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1 1 FISIOLOGIA HUMANA I Neuromuscular Prof. MsC. Fernando Policarpo 2 Conteúdo: Estrutura do Sistema Nervoso Central (SNC) e Periférico (SNP). Elementos do Tecido Nervoso. Mecanismos de Controle Muscular. Controle Central do Movimento. Controle Periférico do Movimento. 3 Função do Sistema Nervoso O sistema nervoso é o meio pelo qual o corpo percebe os eventos e lhes responde nos ambientes internos e externos. Para tanto é necessário que estes estímulos sejam percebidos pelo organismo. 4 O organismo é capaz de perceber estes estímulos por meio de receptores que registram o toque, a dor, as alterações da temperatura e químicas. Enviando essas informações ao sistema nervoso central (SNC). 5 O sistema nervoso esta dividido em duas partes: 1. Sistema Nervoso Central (SNC). Compreendido pelo encéfalo e medula espinhal. 2. Sistema Nervoso Periférico (SNP). É constituído por células nervosas (neurônios). 6 Sistema Nervoso Central (SNC) 7 SNC Encéfalo Medula Espinhal 8 Sistema Nervoso Periférico O SNP, esta subdividido em: 1. Sensorial: são responsáveis pela transmissão dos impulsos aos órgãos do sentido (receptores) do SNC. As fibras nervosas sensoriais são denominadas de fibras aferentes. 9 10 2. Motoras: as fibras motoras são divididas em: 2.1) motoras somáticas: que inervam a musculatura esquelética. 2.2) motoras autônomas: que inervam os órgãos efetores involuntários (musculatura lisa do intestino, músculo cardíaco e as glândulas). Os neurônios motores que conduzem o impulso nervoso são fibras eferentes 2 11 Sistema Nervoso Periférico (SNP) 12 Elementos do Tecido Nervoso Neurônios: Segundo Vander et al. (1981), são a unidade básica do sistema nervoso, sendo que, apenas 10% das células do sistema nervoso são neurônios. 13 Neurônio Em geral, os neurônios motores são maiores do que os sensitivos. Alguns neurônios se estendem desde o córtex cerebral até a parte mais baixa da medula espinal, correspondendo a uma distância menor que 60 cm e um pouco mais de 120 cm em crianças e adultos respectivamente. 14 Neurônio Encontramos alguns neurônios de características de prolongamentos muito curtos que alcançam uma outra célula no córtex cerebral. 15 Componentes Neurais Os prolongamentos dos neurônios são compostos de diferentes estruturas como neurofibrilas compostas de neurofilamentos. Ainda temos as partes perceptiva, condutora, terminal sináptico e o corpo celular. 16 Corpo Celular (Soma) Sendo o centro metabólico do neurônio, apresentando um variação do tamanho e tipos (deGroot, 1994;FOSS & KETEYIAN, 2000). O corpo celular corresponde a uma pequena parte do volume total do neurônio, sendo composto de um núcleo proeminente e a substância de Nissl. 17 Substância de Nissl É o retículo endoplásmico com ribossomas. Na realidade ela é o sintetizador de proteínas, estando também envolvida na síntese de substâncias neurotrasmissoras. 18 Dendritos Nos neurônios encontramos uma grande quantidade de dendritos. São a área de superfície receptiva ou zona dendrítica. São os dendritos os responsáveis pelo recebimento das informações por meio de sinapses do ambiente (neurônios sensitivos, interneurônios ou motores). 19 Axônios No neurônio encontramos apenas um só axônio. Que é um tubo cilíndrico de citoplasma recoberto por uma membrana axolema. O axônio é uma estrutura especializada que conduz sinais elétricos para as terminações sinápticos 20 Bainha de Mielina 3 Na maioria dos axônios encontramos uma estrutura lipoprotéica, que o reveste concentricamente denominada mielina. 21 É um material isolante produzido pelas células de Schwann no SNP e por oligodendrócitos (células glial) no SNC (VANDER, 1984; DeGROOT, 1994). Nos neurônios motores a mielinização ocorre nos primeiros anos de vida (COSTILL & WILMORE, 2001). 22 Bainha de Mielina Nos nervos periféricos é dividida em seguimentos com cerca de 1 mm de comprimento denominado de Nodos de Ranvier. 23 24 Neuroglia As neuroglias são células estruturais de suporte no sistema nervoso: Astrócitos; Oligodendrócitos; e Micróglia 25 Astrócitos São subdivididos em protoplámico e fibrilar. Sua real função não esta devidamente esclarecida. 26 Oligodendrócitos Os oligodendrócitos predominam na substância branca; formando a mielina no SNC. Podendo proporcionar algum suporte nutritivo aos neurônios que envolvem. 