Logo Passei Direto
Buscar
Material

Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original

1
Sistemas de comunicaSistemas de comunicaçção ão 
e novas tecnologiase novas tecnologias
MMóódulo 3: Capitalismo informacionaldulo 3: Capitalismo informacional
3.3. Internet3.3. Internet
Prof. Dr. Marcos DantasProf. Dr. Marcos DantasProf. Dr. Marcos DantasProf. Dr. Marcos DantasProf. Dr. Marcos DantasProf. Dr. Marcos DantasProf. Dr. Marcos DantasProf. Dr. Marcos Dantas
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. 
1.1.
A internetA internet
2
Va mos ao ci ne ma? Va mos ao ci ne ma?
Va
m
os
ao
ci
ne
m
a?
Va
m
os
ao
ci
ne
m
a?
Va
m
os
ao
ci
ne
m
a?
Va
mo
s
ao
ci
ne
ma?
ci
ao
ma?
neVa
mos
mosVa
ci
a
o
m
a?
Na comutaNa comutaçção por circuitos, a mensagem ão por circuitos, a mensagem 
““viajaviaja”” na ordem em que foi emitida. na ordem em que foi emitida. ÉÉ o o 
que acontece na telefoniaque acontece na telefonia
Na comutaNa comutaçção por pacote, a mensagem ão por pacote, a mensagem éé fracionada em fracionada em 
““pacotespacotes”” de bits e enviada por diferentes caminhos, de bits e enviada por diferentes caminhos, 
sendo reunida e ordenada ao final. Esta tsendo reunida e ordenada ao final. Esta téécnica cnica 
viabilizou a viabilizou a internetinternet. . 
ComutaComutaçção por pacotesão por pacotes
1
A idA idééia da redeia da rede
ht
tp
://
w
w
w
.
co
m
pu
te
rh
is
to
ry
.o
rg
/in
te
rn
e
t_
hi
st
o
ry
/
2
ht
tp
://
u
pl
o
ad
.w
ik
im
ed
ia
.
o
rg
/w
ik
ip
ed
ia
/e
n
/th
u
m
b/
2/
27
/P
au
l_
Ba
ra
n
.jp
g/
15
0p
x-
Pa
u
l_
Ba
ra
n
.jp
g,
 
