétrica seja cortada. Os 
capacitores são usados nas fontes de alimentação, nas placas mãe e 
em inúmeros outros componentes. A função mais comum é retificar e 
estabilizar a corrente elétrica, evitando que variações possam 
danificar qualquer dispositivo. É justamente por causa dos 
capacitores que nunca devemos tocar nos componentes internos da 
fonte de alimentação sem os cuidados adequados. Você pode levar 
um choque considerável mesmo que a fonte esteja desligada da 
tomada. 
 
Os capacitores são também a base da memória RAM, onde para 
cada bit (BInary digiT) de dados temos um capacitor e um transístor. 
 
O transístor se encarrega de ler e gravar o bit, enquanto o capacitor 
armazena-o. Quando o capacitor está descarregado temos um bit 0 e 
quando está carregado temos um bit 1. Como no caso da memória o 
capacitor mantém sua carga por apenas alguns milésimos de 
segundo, os dados precisam ser reescritos continuamente. É por isso 
que a memória RAM (Random-Access Memory) é volátil. 
A tensão em um capacitor não pode variar instantaneamente. 
 Indutor: Um indutor é definido como um componente de dois 
terminais formado por uma bobina de N espiras, usado para 
introduzir indutância nos circuitos elétricos. A indutância é definida 
 
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como a propriedade de um dispositivo elétrico pela qual uma corrente 
variável no tempo produz uma tensão. 
A corrente em um indutor não pode variar instantaneamente. 
 
Outras definições importantes são: 
 Bipolo Elétrico: Um bipolo elétrico é, por definição, um dispositivo 
elétrico com dois terminais acessíveis, através do qual pode circular 
corrente elétrica. Toda a interação elétrica do bipolo com o mundo 
exterior só se faz através desses dois terminais. Em qualquer 
instante a corrente que entrar por um dos terminais deve ser igual à 
que sai pelo outro terminal. Alguns exemplos de bipolos elétricos; 
resistores, capacitores, indutores, etc. 
 
 Os Geradores (ou Fontes) Ideais: Vamos definir aqui uma classe 
de bipolos ideais cuja função precípua é introduzir energia de forma 
continuada nas redes elétricas. 
 
Duas situações distintas são consideradas: os geradores 
independentes, cujos parâmetros não dependem das tensões ou 
correntes da rede, e os geradores controlados ou vinculados, que 
têm seus parâmetros ligados diretamente a alguma corrente ou 
tensão da rede. Comecemos pelos geradores independentes. 
 
 Gerador Ideal de Tensão: O gerador ideal de tensão é um bipolo 
cuja tensão entre seus terminais é constantemente igual a uma 
dada função do tempo, independentemente da corrente que o 
atravessa. Esta função será designada por uma função de 
excitação. 
Um caso particular deste gerador é interessante: aquele em que a 
função de excitação reduz-se à função nula e diz-se então que o 
gerador está inativado ou desativado. Neste caso o gerador de 
tensão reduz-se a um curto-circuito. 
 
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Finalmente, convém ressaltar que a corrente através de um 
gerador de tensão é determinada pelo circuito externo ao gerador. 
 
 Gerador Ideal de Corrente: Um gerador ideal de corrente é um 
bipolo que fornece, por seus terminais, uma corrente de valor 
fixado por uma dada função do tempo, independentemente do 
valor da tensão entre seus terminais. 
Como caso particular, podemos ter a corrente em função do 
tempo identicamente nula. O gerador diz-se então inativado e 
corresponde, efetivamente, a um curto-circuito. 
Duas operações não devem ser feitas com estes geradores; 
colocar os geradores de tensão em curto-circuito ou colocar os 
geradores de corrente em circuito aberto. No primeiro caso 
teríamos uma corrente infinita no curto, ao passo que no segundo 
caso apareceria uma tensão infinita entre os terminais do gerador. 
 
 Geradores vinculados (ou Fontes Controladas): Além dos 
geradores independentes, em que a função de excitação é dada a 
priori, convém também introduzir geradores em que a função de 
excitação é controlada por alguma tensão ou corrente do circuito. 
Com isso, a introdução de energia no circuito pode ser controlada 
pelo próprio circuito, criando possibilidades interessantes. Tais 
fontes serão úteis, entre outras coisas, para a construção de 
modelos de transistores e outros dispositivos semicondutores, ou 
mesmo de dispositivos eletromecânicos, como máquinas 
elétricas. 
 
Podemos considerar geradores de tensão ou de corrente, 
controlados por outras tensões ou correntes. Há quatro 
possibilidades: 
- fonte (ideal) de tensão controlada por tensão; 
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- fonte (ideal) de tensão controlada por corrente; 
- fonte (ideal) de corrente controlada por tensão; 
- fonte (ideal) de corrente controlada por corrente. 
 
 Funções de Excitação: 
 As correntes ou tensões associadas às fontes independentes serão 
descritas por funções de excitação. Esta designação provém do fato que os 
geradores independentes excitam as redes elétricas, causando tensões ou 
correntes que serão consideradas respostas a essas excitações. Alguns tipos 
de funções de excitação mais usados, são: excitação contínua, excitação
em 
degrau, excitação impulsiva, excitação exponencial, excitação co-senoidal (ou 
senoidal), excitações exponenciais complexas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. CIRCUITOS DE CORRENTE CONTÍNUA (CC) 
 
 A corrente contínua CC (DC) é um fluxo constante das cargas elétricas 
de um potencial alto para baixo. Na historia da ciência da eletricidade, uma 
corrente convencional é definida como um fluxo de cargas positivas. 
 O circuito de corrente continua é um circuito cuja corrente elétrica flui 
apenas numa só direção. O CC encontra-se em muitas aplicações de tensão 
baixa, especialmente nas aplicações que utilizam Bateria. A maioria dos 
circuitos eletrônicos requer uma fonte de alimentação CC. 
 Uma corrente elétrica contínua flui somente quando o circuito elétrico 
está fechado, mas deixa completamente de fluir quando o circuito está aberto. 
 Corrente contínua é constante com o tempo (exemplo: pilhas, 
acumuladores, circuitos eletrônicos e outros). 
 