27 Micróglia São células bastonetes tendo núcleo alongado, responsáveis pela macrofagia no sistema nervoso central (células de defesa). 28 Impulso Nervoso A transmissão do impulso nervoso no corpo humano se dá por meio de correntes elétricas, formando um potencial de ação. Este impulso é transmitido na maioria das vezes por uma axônio. 29 Uma carga elétrica é o estimulo (sinal) enviado por um neurônio ao outro, a um órgão terminal, a um grupo de fibras musculares ou retornando ao SNC. Podemos dizer, que o impulso nervoso, é como a energia percorrendo a fiação elétrica de uma casa. 30 O neurônio é um tecido excitável, em razão de suas propriedades de irritabilidade e condutividade. Irritabilidade: capacidade que o dendrito e do corpo celular têm de 4 responder a um estímulo (aferente). Condutividade: é a transmissão do impulso ao longo do axônio (eferente). 31 Potencial de Repouso de Membrana Por meio da equivalência das concentrações iônica (K+, Na+ e Cl-) intra e externamente da membrana plasmática é formado um potencial de repouso que está por volta de -70 mV. 32 Concentração de alguns íons do lado interno e externo dos neurônios motores espinhais de mamíferos, segundo DeGROOT (1994). 33 Fazes do Potencial de Ação Segundo Costill & Wilmore (2001) a seqüência de eventos do potencial de ação pode ser dividida da seguinte forma: 34 Seqüência de Eventos 1) Aumento da permeabilidade ao Na+ e despolarização. 2) Redução da permeabilidade ao Na+. O potencial de membrana passa a ser de 0 mV. 35 Seqüência de Eventos 3) Repolarização, aumento da carga positiva no interior da célula. Abertura das comportas que controlam os íons de K+. Retorno do PRM (–70 mV). 36 37 Propagação do potencial de Ação A propagação de um impulso pelo axônio ira depender de duas características, que são: A Bainha de Mielina O Diâmetro do Neurônio 38 Bainha de Mielina A bainha de mielina tem com função o isolamento do axônio. Essa descontinuidade permite que um fenômeno denominado condução saltatória, conduza o impulso muito mais rápido do que nas fibras não mielinizadas. 39 Diâmetro do Neurônio Os neurônios que apresentam um maior diâmetro proporcionam uma menor resistência ao fluxo de corrente local, possibilitando assim um velocidade mais rápida na condução. 40 Tipos de fibras nervosas de mamíferos, segundo DeGroot (1994) 41 Classificação numérica empregada para neurônios sensoriais, segundo DeGroot (1994) 42 Sinapses ) A transmissão (comunicação) entre os neurônios se dá por meio das terminações neurais (pré-sináptico), para o neurônio receptor (pós-sináptico), denominada de sinapse ou de junção sináptica. 5 43 Sinapse «Freqüentemente a sinapse se dá, entre um axônio e um dendrito, pode ocorrer entre: � Um Axônio e um corpo celular | Dois axônios A Dois dendritos 44 45 Classificação de neurotransmissores segundo Costill & Wilmore (2001) 46 Junções Eletrotônicas Um outra forma que podemos encontrar na transmissão de informações é sinapse elétrica ou junção eletrotônica 47 Controle do Movimento A musculatura esquelética tem a capacidade de realizar fundamentalmente três tipos de movimentos que são: Movimento reflexo; Movimento rítmico/autônomo; e Movimento voluntário. 48 Movimento Reflexo Esses movimentos são os mais simples, são dependentes de informações sensoriais e muito pouco do movimento voluntário. Um bom exemplo é o reflexo de retirada pela dor (arco reflexo). 49 50 Movimentos Rítmicos/Autônomos São de ordem um pouco mais complexa, dependem de atos voluntários para o início e término do movimento. Sendo um exemplo a marcha, a mastigação. 51 Movimento Voluntário São os movimentos mais complexos, tem uma numerosa diversificação e são altamente dependentes do aprendizado. A escrita é um bom exemplo deste controle. 52 53 Junção Neuromuscular 54 55 Fusos Musculares São receptores mecânicos, responsáveis pela propriocepção. Estão localizados entre as fibras musculares esqueléticas, denominadas de fibras 6 extrefusais. Cada fuso contém de 4 a 20 fibras musculares especializadas denominadas de intrafusais. 56 As fibras intrafusais são controladas por motoneurônios gama. As fibras extafusais são controladas por motoneurônios alfa. Os impulsos aferentes Ia e II estabelecem contado sinápticos na medula espinhal com os motoneurônios A-alfa, direta ou indiretamente. 