ac
es
so
 
em
 
7/
06
/2
01
1
P. Baran (1926-2011)
A concepA concepçção da comutaão da comutaçção por pacote ão por pacote éé original da tese de original da tese de 
doutoramento de Leonard doutoramento de Leonard KleinrockKleinrock, no MIT, em 1961. Em 1964, , no MIT, em 1961. Em 1964, 
Paul Baran, da Paul Baran, da RandRand CorporationCorporation, publica , publica ““Sobre as redes Sobre as redes 
distribudistribuíídasdas””, no qual expõe o resultado de suas experiências em , no qual expõe o resultado de suas experiências em 
laboratlaboratóório com redes de computadores baseadas na comutario com redes de computadores baseadas na comutaçção ão 
por pacotes. Sendo um centro de pesquisa intimamente por pacotes. Sendo um centro de pesquisa intimamente 
relacionado ao Pentrelacionado ao Pentáágono, a gono, a RandRand buscava responder buscava responder àà demanda demanda 
militar por uma rede de comunicamilitar por uma rede de comunicaçção capaz de sobreviver a um ão capaz de sobreviver a um 
holocausto nuclear. Naturalmente, as experiências de Baran holocausto nuclear. Naturalmente, as experiências de Baran 
serviram para o desenvolvimento da serviram para o desenvolvimento da ArpanetArpanet, origem da internet. , origem da internet. 
3
19601960
19451945
19901990
19701970
Nascimento da internetNascimento da internet
20/04/1951 20/04/1951 –– Primeiras experiências com a rede SAGE, 
projeto do MIT e Força Aérea dos EUA.
19581958-- Com computadores IBM de 60 mil válvulas, 
começa a operar a rede SAGE.
Fev. 1958 Fev. 1958 –– Criação da DARPA.
1962 1962 -- Joseph Carl Robnett Licklider assume a direção 
da DARPA e inicia um projeto de rede de computadores
1964 1964 –– Paul Baran, da Rand Corp., propõe o modelo de 
rede distribuída com “comutação por pacotes”
29/11/1969 29/11/1969 –– Primeira conexão UCLA-Stanford. Nasce a 
Arpanet, com quatro nós
1972 1972 –– Ray Tomlinson, da BBN Techs (contratada do 
Pentágono) propõe o endereçamento user@host
1974 1974 –– Equipe liderada por Vincent Cerf desenvolve o 
protocolo TCP/IP. A Arpanet já reúne 61 nós e é
conectada à NASA. Primeiras comunidades lúdicas.
1979 1979 -- Tom Truscott e Jim Ellis, estudantes da Univ. de 
Utah, criam um programa de troca de mensagens em 
Unix, originando a rede Usenet.
19791979 -- No Reino Unido, os Correios (Post Office) lançam 
o “Prestel”, serviço de acesso a informações e de 
intercâmbio de mensagens.
1980 1980 –– Um computador da Universidade Berkeley 
(Arpanet) é conectado à Usenet. 
1982 1982 –– A DGT francesa lança o Minitel, serviço de acesso 
a informações e intercâmbio de mensagens. 
1983 1983 –– Pentágono cria a MILNET. Bill von Master funda a 
Control Video Corp (CVC), para jogos em rede com Atari.
1984 1984 –– Richard Stallman cria a Free Software Foundation
e propõe o “copyleft” contra o “copyright”.
1985 1985 –– Steve Casey e Jim Kinsey transformam a CVC em 
America On-Line (AOL) que investe em agressiva 
campanha em busca de assinantes para o seu serviço 
privativo de rede.
1988 1988 –– Fundação Nacional de Ciência (FNC) associa-se 
aos troncos da Arpanet. A Usenet já reúne 11 mil sítios
1989 1989 –– A internet reúne 160 mil sítios, incluindo 
universidades do Reino Unido, Japão, Itália, Alemanha, 
Israel, México.
33
Os problemas, inéditos, eram 
resolvidos pragmática e 
consensualmente, através de 
soluções que parecessem 
“lógicas”, sem “dilemas políticos”, 
conforme regras de crítica próprias 
ao ambiente acadêmico
O lanO lanççamento do amento do ““SputnikSputnik”” pela URSS (4/10/1957) pela URSS (4/10/1957) éé
percebido, nos EUA, com terrpercebido, nos EUA, com terríível ameavel ameaçça a àà
seguransegurançça nacional e humilha as a nacional e humilha as C&TC&T do pado paíís. Para s. Para 
recuperar o atraso, o Pres. recuperar o atraso, o Pres. EisenhowerEisenhower cria a cria a 
Agência para Projetos AvanAgência para Projetos Avanççados de Pesquisa ados de Pesquisa 
(DARPA) ligada ao Pent(DARPA) ligada ao Pentáágono. A DARPA fomentargono. A DARPA fomentaráá
as pesquisas que resultaram, entre outras, na as pesquisas que resultaram, entre outras, na 
inveninvençção do circuito integrado (ão do circuito integrado (““chipchip””) e no ) e no 
desenvolvimento da internet.desenvolvimento da internet.
Sob orientação militar, a rede foi 
desenvolvida inicialmente por 
grupos de pesquisadores e 
estudantes, com sua própria ética e 