3.1. LEI DE KIRCHHOFF DAS TENSÕES OU LEI DAS MALHAS 
(LKT) E CIRCUITOS CC SÉRIE 
 
 A Lei de Kirchhoff das Tensões ou Lei das Malhas, abreviada por LKT, 
possui três versões equivalentes: 
 A qualquer instante em um laço, tanto no sentido horário quanto no anti-
horário, 
1. A soma algébrica das quedas de tensão é igual a zero. 
 
2. A soma algébrica das elevações de tensão é igual a zero. 
 
3. A soma algébrica das quedas de tensão é igual à soma algébrica 
das elevações de tensão. 
 
 Em todas as versões; a palavra “algébrica” significa que os sinais das 
quedas ou das elevações de tensão devem ser considerados na adição, 
lembrando que uma elevação de tensão é uma queda de tensão negativa e 
uma queda de tensão é uma elevação negativa. Para laços que não 
possuem fontes de corrente, a versão mais conveniente é a terceira, sendo que 
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as quedas de tensão são somente sobre resistores e as elevações são fontes 
de tensão. 
 Na aplicação da LKT, normalmente considera-se o sentido horário de 
corrente como referência, conforme mostrado na Figura 3, e então a LKT é 
aplicada na direção da corrente (este é um circuito série porque a mesma 
corrente 
I
 circula em todos os componentes). A soma das quedas de tensão 
sobre os resistores, 
321
VVV 
, é igual à elevação de tensão 
sV
 sobre a fonte 
de tensão: 
sVVVV  321
. 
 
Figura 3 – Circuito CC em série. 
 
 Então a Lei de Ohm 
 RI
 é substituída para as tensões nos resistores: 
 
TRIsV
RRRIsV
IRIRIRsV
VVVsV




321
321
321
 
sendo que: 
T
R
sVI 
 e 
321
RRR
T
R 
 , que é a resistência total dos resistores, com 
símbolo 
TR
, ou resistência equivalente, com símbolo 
eqR
. 
 
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 A partir desse resultado fica evidente que a resistência equivalente de 
resistores conectados em série é a soma das resistências individuais: 
 
N
RRRR
T
R  ...
321
 
 
Da mesma forma, se todas as resistências são iguais a 
R
 e se existem 
N
resistores, então 
RN
T
R 
Encontrando-se a corrente total em um circuito 
série, é mais fácil aplicar a LKT após o cálculo da resistência equivalente. 
 Se um circuito série possui mais que uma fonte de tensão, então 
 
 
NN
sVsVsVsVRRRRI  
321321
 
 
onde cada termo 
sV
 é positivo para uma elevação de potencial e negativo para 
uma queda de potencial na direção de 
I
. 
 A LKT é raramente aplicada para um laço contendo fontes de corrente, 
porque a tensão sobre uma fonte de corrente não é conhecida. 
 Sobre a Lei de Kirchhoff para Tensões ou Lei das Malhas (LKT), 
podemos resumir que: 
 
 
 
0
1


N
k
k
V
 
 
 
 
Lei de Kirchhoff para Tensões ou Lei das Malhas (LKT): A soma 
algébrica das tensões ao longo de uma malha em qualquer instante é zero. 
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3.1.1 DIVISORES DE TENSÃO 
 
 Um divisor de tensão ou a regra para a divisão de tensão se aplica para 
resistores série. Essa lei fornece a tensão sobre qualquer resistor em função da 
resistência e da tensão sobre todos os resistores em série – a etapa de se 
encontrar a corrente no resistor é eliminada. 
 A fórmula de divisores de tensão é fácil de ser encontrada a partir do 
circuito mostrado na Figura 3. Considere que se deseja encontrar a tensão 
2V
. 
 Pela Lei de Ohm, 
22 IRV 
 e 
 321 RRR
V
I s


. Substituindo-se o valor 
de 
I
(corrente) na equação de 
2
V
, obtida pela Lei de Ohm, temos que: 
sV
RRR
R
V 


321
2
2
 
 Geralmente, para qualquer número de resistores em série com uma 
resistência total 
T
R
 e com uma tensão 
sV
 sobre a combinação série, a tensão 
xV
 sobre o resistor 
xR
 é: 
sV
N
RRRR
xR
xV 



321
 
Ou seja: 
sV
T
R
xR
xV 
 
 
3.1.2 RESISTORES EM SÉRIE E DIVISÃO DE TENSÃO 
 
 Exemplo 1: 
 Seja o circuito da Figura 4. Este exemplo reflete basicamente no circuito 
apresentado na Figura 3 e suas respectivas equações: 
 
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Figura 4 – Circuito série – Aplicação de Divisão de Tensão. 
 
 Observe por exemplo: 
 
1R
 e 
2R
 estão ligados ao nó “b”, e que nenhum outro componente do 
circuito está ligado a este nó. 
 Isto significa que: 
a: 
1
IIs 
 b: 
21
II 
 
c: 
32
II 
 d: 
13
II 
 
 E, portanto: 
321
IIs II 
 
 Qual é o valor de 
1
I
? 
321
3211
131211
321
).(
RRR
V
I
RRRIV
IRIRIR
VV
s
s
s
V
VVs







 
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 Qual o valor de 
2
V
? 
sV
RRR
R
V
IRV



 
321
2
122
2
.
 
 Exemplo 2: 
 Dado o circuito da Figura 5: 
a) Determine qual deve ser o valor da resistência 
2
R
 no circuito para que a 
tensão em 
2
R
 seja 
4
1
 da tensão da fonte para 
 9
1
R
. 
b) Determine também a corrente no circuito para 
VVs 12
. 
 