57 Aferentes Ia e II As fibras Ia que são classificados como receptores primários do fuso neuromuscular, são sensíveis ao estiramento. As fibras II são receptores secundários, sendo mais sensíveis à velocidade de alteração do comprimento muscular. 58 59 Órgão Tendinosos de Golgi Estão localizados na região proximal de fixação das fibras tendinosas às fibras musculares. Os Órgãos tendinosos de Golgi são sensíveis as alterações à tensão do complexo músculo-tendão. Esse receptores sensoriais são inibidores por natureza, desempenhado papel protetor. 60 61 Controle Motor A percepção de um estímulo sensorial (aferente) recebido provoca uma resposta através de motoneurônios. Independentemente do nível do local de interrupção do impulso, a musculatura esquelética irá responder ao impulso conduzido por um motoneurônios (eferentes). 62 Controle Motor Esses poderá ter origem em qualquer um dos seguimentos níveis: A medula espinhal; A região inferior do encéfalo; e A área motora do córtex cerebral. 63 Controle Motor À medida que a complexidade do movimento é ampliada as via de controle passa ser da medula espinhal para o córtex motor. 64 Controle Motor Irão depender do estímulo inicial. Sendo que o reflexo é o mais simples como já foi descrito. O controle do movimento poderá ter diferentes vias em razão da complexidade. 7 65 Os Centros Encéfalicos Na maioria dos movimentos desportivos (exercícios físicos) envolvem o controle e a coordenação através dos controles encéfalicos superiores: O Córtex Motor Primário; Os Gânglios da Base; e O Cerebelo. 66 Córtex Motor Primário Está localizado no lobo frontal, especificamente no giro-central. É responsável pela coordenação fina (movimentos delicados). Nessa região são encontras as células piramidais, que permitem o controle da musculatura esquelética. 67 Córtex Motor Primário Os axônios das células piramidais formam os tratos extrapiramidais ou corticos-espinhais. Sendo que, essa estrutura (trato) provêem o principal controle voluntário. 68 Córtex Pré-Motor Além do córtex motor primário, existe uma outra área no controle do movimento a pré-motora, que está localizada na região anterior ao giro pré- central no lobo frontal. As habilidades motoras de natureza repetitiva que são aprendidas e padronizadas são armazenadas nesta região. 69 Os Gânglios da Base São estruturas que não fazem parte do córtex cerebral. Eles estão localizados profundamente na substância branca. 70 Os Gânglios da Base Suas funções complexas ainda não estão bem estabelecidas, mas sabe-se que eles estão envolvidos na manutenção da postura e do tônus muscular. Além de participarem do início de movimentos repetitivos (marcha e corrida). 71 Cerebelo É de fundamental importância no controle dos movimentos rápidos e complexos. Ela auxilia na coordenação das atividade motoras e na progressão do movimento. Proporciona ajustes corretivos das atividade motoras, em razão de outras desencadeadas por outras partes do cérebro 72 Cerebelo Ele auxilia tanto o córtex motor primário como os gânglios da base. Podemos dizer que ele atua como um sistema de integração entre a atividade programada ou desejada. Para tanto, ele recebe informações tanto do cérebro e outras partes do encéfalo e também dos proprioceptivos 8 73 exemplo Consideremos que você esteja sentado e deseja ficar de pé. O seu córtex motor primário é a parte do encéfalo que toma a decisão de movimentar (ficar de pé). Essa decisão é retransmitida ao cerebelo. O cerebelo capta a ação desejada e, em seguida, analisa o estado atual dos seu corpo, como base nas informações (estímulos sensoriais) que ele recebe. 74 Esquematização do controle motor em mamíferos segundo Aires et. al. (1999) 75 Esquematização do controle voluntário segundo Wilmore & Costill, (2001) 76 Avaliação 1. Descreva via de impulso aferente de um reflexo simples, quando uma pessoa toca em um objeto quente e a via eferente no processo de contração. 2. No caso de um movimento de contração voluntária, de descreva os passos e as estruturas (vias aferente e eferente) envolvidos na execução do movimento da marcha. 77 Muito Obrigado Prof. Fernando Policarpo E-mail: fernando@ucb.br