valores acadêmicos, no contexto 
estadunidense da Guerra Fria 
(democracia liberal e individualismo 
vs. socialismo e coletivismo). 
4
19901990
19451945
20002000
19951995
A partir dos anos 1990, grandes empresas 
e milhões de indivíduos não especialistas 
se interessam pela internet, profissional ou 
socialmente. A rede se estende muito além 
dos campi, perde sua homogeneidade 
cultural inicial e seus criadores começam a 
perder o controle da criação. Mas o 
governo dos EUA segue mantendo o 
controle indireto, através do ICANN.
Internet atrai dinheiroInternet atrai dinheiro
Oferecendo novas 
possibilidades de 
entretenimento e espetáculo, 
expandem-se corporações 
mediáticas, criando novos 
“modelos de negócios”
adaptados à rede 
Inspirado na liberdade 
individualista original e nas 
possibilidades da tecnologia, 
cresce o ciberativismo dos 
netzens, contrários a qualquer 
intervenção estatal ou 
empresarial na rede. 
41990 1990 –– Arpanet é retirada do ar. A FNC assume a internet 
por delegação do governo dos EUA. 
Agosto de 1991Agosto de 1991-- O CERN (Suiça) libera na rede a linguagem 
de programação HTML e o protocolo HTTP que permitem a 
navegação em hiper-textos, autoria de Tim Barners-Lee. 
Jan. 1993 Jan. 1993 –– Adotando o padrão de navegação HTML-HTTP, 
os estudantes Marc Andressen e Chris Wilson anunciam o 
Mosaic, com ícones de navegação.
1994 1994 –– Jim Clark, com M. Andressen, funda a Netscape 
Communication, no Vale do Silício (CAL). 
1995 1995 –– A Microsoft começa a comercializar o Internet 
Explorer. A Sun Microsystem lança a linguagem Java para 
gerenciar transações comerciais na rede.
1995 1995 –– Rob Glaser funda a Real Networks e lança
o Real 
Player para streaming de áudio (música).
Agosto de 1996 Agosto de 1996 –– Microsoft lança o Internet Explorer 3.0, e 
começa a tomar mercado do Netscape.
Set. 1997 Set. 1997 –– Microsoft lança Internet Explorer 4.0 integrado 
ao Windows. No final do anoNo final do ano, a Sun abre processo judicial 
contra a Microsoft por modificar “ilegalmente” o Java.
1998 1998 –– O Departamento de Comércio estatui a ICANN. Clark 
perde a briga com Gates: abre o código do Netscape, dando 
origem ao Mozilla Firefox, e vende a sua empresa para a 
AOL. O Real Player é integrado ao Windows 98.
1999 1999 –– Shawn Fenning lança o Napster, primeira rede P2P
10/01/2000 10/01/2000 –– Fusão AOL-Time Warner: 30 milhões de 
internautas, 13 milhões de assinantes de TV a cabo, mais as 
marcas HBO, CNN, Warner Bros., Fox...
2001 2001 –– Processado pela RIAA, o Napster é fechado. 
Microsoft lança o Windows XP com Windows Media Player. 
Real Networks responde com o RealOne que permite baixar, 
mediante pagamento, conteúdos da ABCNews, CBS, EMI, 
Fox, MGM.
4
Em 1998, o Departamento de ComEm 1998, o Departamento de Coméércio dos EUA propõe a rcio dos EUA propõe a 
criacriaçção de uma organizaão de uma organizaçção nãoão não--governamental para governamental para 
““coordenarcoordenar”” a Internet. Esta entidade viria a ser a a Internet. Esta entidade viria a ser a Internet Internet 
CorporationCorporation for for AssignedAssigned NumbersNumbers andand NamesNames (ICANN). Sua (ICANN). Sua 
principal tarefa seria organizar e administrar a atribuiprincipal tarefa seria organizar e administrar a atribuiçção de ão de 
domdomíínios e enderenios e endereçços IP, nos Estados Unidos e em todo o os IP, nos Estados Unidos e em todo o 
mundo.mundo.
A ICANN A ICANN éé uma entidade privada nãouma entidade privada não--lucrativa, organizada lucrativa, organizada 
conforme a legislaconforme a legislaçção estadunidense e dirigida por ão estadunidense e dirigida por 
entidades e indiventidades e indivííduos a ele associados. duos a ele associados. 
A ICANN A ICANN ““mantmantéém regular interam regular interaçção com o governo norteão com o governo norte--
americanoamericano””, conforme contrato assinado com o , conforme contrato assinado com o 
Departamento de ComDepartamento de Coméércio (ver rcio (ver ICCANN, ICCANN, legitimacylegitimacy andand thethe
PublicPublic Voice: Voice: makingmaking global global participationparticipation andand representationrepresentation
workwork, agosto de 2001, pag. 87 , agosto de 2001, pag. 87 passimpassim). ). ÉÉ, de fato, uma , de fato, uma 
instituiinstituiçção privada que executa polão privada que executa polííticas pticas púúblicas, conforme blicas, conforme 