Figura 5 – Circuito divisor de tensão com 
 9
1
R
. 
 SOLUÇÃO: 
a) A tensão no resistor 
2
R
 é: 
s
V
RR
R
V 


21
2
2
 
 Como queremos que 
4
12 
s
V
V
, temos: 
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







32
923
2429
29
2
4
1
:tan),(
29
2
4
1
R
R
RR
R
R
toporesVsecancelasVR
R
sV
 
b) Aplicando a LKT à única malha, temos: 
 
21
21
0
RiRiV
VVV
s
s

 
21
RR
V
i s


 
Ai
i
i
1
12
12
39
12




 
 
3.2 LEI DE KIRCHHOFF DAS CORRENTES OU LEI DOS NÓS (LKC) E 
CIRCUITOS CC PARALELO 
 
 A Lei de Kirchhoff das Correntes, abreviada por LKC, possui três 
diferentes versões: 
 Em qualquer instante em um circuito, 
1. A soma algébrica das correntes que chegam em uma superfície 
fechada é zero. 
 
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2. A soma algébrica das correntes que saem de uma superfície 
fechada é zero. 
 
3. A soma algébrica das correntes que chegam em uma superfície 
fechada é igual à soma algébrica das correntes que saem de uma 
superfície fechada. 
 
 A palavra “algébrica” significa que os sinais das correntes devem ser 
considerados na soma, lembrando que uma corrente que entra é uma 
corrente negativa que sai e que uma corrente que sai é uma corrente 
negativa que entra. 
 Em quase todas as aplicações de circuitos, as superfícies fechadas são 
os nós citados anteriormente; por isso em geral é usada a palavra “nó” no lugar 
de “superfície fechada” nas versões LKC. Além disso, para cada nó no qual 
não existem fontes de tensão conectadas, a mais adequada é a terceira 
versão, onde as correntes que chegam vêm de fontes de corrente e as 
correntes que saem o fazem através de resistores. 
 Na aplicação da LKC, um nó é escolhido como referência, ou terra, e 
indicado pelo símbolo ( ). Normalmente o nó mais inferior do diagrama do 
circuito é o nó de referência, como mostrado no circuito paralelo da Figura 6. 
(Esse é um circuito paralelo porque a mesma tensão 
V
 está sobre todos os 
componentes do circuito). 
 
Figura 6 – Circuito CC em paralelo. 
 
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 As tensões nos outros nós são sempre consideradas positivas em 
relação ao nó de referência. Para o nó que não é considerado como referência 
no circuito mostrado na Figura 6, a soma das correntes que saem pelos 
resistores, 
321 III 
 é igual à corrente 
sI
 que chega nesse nó vinda da fonte 
de corrente: 
sIIII  321
. Substituindo 
GVI 
, que é a Lei de Ohm, temos 
que: 
321 IIIIs 
 
VGVGVGIs  321
 
VGGGIs  )( 321
 
VGI Ts 
 
 Sendo que 
TG
I
V s
 e 
321 GGGGT 
 . Logo, 
321
111
RRR
V 
. A 
condutância 
TG
 é a condutância total, ou condutância equivalente, do circuito, 
também escrita como 
eqG
. 
 
 
 
 
 A partir desse resultado é evidente que a condutância total de resistores 
conectados em paralelo é igual à soma das condutâncias individuais: 
NGGGGGT  321
 
NGGGGGG
N
n
nT  

321
1
 
 Se as condutâncias forem iguais (
G
), e se existirem 
N
condutâncias, 
então 
GNGT 
 e 
N
R
GNGT
TR 

11
. Encontrando-se a tensão em um 
circuito paralelo é mais fácil utilizar a condutância total do que aplicar a LKC 
diretamente. 
Condutância elétrica é o recíproco da resistência elétrica. A unidade 
derivada do SI (Sistema Internacional de Unidades) de condutância é o 
siemens (símbolo S, igual a Ω-1). 
18 
 
 
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 Às vezes é preferível trabalhar com resistência em vez de condutâncias. 
Assim, de 
 NGGGGGT
TR 

321
11
. Portanto: 
NRRRR
TR 1111
1
321



 
 Um dado importante para se verificar o valor encontrado para 
TR
 é que 
o valor deve ser sempre menor que o menor dos resistores do circuito em 
paralelo. Para o caso especial de apenas dois resistores em paralelo, temos: 
21
21
21
11
1
RR
RR
RR
TR 




 
 Assim a resistência equivalente de dois resistores em paralelo é o 
produto das resistências dividido pela soma. 
 O símbolo ║, como em 
1R
║ 
2R
, indica a resistência de dois resistores 
em paralelo: 
1R
║
2R
 = 
21
21
RR
RR



. Se um circuito paralelo possui mais de uma 
fonte de corrente, temos que: 
 
 
Nssss
IIIIVGGGG N   321321
 
onde cada termo 
sI
é positivo para fontes de corrente que chegam ao nó (que 
não seja o de referência) e negativo para fontes de corrente que saem desse 
nó. 
 A LKC é raramente aplicada para nós que possuem fontes de tensão 
conectadas, porque a corrente através de uma fonte de tensão não é 
conhecida. 
 Em síntese, a Lei de Kirchhoff para Correntes ou Lei dos Nós (LKC), 
pode ser enunciada, como: 
 
19 
 
 
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0
1


N
k
ki
 , sendo que a corrente elétrica 
dt
dq
i 
 
 
3.2.1 DIVISOR DE CORRENTE 
 
 Um divisor de corrente ou a regra para a divisão de corrente aplica-se a 
resistores em paralelo. Essa lei fornece a corrente através de qualquer resistor 
em função da condutância e da corrente na combinação paralela – a etapa de 
se encontrar a tensão sobre o resistor é eliminada. 
 A fórmula de divisores de corrente é fácil de ser encontrada a partir do 
circuito da Figura 6 Considerando-se que se deseja encontrar a corrente 
2I
, 
pela Lei de Ohm 
VGI  22
. Da mesma forma, 
321 GGG
I
V s


. Substituindo-
se o valor de 
V
, na equação de 
2I
 (dada pela Lei de Ohm), temos: 
sI
GGG
G
I 


321
2
2
 
 Geralmente, para qualquer número de resistores em paralelo com uma 
condutância total 
TG
 e com uma corrente 
sI
 entrando na combinação paralela, 
a corrente 
sI
 através de um dos resistores com condutância 
xG
é: 
s
T
x
x I
G
G
I 
 