os interesses e orientaos interesses e orientaçções do Governo dos EUA.ões do Governo dos EUA.
Gestão da internetGestão da internet
5
ICANN
ARIN
América 
do 
Norte
APNIC
Asia do 
Pacífico
IANA
RIPE NCC
Europa e 
Oriente 
Médio
LANIC
América 
Latina
Registro BR
A ICANN delega A ICANN delega àà
IANA (Autoridade IANA (Autoridade 
de Atribuide Atribuiçção dos ão dos 
NNúúmeros Internet) o meros Internet) o 
repasse de blocos repasse de blocos 
de nde núúmeros para os meros para os 
registros regionais registros regionais 
que os distribuem que os distribuem 
entre os registros entre os registros 
nacionais (se os hnacionais (se os háá))
Os registros nacionais atribuem os Os registros nacionais atribuem os 
endereendereçços aos Provedores de os aos Provedores de 
ServiServiçços de Internet (os de Internet (PSIsPSIs) ) 
No atual protocolo (IPv4), a ICANN dispõe de 4 bilhões de números. O protocolo 
IPv6, em implantação, disporá de 430.000.000.000.000.000.000 de números. 
NinguNinguéém controla a Internet?m controla a Internet?
Servidores-raizes
Inglaterra
Suiça
JapãoICANN
As Cúpulas Mundiais da Sociedade da Informação realizadas em Genebra (2003) e 
Túnis (2005) questionaram fortemente o controle da Internet pelo ICANN e pressionam 
por um novo modelo de “governança” menos dependente do governo dos EUA 
6
O O DomainDomain NameName System System (DNS) permite (DNS) permite 
localizar qualquer enderelocalizar qualquer endereçço na internet que o na internet que 
se encontram em 13 servidoresse encontram em 13 servidores--raraíízes.zes.
HHáá um um úúnico nico servidorservidor--raraíízz Mestre, gerenciado Mestre, gerenciado 
pela pela VeriSignVeriSign, contratada pelo Departamento de , contratada pelo Departamento de 
ComComéércio dos EUA, no qual se encontram todos rcio dos EUA, no qual se encontram todos 
os endereos endereçços internet do mundo. A ICANN os internet do mundo. A ICANN 
encaminha os endereencaminha os endereçços para a os para a VeriSignVeriSign que os que os 
insere no Servidor Mestre, depois de aprovados insere no Servidor Mestre, depois de aprovados 
pelo Departamento de Compelo Departamento de Coméércio. rcio. 
A partir do Mestre, os A partir do Mestre, os 
endereendereçços são os são 
replicados pelos replicados pelos 
demais 12 servidoresdemais 12 servidores--
raraíízes. Do total de 13 zes. Do total de 13 
servidoresservidores--raraíízes, 10 zes, 10 
estão nos Estados estão nos Estados 
Unidos.Unidos.
5
MapaMapa--mundimundi da internetda internet
Todo o trTodo o trááfego mundial da internet depende de um pequeno nfego mundial da internet depende de um pequeno núúmero de grandes mero de grandes 
corporacorporaçções de telecomunicaões de telecomunicaçções: AT&T, AOLões: AT&T, AOL--Time Warner, Time Warner, BritishBritish Telecom, Telecom, VerizonVerizon
Business, Deutsche Business, Deutsche TelekomTelekom, NTT Communications, , NTT Communications, QwestQwest, , CogentCogent, , SprintLinkSprintLink, TIWS , TIWS 
e e LevelLevel 3/Global 3/Global CrossingCrossing..
7
MapaMapa--mundimundi da internetda internet
Todo o trTodo o trááfego mundial da internet depende de um pequeno nfego mundial da internet depende de um pequeno núúmero de grandes mero de grandes 
corporacorporaçções de telecomunicaões de telecomunicaçções: AT&T, AOLões: AT&T, AOL--Time Warner, Time Warner, BritishBritish Telecom, Telecom, VerizonVerizon
Business, Deutsche Business, Deutsche TelekomTelekom, NTT Communications, , NTT Communications, QwestQwest, , CogentCogent, , SprintLinkSprintLink, TIWS , TIWS 
e e LevelLevel 3/Global 3/Global CrossingCrossing..
http://www.ethernut.net/wp-content/uploads/2011/04/level3_gc_map_lg.jpg
Rede mundial da Level 3/Global Crossing
A A LevelLevel 3, ap3, apóós adquirir a Global s adquirir a Global CrossingCrossing, em , em 
2011, controla 70% do tr2011, controla 70% do trááfego mundial da redefego mundial da rede
7
6
Agenda do presente e futuroAgenda do presente e futuro
Internet continua evoluindo
Na primeira década do século XXI, surgiram novos negócios na internet: a 
busca e as redes sociais. O Google e o Facebook tornaram-se, em 
pouquíssimos anos, novas ricas e poderosas corporações mundiais. 
O cerne do negócio
Os “cliques” permitem um conhecimento quase individualizado sobre as 
preferências do “consumidor”. As bases de dados podem analisar gostos, 
preferências, tendências, inclusive individualizar demandas. A publicidade 
do Google se baseia no processamento em tempo real dessas 
preferências, com base em palavras-chaves pagas pelos anunciantes.
Entretenimento ou militânciaEntretenimento ou militância
A rede (internet, SMS etc.) permite conexões em A rede (internet, SMS etc.) permite conexões em ““tempo realtempo real””, facilitando , facilitando 
os encontros, as mobilizaos encontros, as mobilizaçções, a divulgaões, a divulgaçção de idão de idééias. Os ias. Os ciberativistasciberativistas
costumam comemorar eventos que teriam sido mobilizados pela redecostumam comemorar eventos que teriam sido mobilizados pela rede. . 
Mas, provavelmente, a maior parte dos usos cotidianos não passamMas, provavelmente,
a maior parte dos usos cotidianos não passam de de 
extensões de antigas prextensões de antigas prááticas ligadas ao entretenimento e ticas ligadas ao entretenimento e àà indindúústria stria 
cultural, sendo por esta forte e entusiasmadamente alimentada.cultural, sendo por esta forte e entusiasmadamente alimentada. A internet 
reduziu o ciclo da acumulação do capital ao limite de zero. Mas sua 
história está apenas começando.
88
Internet continua evoluindoInternet continua evoluindo
Na primeira dNa primeira déécada do scada do sééculo XXI, surgiram novos negculo XXI, surgiram novos negóócios na internet: a cios na internet: a 
buscabusca e as e as redes sociaisredes sociais. O Google e o . O Google e o FacebookFacebook tornaramtornaram--se, em se, em 
pouqupouquííssimos anos, novas ricas e poderosas corporassimos anos, novas ricas e poderosas corporaçções mundiais. ões mundiais. 
O cerne do negO cerne do negóóciocio
Os Os ““cliquescliques”” permitem um conhecimento quase individualizado sobre as permitem um conhecimento quase individualizado sobre as 
preferências do preferências do ““consumidorconsumidor””. As bases de dados podem analisar gostos, . As bases de dados podem analisar gostos, 
preferências, tendências, inclusive individualizar demandas. A ppreferências, tendências, inclusive individualizar demandas. A publicidade ublicidade 
do Google se baseia no processamento em tempo real dessas do Google se baseia no processamento em tempo real dessas 
preferências, com base em palavraspreferências, com base em palavras--chaves pagas pelos anunciantes.chaves pagas pelos anunciantes.
2 2 
InformaInformaçção e apropriaão e apropriaççãoão
7
Duas abordagens para a informaDuas abordagens para a informaççãoão
Daí, comunicação é definida como transferência de informação de 
um emissor para um receptor, através de um canal. Essa 
transferência deve-se dar sem ruídos.
Nasce com Claude Shannon, Norbert Wiener e 
outros. Informação é definida como a medida de 
incerteza de um evento, dado um conjunto de 
eventos com possibilidade de ocorrer. Essa 
medida é o bit. 
Há duas abordagens possíveis para o conceito de “informação”
2
Essa abordagem permitiu o desenvolvimento dos computadores e 
das modernas telecomunicações.
Informação é definida como objeto, como “dado”. 
Metodologicamente, a teoria matemática é dualista, atomista, lógico-
formal (o “ruído” é o terceiro excluído aristotélico). No entanto, é o 
ponto de partida para todo estudo científico da informação.
Abordagem positivista Abordagem dialética
ht
tp
://
w
w
w
.
ad
ep
tis
.
ru
/v
in
ci/
cla
u
de
_
sh
an
n
on
6.
jpg
C. Shannon (1916-2001)
2
Abordagem positivista Abordagem dialética
Nasce com com Heinz von Foerster, sendo desenvolvida por 
Gregory Bateson, Henri Atlan, Robert Escarpit, Umberto 
Maturama, Anthony Wilden e outros. Nela, a informação é
definida como a relação entre o sujeito e o objeto, como ação 
orientada a um fim. 
Daí, comunicação é definida como produção de significados 
(trabalho semiótico, em Umberto Eco) através do tratamento dos 
“ruídos” incorporados ao processo 
Essa abordagem é menos conhecida, mas possibilitou 
importantes avanços na biologia e será importante ferramenta de 
crítica social (o “ruído” como evento de mudança)
Informação não é objeto, nem dado. Informação encontra-se na 
relação de trabalho, na dimensão quantitativa (valor de troca) e 
na dimensão qualitativa (valor de uso). Metodologicamente é
dialética, sistêmica, monista.
ht
tp
://
t2
.g
sta
tic
.
co
m
/im
ag
es
?q
=t
bn
:A
N
d9
G
cR
V
PU
U
0W
C
U
G
Bx
n
K
v
5m
ZE
Y
60
B9
Qp
RV
Lk
FX
v
jv_
2-
o
B
v
w
v
7C
u
zM
m
hc
w
,
 