 Essa é a fórmula para divisores de corrente. Para essa fórmula 
sI
e 
xI
devem ter como referência a mesma direção, com 
xI
saindo do nó dos 
resistores paralelo e 
sI
entrando. Se ambas as correntes estiverem entrando 
nesse nó, a fórmula deverá ter um sinal negativo. A corrente 
sI
não deve ser 
uma fonte, mas apenas a corrente total dos resistores em paralelo. 
Lei de Kirchhoff para correntes ou Lei dos Nós (LKC): A soma algébrica 
das correntes em um nó em qualquer instante é zero. 
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 Para um caso especial de dois resistores em paralelo, a fórmula é 
normalmente expressa em função de resistências em vez de condutâncias. Se 
duas resistências são 
1R
 e 
2R
, a corrente a corrente 
1I
 no resistor de 
resistência
1R
 é: 
sI
GG
G
I 


21
1
1
 
sI
RR
R
I 


21
1
1 11
1
 
sI
RR
R
I 


21
2
1
 
 Para o caso de dois resistores em paralelo, a equação de 
1I
 obtida 
acima, pode ser verificada na resolução do circuito, dado a seguir: 
 
Figura 7 – Circuito paralelo com uma fonte de corrente. 
 Como indicado pela fórmula, a corrente que circula em um dos 
resistores paralelos é igual à resistência do outro resistor dividida pela soma 
das resistências, com o resultado multiplicado pela corrente que circula na 
combinação paralela. 
 
 
21 
 
 
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3.2.2 RESISTORES EM PARALELO E DIVISÃO DE CORRENTE 
 
 Exemplo 3: 
 Para o circuito dado a seguir: 
 
Figura 8 – Circuito paralelo do exemplo de divisor de corrente. 
 
 Sabendo-se que: 

2
1
1R
, 

4
1
2R
, 

8
1
3R
 
 Determine: 
 
a) A corrente em cada ramo. 
 
b) O circuito equivalente. 
 
c) A tensão 
V
. 
 
 
 SOLUÇÃO: 
a) O divisor de corrente obedece à equação: 
 
s
T
x
x I
G
G
I 
 
22 
 
 
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NGGGGGG
N
n
nT  

321
1
 
SGT 14842 
 
 Logo: 
s
T
I
G
G
I  11
 
 28
14
2
1 I
 
AI 41 
 
s
T
I
G
G
I  22
 
 28
14
4
2 I
 
AI 82 
 
s
T
I
G
G
I  33
 
 28
14
8
3 I
 
AI 163 
 
b) O circuito equivalente é: 
 
 
 
 
23 
 
 
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c) 
TG
I
V 
 
14
28
V
 
VV 2
 
 
3.3 FONTES DE TENSÃO EM SÉRIE E FONTES DE CORRENTE 
EM PARALELO 
 
 Fontes de tensão ligadas em série são equivalentes a uma única fonte 
de tensão. A tensão da fonte de tensão equivalente é igual à soma das 
tensões das fontes de tensão em série. 
 
 Substituir fontes de tensão em série por uma única fonte de tensão 
equivalente não muda a tensão e a corrente nos outros componentes do 
circuito. 
 
 A corrente da fonte de corrente equivalente é igual à soma das correntes 
das fontes de corrente em paralelo. 
 
 Não podemos ligar fontes de corrente independentes em série. 
Componentes em série têm a mesma corrente. Esta restrição impede 
que fontes de corrente em série sejam independentes. Da mesma forma, 
fontes de tensão independentes não podem ser ligadas em paralelo. 
 
 A Tabela 1 mostra as ligações em série e em paralelo de fontes de 
tensão e de corrente. 
 
 
 
 
 
 
 
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Tabela 1 - Fontes de Tensão e Corrente em Série e em Paralelo 
CIRCUITO CIRCUITO EQUIVALENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Impossível 
 
 
 
 
25 
 
 
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Impossível 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
 
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 Exemplo 4: 
 Dado o seguinte circuito: 
 
Figura 9 – Circuito do exemplo 4. 
 
 Suponha que: 
 
AI c 4
, 
 21R
, 
 62R
, 
 33R
 
 
VVa 1
, 
VVb 3
 
 Calcule: 
 
aI
, 
bI
, 
1I
, 
2I
, 
3I
, 
1V
, 
2V
, 
3V
 e 
cV
 
 SOLUÇÃO: 
 Fazendo-se a equivalência das fontes de tensão, temos o seguinte 
circuito elétrico: 
27 
 
 
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Figura 10 – Circuito de equivalência das fontes de tensão dado no exemplo 4. 
 
 
bas III 
 (ex. 4–1) 
 
bas VVV 
 (ex. 4-2) 
 
sc III  1
 (ex. 4-3) 
 
1
1
1
R
V
I 
 (ex. 4-4) 
sc I
R
V
I 
1
1
 
sI
V

2
4 1
 
 
sIV 28 1 
 (ex. 4-5) 
 
32 IIIs 
 (ex. 4-6) 
3
2
2 I
R
V
I s 
 
 
3
2
6
I
V
I s 
 (ex. 4–7) 
 
1VVc 
 (ex. 4-8) 
 
28 
 
 
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21 VVV s 
 (ex. 4-9) 
 
32 VV 
 (ex. 4-10) 
332 IRV 
 
 
32
3IV 
 (ex. 4-11) 
 Substituindo-se a equação (ex. 4-11) na equação (ex. 4-7), temos: 
3
2
6
I
V
I s 
 
3
3
6
3
I
I
I s 
 
335,0 IIIs 
 
 
35,1 IsI 
 (ex.4-12) 
 Como: 
bas VVV 
 
 
31sV
 
VVs 4
 
 Da equação (ex. 4-9), temos: 
21 VVV s 
 
 Substituindo-se a equação (ex. 4-11) e o valor obtido de 
sV
, na equação 
acima, temos: 
 
31 34 IV 
 (ex. 4-13) 
 Substituindo-se as equações (ex. 4-13) e (ex. 4-12) na equação 
(ex. 4-5), temos: 
sIV 28 1 
 