ac
es
so
 
em
 
23
/0
5/
20
11
G. Bateson (1904-1980)
Duas abordagens para a informaDuas abordagens para a informaççãoão
Há duas abordagens possíveis para o conceito de “informação”
8
http://www.pangaro.com/HvF/HvF-pics/hvf-aspen62v2.gif, 
acesso em 7/11/2011
http://4.bp.blogspot.com/_4AJ-LsbldLo/TJCw_Cq9t4I/AAAAAAAAAMo/2GGzpaBqAtU/s320/biblioteca+2.jpg, acesso em 7/11/2011
InformaInformaçção (conceito construtivista)ão (conceito construtivista)
“O que atravessa o cabo não é informação, mas 
sinais. No entanto, quando pensamos no que seja 
informação, acreditamos que podemos comprimi-la, 
processá-la, retalhá-la. Acreditamos que informação 
possa ser estocada e, daí, recuperada. Veja-se uma 
biblioteca, normalmente encarada como um sistema 
de estocagem e recuperação de informação. Trata-se 
de um erro. A biblioteca pode estocar livros, 
microfichas, documentos, filmes, fotografias, 
catálogos, mas não estoca informação. Podemos 
caminhar por dentro da biblioteca e nenhuma 
informação nos será fornecida. O único modo de se 
obter uma informação em uma biblioteca é olhando 
para os seus livros, microfichas, documentos etc. 
Poderíamos também dizer que uma garagem estoca 
e recupera um sistema de transporte. Nos dois 
casos, os veículos potenciais (para o transporte ou 
para a informação) estariam sendo confundidos com 
as coisas que podem fazer somente quando alguém 
os faz fazê-las. Alguém tem de fazê-lo. Eles não 
fazem nada” (Von Foerster, 1980: 19, grifos no 
original).
http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR6vf14wyLMWGbBqJySn9GgOZl_hsJ1
4yxQXw_kuQXSF7cCEcANog, acesso 31/05/2011
LIVRO (Objeto)LIVRO (Objeto)
Produto material contendo Produto material contendo 
formas nele impressas que formas nele impressas que 
refletem luz em freqrefletem luz em freqüüências ências 
perceptperceptííveis pela vista veis pela vista 
humana. Como qualquer humana. Como qualquer 
outro produto material, o outro produto material, o 
livro livro éé perecperecíível ao longo do vel ao longo do 
tempo. tempo. 
LEITURA (ALEITURA (Açção)ão)
A leitura associa os sinais A leitura associa os sinais 
luminosos com as luminosos com as 
imagens mentais, imagens mentais, 
rearrumandorearrumando as conexões as conexões 
neurais, logo produzindo neurais, logo produzindo 
novas imagens mentais. A novas imagens mentais. A 
leitura sleitura sóó éé posspossíível se jvel se jáá
existe um estado mentalexiste um estado mental
prpréévio indicando as vio indicando as 
possibilidades de possibilidades de 
associaassociaçção, estado esse ão, estado esse 
adquirido pela adquirido pela 
aprendizagemaprendizagem
InformaInformaçção: uma abordagemão: uma abordagem
A informaA informaçção não estão não estáá no livro, nem na mente. Ela no livro, nem na mente. Ela éé produzida se as produzida se as 
formas impressas no livro são postas em formas impressas no livro são postas em relarelaççãoão com as formas com as formas 
contidas no ccontidas no céérebro. Informarebro. Informaçção requer conhecimento e produz ão requer conhecimento e produz 
conhecimento. Informaconhecimento. Informaçção motiva e orienta alguma ão motiva e orienta alguma aaççãoão e somente e somente éé
produzida no curso da aproduzida no curso da açção mesma. ão mesma. 
MENTE (Sujeito)MENTE (Sujeito)
O sistema nervoso e O sistema nervoso e 
neurolneurolóógico humano forma e gico humano forma e 
retretéém imagens que, quando m imagens que, quando 
estimuladas, associamestimuladas, associam--se se ààs s 
imagens do mundo que lhe imagens do mundo que lhe 
chegam por meios dos chegam por meios dos 
sentidos. sentidos. A essas A essas 
associaassociaçções, a mente atribui ões, a mente atribui 
significadossignificados quase sempre quase sempre 
relacionados a algum relacionados a algum nomenome.. .. 
9
9
ADITIVIDADEADITIVIDADE
O conhecimento obtido da O conhecimento obtido da 
informainformaçção pode ser ão pode ser 
transferido pra outros transferido pra outros 
(alienado)
sem que o (alienado) sem que o 
detentor original desse detentor original desse 
conhecimento seja conhecimento seja 
subtrasubtraíído dele (se, por do dele (se, por 
exemplo, um pedaexemplo, um pedaçço de bife o de bife 
for alienado, o detentor for alienado, o detentor 
original desse pedaoriginal desse pedaçço fica o fica 
sem ele). sem ele). 
O intercâmbio de O intercâmbio de 
informainformaçção ão não não éé uma troca, uma troca, 
mas uma comunicamas uma comunicaçção ão 
((““tornar comumtornar comum””))
IMPERECIBILIDADEIMPERECIBILIDADE
Embora os suportes materiais Embora os suportes materiais 
sejam perecsejam perecííveis, veis, éé sempre posssempre possíível vel 
reproduzir a relareproduzir a relaçção informacional ão informacional 
em outros suportes, ou seja, por em outros suportes, ou seja, por 
exemplo, reeditar uma obra. Atexemplo, reeditar uma obra. Atéé
hoje, lemos Homero ou Virghoje, lemos Homero ou Virgíílio, seja lio, seja 
em pergaminho, papel ou... em pergaminho, papel ou... tablettablet. . 
O valor de uso da informaO valor de uso da informaçção ão éé o o 
prpróóprio trabalho que ela motiva e prio trabalho que ela motiva e 
orientaorienta..
O valor de uso do trabalho O valor de uso do trabalho éé a a 
informainformaçção que ele pode processar, ão que ele pode processar, 
registrar, comunicar.registrar, comunicar.
Propriedades da informaPropriedades da informaççãoão
ht
tp
://
t1
.
gs
ta
tic
.
co
m
/im
ag
es
?q
=
tb
n:
AN
d9
G
cQ
QX
ZK
5d
rb
nf
sO
n
py
W
dH
-
aJ
j9r
a3
KK
Ni
FB
F_
L4
Ui
z_
8Y
M
xY
LP
_
0
A riqueza gerada pela informação pode ser apropriada e 
distribuída coletiva e socialmente. A natureza da informação é
contrária à propriedade.
INDIVISIBILIDADEINDIVISIBILIDADE
Um Um úúnico e mesmo suporte nico e mesmo suporte 
material pode ser usufrumaterial pode ser usufruíído por do por 
mais de uma pessoa (um mais de uma pessoa (um úúnico nico 
bife, por exemplo, teria que ser bife, por exemplo, teria que ser 
divididodividido para ser usufrupara ser usufruíído por do por 
mais de uma pessoa). Não mais de uma pessoa). Não 
sendo divissendo divisíível, a informavel, a informaçção ão 
pode ser compartilhada, isto pode ser compartilhada, isto éé, , 
mais de uma pessoa podem mais de uma pessoa podem 
participar ou interagir em uma participar ou interagir em uma 
mesma relamesma relaçção ou experiência ão ou experiência 
informacional.informacional.
A informaA informaçção nega o princão nega o princíípio bpio báásico de toda teoria sico de toda teoria 
econômica: a escassez. A escassez impõe a disputa pelos econômica: a escassez. A escassez impõe a disputa pelos 
recursos, darecursos, daíí as diferentes pras diferentes prááticas sticas sóóciocio--polpolííticas, violentas ticas, violentas 
ou não, de apropriaou não, de apropriaçção e distribuião e distribuiçção. ão. 
10
http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ2UkmTM_PdHFgJmi8XtklrXO0o
vbhlnRXG88H7KswEFhKdJwPbQg, acesso em 31/05/2011
ht
tp
://
t0
.g
sta
tic
.
co
m
/im
ag
es
?q
=t
bn
:A
N
d9
G
cS
V
RK
75
U
Y
sg
Y
o
o
U
Qh
A
03
vd
O
m
qX
O
00
V
O
Pi
hA
eO
-
G
LQ
hw
o
M
x
hB
7l
R-
g,
 