 35,123348 II 
 
33 334 II 
 
29 
 
 
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364 I
 
6
4
3 I
 
AI 67,03 
 
 Da
equação (ex. 4-12), temos que: 
35,1 II s 
 
 
 67,05,1 sI
 
AI s 1
 
 Da equação (ex. 4-1), temos: 
bas III 
 
AIII bas 1
 
 Da equação (ex. 4-5), temos: 
sIV 28 1 
 
 128 1 V
 
VV 61 
 
 Da equação (ex. 4-11), temos: 
32
3IV 
 
 67,03
2
V
 
VV 2
2

 
 
30 
 
 
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 Da equação (ex. 4-10), temos: 
32
VV 
 
VV 2
3

 
 
 Da equação (ex. 4-9), temos: (Obs.: Outra opção de se 
calcular 
1V
). 
21 VVV s 
 
241 V
 
VV 61 
 
 Da equação (ex. 4- 8), temos que: 
1VVc 
. Logo: 
VcV 6
 
 Da equação (ex. 4-3), temos: 
sc III  1
 
1
1
1 
R
V
Ic
 
1
2
6
cI
 
AIc 4
 
 Conseqüentemente, da equação (ex. 4-4), temos: 
1
1
1
R
V
I 
 
 
31 
 
 
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2
6
1 I
 
AI 31 
 
 
 Da equação (ex. 4-6), temos: 
32 IIIs 
 
67,01 2  I
 
AI 33,02 
 
 Portanto, temos que: 
AaI 1
; 
AbI 1
; 
AI 31 
; 
AI 33,02 
; 
AI 67,03 
; 
VV 61 
; 
VV 22 
; 
VV 23 
 e 
VcV 6
 
 
 Exercício 1: 
 Considere o circuito da figura dada a seguir. Sabendo-se que: 
 31R
, 
 92R
, 
 23R
, 
 84R
, 
 85R
 e 
186R
. Determine a 
corrente 
1I
. 
 
Figura 11 – Circuito do exercício 1. 
32 
 
 
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 SOLUÇÃO: 
 Fazendo-se a resistência equivalente entre 
4R
 e 
5R
, temos: 
5//4 RR
 
54
54
RR
RR
pR



 
 
88
88


pR
 
16
64
pR
 
 4pR
 
 Portanto, 
3R
 fica em série com 
pR
, sendo que: 
pp RRR  31
 
 
42
1
pR
 
 6
1p
R
 
 Redesenhando o circuito, temos: 
 
Figura 11(a) – Resolvendo as resistências paralelas do circuito da figura 11. 
 
 
 
 
33 
 
 
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 Fazendo-se as condutâncias do circuito, temos: 
SpG
pG
pG
pG
3
1
18
6
18
231
9
1
6
1
18
1





 
 
 Portanto, a simplificação do circuito fica da seguinte forma: 
 
Figura 11(b) – Simplificação do circuito da figura 11. 
 
 A resistência de 
3
, pode se escrita na forma de condutância (
1G
), 
sendo que neste caso, temos: 
1GpGTG 
 
3
1
3
1
TG
 
34 
 
 
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STG
3
2

 
 
sI
TG
xGI 1
 
sII 
2
3
3
1
1
 
sII 
2
1
1
 
 Resp.: 
sII 
2
1
1
 
 
3.4 MÉTODOS PARA ANÁLISE DE CIRCUITOS – MÉTODO DAS 
MALHAS OU MÉTODO DAS CORRENTES DE MALHA 
 
 Em análise de circuitos, a excitação e o circuito são conhecidos. A 
resposta é a tensão ou a corrente em um ou em vários elementos do circuito. 
Apresentaremos aqui a método das malhas para a análise de circuitos 
elétricos. 
 Vamos considerar o circuito elétrico mostrado na Figura 12. Este circuito 
é composto por três resistores, 
1R
, 
2R
, 
3R
 e é alimentado por duas fontes de 
tensão, 
1v
 e 
2v
. 
 
 
 
 
 
35 
 
 
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Figura 12 – Correntes de malhas. 
 
 
 Para cada malha, há uma equação de malha correspondente. As 
equações de malha são obtidas usando-se os seguintes procedimentos : 
 Com relação a primeira malha : O coeficiente da primeira corrente, 
1i
 é 
a soma dos valores das resistências que pertencem a sua malha. Então, 
a corrente 
1i
 será multiplicada por (
31 RR 
) já que são estes os valores 
das resistências que pertencem a sua malha. O coeficiente das 
correntes de qualquer outra malha é o negativo da soma dos valores das 
resistências comuns a primeira e a malha considerada. Assim, a 
corrente da outra malha, 
2i
 , será multiplicada por 
3R
, pois 
3R
é o valor 
da resistência comum as duas malhas. O lado direito da equação é 
formado pela soma algébrica das fontes de tensão que pertencem à 
malha. Desta forma, para esta malha, temos a equação: 
 
  123131 viRiRR 
 
 Com relação à segunda malha: O coeficiente da segunda corrente, 
2i
, é 
a soma dos valores das resistências que pertencem à sua malha. Então, 
a corrente 
2i
 será multiplicada por 
 32 RR 
 já que são estes os valores 
das resistências que pertencem à sua malha. O coeficiente das 
correntes de qualquer outra malha é o negativo da soma dos valores das 
resistências comuns à segunda e a malha considerada. Assim, a 
 
Malha 1 
Malha 2 
36 
 
 
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corrente da outra malha 
1i
, será multiplicada por 
3R
, pois 
3R
é o valor 
da resistência comum às duas malhas. O lado direito da equação é 
formado pela soma algébrica das fontes de tensão que pertencem à 
malha. Assim, para esta malha, temos a equação: 
 
  223213 viRRiR 
 
 Caso existam outras malhas e, conseqüentemente, outras correntes de 
malhas, repete-se estes procedimentos para cada uma delas. 
 Para o circuito apresentado, o sistema de equações é, então: 
  123131 viRiRR 
 
  223213 viRRiR 
 
Ou, na forma matricial: 









































2
1
2
1
323
331
v
v
i
i
RRR
RRR
 
 
 Exemplo 5: 
Utilizando as equações de malha obtidas para o circuito mostrado na 
Figura 12, e considerando 
 21R
, 
12R
, 
 43R
, 
Vv 21 
 e 
Vv 62 
, calcular os valores de 
1i
e 
2i
. 
 
 SOLUÇÃO: 
 Do desenvolvimento das equações realizadas anteriormente, e 
substituindo-se os valores dos resistores e tensões dadas, podemos escrever 
as equações de malha: 
 
37 
 
 
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Equações de malha: 
 
 





6414
2442
21
21
ii
ii
 
Ou na forma matricial: 










































6
2
54
46
2
1
i
i
 
 Daí resolvendo-se o sistema de equações ou a forma matricial, 
encontramos: 
Ai
Ai
22
11

 
 
Nota: Como os cálculos das correntes deram negativos, isto indica que o fluxo 
de cada corrente de malha definido no circuito é em direção oposta. 
 
Observação: 
 Para equações de malha mais complexas (“ resolvendo analiticamente, 
sem o uso de uma calculadora científica”), normalmente usa-se a “Regra de 
Cramer” para a solução do problema. Algum conhecimento de determinantes é 
necessário para a utilização da Regra de Cramer, que é um método popular 
para a resolução de equações simultâneas na análise de circuitos. 
 
 
 
 
 
 
38 
 
 
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 Exercício 2: 
 Obter, usando as equações de malha, os valores das correntes elétricas 
que circulam no circuito, ou seja, 
1i
, 
2i
, 
3i
 conforme mostrado na Figura 13. 
 
Figura 13 – Obtenção da corrente sobre o resistor de 
.105 R
 
 Admite-se que: V1 = 15 V; ;81 R ;52 R ;33 R ;24 R 
.105 R
 
 
 SOLUÇÃO: 
 Obtemos as seguintes equações de malha: 
02211323531:3
03213242223:2
131231311:1



iRiRiRiRiRMalha
iRiRiRiRiRMalha
viRiRiRiRMalha
 
 
 
 
39 
 
 
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 Substituindo os valores dos resistores e das tensões, temos: 
025183531038:3
03513222523:2
1538231318:1



iiiiiMalha
iiiiiMalha
iiiiMalha
 
 Das equações de malha, descritas anteriormente, temos: 
03232518:3
03521013:2
153823111:1



iiiMalha
iiiMalha
iiiMalha
 
 Escrevendo as equações de malha, na forma matricial, temos: 
Forma matricial: 

























































0
0
15
3
2
1
2358
5103
8311
i
i
i
 
 
 
 O sistema linear descrito anteriormente, pode ser representado da 
seguinte forma: 
0 BAX
 
ou seja: 
BAX  1 
A X B 
40 
 
 
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 Sendo que 
A
 é a matriz dos coeficientes, 
B
é o vetor dos termos 
independentes e 
X
é o vetor das incógnitas. O vetor 
X
, no nosso caso, é o 
vetor das correntes. 
 Para a resolução das variáveis das equações encontradas, utilizaremos 
a Regra de Cramer, que será apresentada a seguir. 
 
 Observação: Antes de a Regra de Cramer poder ser aplicada na 
solução de equações, elas devem ser arranjadas com as incógnitas do lado 
esquerdo do sinal de igualdade e as variáveis conhecidas do lado direito (o 
qual isso pode ser visto nitidamente, na colocação das equações de malha na 
sua forma matricial, conforme foi apresentado anteriormente). As incógnitas 
devem estar na mesma ordem em todas as equações. Por exemplo, no nosso 
caso, 
1i
 deve ser a primeira incógnita em todas as equações, 
2i
 deve ser a 
segunda incógnita e assim por diante. Dessa forma, pela Regra de Cramer, 
cada incógnita é encontrada pela relação entre duas determinantes. A 
determinante do denominador é sempre a mesma, sendo formada pelos 
coeficientes das incógnitas. Cada determinante do numerador difere do 
denominador apenas em uma coluna. Para a 1ª. incógnita, a determinante do 
numerador tem a primeira coluna substituída pelos termos que estão à direita 
do sinal de igualdade das equações; para a 2ª. incógnita, tem a segunda 
coluna, e assim sucessivamente. 
 Portanto, para a resolução do exercício dado, teremos: 
























2358
5103
8311
A
, 











3
2
1
i
i
i
X
, 











0
0
15
B
 
1168
)det(

 A
 
 
 
41 
 
 
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























2350
5100
8315
1X
; 
3075)1det( X
 
























2308
503
81511
2X
; 
1635)2det( X
 
























058
0103
15311
3X
; 1425)3det( X 
Logo: 
 
 A
X
iX
det
1det
11

 
1168
3075
1 i Ai 6327,21 
 
 
 A
X
iX
det
2det
22

 
1168
1635
2 i Ai 3998,12 
 
 
 A
X
iX
det
3det
33

 
1168
1425
3 i Ai 22,13 
 
42 
 
 
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3.4.1. SUPER MALHAS – CIRCUITOS CONTENDO FONTES DE 
CORRENTE 
 Exemplo 6: 
Analise o circuito da Figura 14 que tem duas fontes de corrente e uma 
fonte de tensão. 
 
Figura 14 – Circuito com duas fontes de corrente e uma de tensão. 
SOLUÇÃO: 
Com as correntes de malha, 
1
i
, 
2
i
e 
3
i
escolhidas como indicado, é claro 
que necessitamos de três equações independentes. Entretanto, nem todas 
estas precisam ser equações de malha. A presença de duas fontes de corrente 
nos dá duas restrições que podem ser obtidas por inspeção, ou seja: 
 
213
12
g
g
iii
ii

 (ex. 6-1) 
 Portanto, só necessitamos de mais uma equação. Desde que ela terá 
que vir da LKT, precisamos selecionar um percurso fechado no qual todas as 
tensões sejam facilmente obtidas. Isto é, devemos evitar as fontes de corrente 
visto que suas tensões não são facilmente encontradas. 
 Se imaginarmos por um instante que as duas fontes de corrente são 
removidas, isto é, abertas, então teremos duas malhas a menos. Mas já temos 
duas equações, então ainda existem malhas suficientes para o número de 
equações necessário. Além disto, os laços que sobram (eles não podem ser 
malhas) terão somente resistores e fontes de tensão e, portanto, a LKT é 
43 
 
 
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facilmente aplicável. Ressalte que não estamos retirando as fontes de corrente. 
Apenas as imaginamos fora por um instante para localizar os laços onde a LKT 
será aplicada. 
 Retornando à Figura 14 e imaginando por um momento que as fontes de 
corrente estejam abertas, observamos
que temos apenas uma malha, a saber, 
a malha que contém 
3gv
, 
1R
, 
2R
 e 
3R
. 
 Aplicando a LKT a esta malha, obtemos a nossa terceira equação. 
 
333232211 )()( gviRiiRiiR 
 (ex. 6-2) 
 A análise do circuito pode agora ser completada pela solução de 
(ex. 5-1) e (ex. 5-2). 
 A aplicação numérica do circuito será apresentada no exemplo 7. 
 
 Exemplo 7: 
Como um exemplo, vamos completar a análise da Figura 14, fazendo 
 41R
, 
12R
, 
 33R
, 
Aig 21 
, 
Aig 52 
, 
383 gv
volts, 
conforme mostra a Figura 15. 
 
Figura 15 – Circuito com duas fontes de corrente e uma de tensão. 
 
44 
 
 
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 SOLUÇÃO: 
Resolvendo a partir das equações (ex. 6-1) e (ex. 6-2) vem: 
5
2
13
2


ii
i 
383)(1)(4 32321  iiiii
 
De onde obtém-se 
11 i
, 
22 i
 e 
Ai 63 
. 
Neste exemplo, podemos simplificar o processo pelo uso de corrente de 
laço, em vez de correntes de malha. Suponha que o problema é encontrar a 
corrente que desce sobre 
3R
, que é evidente, 
Ai 63 
. Vamos usar as 
correntes de laço 
ai
, 
bi
 e 
ci
, como na Figura 15, onde 
ci
 é agora a corrente 
que desce sobre 
 33R
, e nos será útil tomar somente uma corrente de 
laço, que é a mesma da fonte de corrente. Por inspeção temos: 
Aia 2
 
e pela LKT em volta do laço de 
ci
: 
383)(1)(4  ccacba iiiiii
 
ou, 
383)2(1)52(4  ccc iii
 
Logo: 
Ai
i
i
i
iii
c
c
c
c
ccc
6
488
10388
38108
3832412





 
45 
 
 
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 Como anteriormente. 
 
3.5 MÉTODOS PARA ANÁLISE DE CIRCUITOS – MÉTODO 
DOS NÓS OU MÉTODO DAS TENSÕES DE NÓS 
 
 Conforme já foi apresentado, sabemos que um nó, por definição, é um 
ponto de interconexão de elementos. 
 Para a análise de nós, é conveniente a transformação de todas as fontes 
de tensão em fontes de corrente e de todas as resistências em condutâncias. A 
LKC (Lei de Kirchhoff das Correntes) é aplicada a todos os nós, exceto ao de 
referência, que é sempre indicado pelo sinal de “terra”, como mostrado na 
Figura 14. Geralmente o nó de referência é o nó mais inferior do circuito, mas 
qualquer outro pode ser selecionado. Por convenção, a tensão em todos os 
nós é considerada positiva em relação ao nó de referência. Como 
conseqüência, a polaridade dos nós não precisa ser indicada. 
 O circuito está representado a seguir. 
 
 
 
Figura 14 – Análise pelo método dos Nós. 
Nó de referência 
46 
 
 
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 Na análise de nós, a LKC é aplicada a cada nó, exceto ao de referência, 
um de cada vez, considerando que, na direção da queda de tensão V, a 
corrente em um resistor é GV, conforme mostrado na Figura 15. 
 
Figura 15 – Representação da corrente em um resistor (GV) – Análise de Nós. 
 
 O procedimento para análise de circuitos pelo método nós: 
1. Determinar o número de nós (N) do circuito. O número de equações 
será igual ao número de nós menos um (N – 1). No caso, 
considerando-se (como indicado o nó de referência) temos três nós 
e, portanto, duas equações. 
2. Eleger um nó como o nó de referência. Geralmente, este nó é o que 
possui o maior número de elementos conectados. Nó de referência 
ou ponto com potencial zero. No circuito mostrado na Figura 14, o 
nó de referência está destacado. Ao nó de referência é atribuído sinal 
negativo e aos outros, sinal positivo. 
3. As equações de nós são escritas considerando condutâncias. No 
caso, temos três condutâncias: 
2
1
3,
2
1
2,
1
1
1
R
G
R
G
R
G 
 
4. Cada nó tem uma tensão em relação ao nó de referência. Daí, a 
tensão no nó 1 é 
1v
 e a tensão nó 2 é 
2v
. 
 A lei dos nós estabelece o seguinte procedimento: o coeficiente da 
tensão no nó 1, 
1v
, é a soma das condutâncias conectadas à ele. Os 
coeficientes das outras tensões de nó são o negativo das somas das 
condutâncias entre esses nós e o nó 1. O lado direito da equação é a soma 
algébrica das correntes que entram no nó 1 devido a presença das fontes de 
corrente. Para os outros nós, o procedimento é semelhante. 
47 
 
 
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 Exercício 3: 
 Obter, para o circuito dado na Figura 14, as equações dos nós. 
 SOLUÇÃO: 
 Temos que: 
 A corrente que circula de cima para baixo pelo resistor de 
condutância 
1G
 é 
11vG
. 
 A corrente para a direita através do resistor de condutância 
2G
 é 
 212 vvG 
. Essa corrente é igual à condutância vezes a tensão 
do nó pelo qual sai a corrente que circula no resistor menos a 
tensão do nó pelo qual chega a a corrente que circula no resistor. 
O valor 
 21 vv 
 é a tensão sobre o resistor, considerando 
positiva a tensão do nó pelo qual a corrente entra no resistor e 
negativa a tensão do nó pelo qual a corrente deixa o resistor, 
como é necessário para referências associadas. A corrente que 
chega ao nó 1 vinda de fonte de corrente é 
1i
. Assim, a equação 
para o nó 1 é: 
  121211 ivvGvG 
 ou 
1221)21( ivGvGG 
 
 Observe que o coeficiente de 
1v
 é a soma das condutâncias dos 
resistores conectados ao nó 1. Essa soma é chamada de 
autocondutância do nó 1. O coeficiente de 
2v
 é 
2G
, o negativo 
da condutância do resistor conectado entre os nós 1 e 2. 
2G
 é 
chamada de condutância mútua dos nós 1 e 2. Os termos de 
condutância mútua têm sempre sinal negativo, porque todos os 
nós que não são de referência tem a mesma referência de 
polaridade, ou seja, todos são positivos. 
 É mais fácil escrever as equações nodais usando 
autocondutâncias e condutâncias mútuas do que aplicar a LKC 
(Lei de Kircchoff das Correntes) diretamente. Fazendo isso, para 
o nó 2 temos: 
22)32(12 ivGGvG 
 
 
48 
 
 
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 Portanto, podemos escrever as equações dos nós para o circuito da 
Figura 14, como: 
1221)21( ivGvGG 
 
22)32(12 ivGGvG 
 
 
 Estas equações podem ser escritas na forma matricial: 
 





































2
1
2
1
322
221
i
i
v
v
GGG
GGG 
 
 
 Exercício 4: 
Utilizando a lei dos nós, obter os valores de 
1v
, 
2v
 e 
i
 para o circuito 
mostrado na Figura 16. 
 
Figura 16 – Análise pelo método dos nós. 
49 
 
 
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SOLUÇÃO: 
Fazendo-se as resistências em condutâncias, temos: 
SGSGSG
12
1
3,
8
1
2,
4
1
1 
 
Temos duas equações, ou seja: 
742
8
1
1
8
1
4
1






 vv
 
72
12
1
8
1
1
8
1






 vv
 
Resolvendo as equações temos: 
8
24
2
8
1
1
8
12





 
vv
 
24
168
2
24
23
1
24
3





 
 vv
 
 Portanto: 
242113  vv
 
1682513  vv
 
 Logo, resolvendo o sistema das equações acima, temos: 
362
14424


v
v 
 Substituindo-se o valor de 
2v
, em das equações do sistema, temos: 
41
1213
243613
242113




v
v
v
vv
 
 
50 
 
 
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 Então: 
Vv 41 
 e 
Vv 362 
. 
 
 Utilizando o diagrama mostrado na Figura 17, obtemos o valor da 
corrente, 
Ai 4
, pois, chamando-se que a corrente que circula no resistor de 
,12 
 de 
xi
 , temos: 
xivG
SG


13
12
1
3 
xi36
12
1
 
Axi 3
 
Logo: 
37
7


i
xii
 
Ai 4
 
 
Figura 17 – Representação esquemática do circuito para obtenção do valor da 
corrente 
i
. 
51 
 
 
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3.5.1 MÉTODOS PARA ANÁLISE DE CIRCUITOS – MÉTODO DO 
SUPERNÓ 
 
 Quando uma fonte de tensão está entre dois nós essenciais, podemos 
combinar esses nós para formar um supernó, o qual esta abordagem, facilita a 
análise de circuitos desse tipo. Veja a Figura 18. 
 
Figura 18 – Circuito com as tensões e percorrendo de nós selecionadas. 
 É óbvio que a lei das correntes de Kirchhoff deve ser válida para o 
supernó. Para fazer isso, considere os nós 2 e 3 do circuito da Figura 18, 
como um único nó e simplesmente some as correntes que saem do nó em 
termos de nó 
2v
 e 
3v
. A Figura 19 ilustra essa abordagem. 
 
Figura 19 – Nós 2 e 3 considerados um supernó. 
 Na Figura 19, começando com o ramo de 5 o supernó no sentido 
anti-horário, geramos a equação: 
 
04
100505
3212 
 vvvv (ex. 7 -1) 
52 
 
 
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CURSO: Engenharia Química 
Disciplina: Eletrotécnica Geral 
 
Profa. Rosimeire Aparecida Jerônimo 
 
 
Profa. Rosimeire Aparecida Jerônimo 
 
 
 A criação de um supernó nos nós 2 e 3 facilitou a análise desse circuito. 
Portanto, sempre vale a pena dedicar algum tempo à procura desse tipo de 
atalho antes de escrever quaisquer equações. 
 Depois de a Equação (ex. 7-1) ter sido deduzida, a etapa seguinte é 
reduzir a expressão a uma única tensão de nó desconhecida. Em primeiro 
lugar, eliminamos 
1v
 da equação porque sabemos que 
Vv 501 
. Em 
seguida expressamos 
3v
 em função de 
2v
: 
 
ivv 1023 
 (ex. 7-2) 
 Agora, expressamos a corrente de controle da fonte de tensão 
dependente em função das tensões de nó: 
 
5
502 
v
i
 (ex. 7-3) 
 Usar as equações (ex. 7-2) e (ex. 7-3) e 
Vv 501 
 reduz a equação 
(ex. 7 -1) a: 
1410
500
10
100
1
5
1
50
1
2 





v
 
15)25,0(2 v
 
Vv 602 
 
Pelas equações (ex. 7-2) e (ex. 7-3): 
Ai
i
v
i
2
5
5060
5
502








 
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Vv
v
v
ivv
80
2060
)2.(1060
10
3
3
3
23



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 
 
1. Análise de Circuitos. O’Maley, John. Coleção: Schaum, Editora Makron 
Books, 2ª. Edição, 1994, ISBN: 8534601194. 
2. Introdução aos Circuitos Elétricos. Dorf, Richard C.; Svoboda, James A. 
Editora LTC, 7ª. Edição, 2008, ISBN: 8521615825. 
3. Curso de Circuitos Elétricos. Orsini, L. Q.; Consonni, Denise. Editora 
Edgard Blücher Ltda, 2ª. Edição, Vol. 1, 2002, ISBN: 852120308x. 
4. Curso de Circuitos Elétricos. Orsini, L. Q.; Consonni, Denise. Editora 
Edgard Blücher Ltda, 2ª. Edição, Vol. 2, 2004, ISBN: 8521203322.

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