ac
es
so
 
em
 
31
/0
5/
20
11
DIREITO AUTORALDIREITO AUTORAL
Para tornar a informaPara tornar a informaçção ão 
““escassaescassa””, , ““apropriapropriáávelvel”” e e 
““alienalienáávelvel””, o capital , o capital 
introduziu o princintroduziu o princíípio do pio do 
““direito autoraldireito autoral””: o : o 
conhecimento registrado em conhecimento registrado em 
algum suporte passa a ser algum suporte passa a ser 
de propriedade de alguma de propriedade de alguma 
empresaempresa
MONOPÓLIOS
Os “direitos autorais” dão a 
uma empresa, um monopólio 
de conhecimento que pode 
durar de 17 anos (patentes) a 70 
anos (“copyright”). 
... mas como a sociedade ... mas como a sociedade éé capitalistacapitalista
ht
tp
://
t1
.
gs
ta
tic
.
co
m
/im
ag
es
?q
=
tb
n:
AN
d9
G
cQ
QX
ZK
5d
rb
nf
sO
n
py
W
dH
-
aJ
j9r
a3
KK
Ni
FB
F_
L4
Ui
z_
8Y
M
xY
LP
_
0
Com os “direitos autorais”, os negócios 
passam a se basear em rendas de 
monopólio. O capitalismo torna-se 
essencialmente rentista. 
LIMITES LIMITES 
Os Os ““direitos autoraisdireitos autorais””
funcionaram razoavelmente funcionaram razoavelmente 
bem, enquanto a economia bem, enquanto a economia 
pôde se basear em produtos pôde se basear em produtos 
que exigiam algum tempo que exigiam algum tempo 
para serem produzidos, para serem produzidos, 
transportados e consumidos transportados e consumidos 
(bens materiais fabris).(bens materiais fabris).
Os direitos intelectuais Os direitos intelectuais 
tornamtornam--se quase se quase 
impraticimpraticááveis sempre que o veis sempre que o 
valor de uso valor de uso éé principalmente principalmente 
simbsimbóólico (marcas e lico (marcas e 
espetespetááculos) e os tempos de culos) e os tempos de 
produproduçção, transporte e ão, transporte e 
consumo são mconsumo são míínimos ou nimos ou 
quase nulos, como passa a quase nulos, como passa a 
acontecer graacontecer graçças as ààs TICs s TICs 
11
10
ht
tp
://
ho
m
ep
ag
e.n
ew
sc
ho
o
l.e
du
/~
he
t/p
ro
fil
es
/d
em
se
tz
.
ht
m
&
u
sg
=_
_
,
, 
ac
es
so
 
em
 
31
/0
5/
20
11
http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTb1yw95t-XDjc74WyqSpIuCuD3ifKJkNN1vmwmsY8EokosumcnPg, 
acesso em 31/05/2011
Diante da quase liquidaDiante da quase liquidaçção de modelos de negão de modelos de negóócios baseados cios baseados 
na produna produçção de cão de cóópias unitpias unitáárias de sons e imagens (discos, rias de sons e imagens (discos, 
filmes) e do conseqfilmes) e do conseqüüente avanente avançço da o da ““piratariapirataria””, o capital est, o capital estáá
tentando duas solutentando duas soluçções: os ões: os ““jardins muradosjardins murados”” e a e a 
criminalizacriminalizaçção, sobretudo dos usuão, sobretudo dos usuáários amadores. rios amadores. 
Controle e repressãoControle e repressão
“Jardins 
murados”
O terminal conectado a O terminal conectado a 
uma uma ““loja virtualloja virtual””
exclusiva substitui os exclusiva substitui os 
suportes reprodutsuportes reprodutííveisveis
“A apropriação é, em 
grande medida, uma 
questão de acertos 
legais e de imposição 
desses acertos por 
meios privados ou 
públicos. O grau de 
apropriação privada do 
conhecimento pode ser 
aumentado, elevando-
se os castigos por 
violações de patentes e 
incrementando-se 
outros recursos 
destinados à vigilância 
de tais violações” (H. 
Demsetz, 1969)
ht
tp
://
t3
.
gs
ta
tic
.
co
m
/im
ag
es
?q
=
tb
n:
AN
d9
G
cQ
KY
cY
1H
-
T-
G
o1
_
_
gK
2W
4t
T5
7G
ak
ad
_
_
LR
cf
bt
l1
1l
-
JV
Zq
4M
dF
gQ
,
 
ac
es
so
 
em
 
31
/0
5/
20
11
Criminalização
12
CRIMINALIZACRIMINALIZAÇÇÃO ÃO SOCIALIZASOCIALIZAÇÇÃO ÃO 
Lei do Lei do Copyright Copyright para o Milênio (para o Milênio (MilleniumMillenium Copyright Copyright ActAct –– DMCA) DMCA) ––
aprovada em 1998, esta lei estadunidense criminaliza a produaprovada em 1998, esta lei estadunidense criminaliza a produçção e ão e 
disseminadisseminaçção de tecnologias, componentes ou servião de tecnologias, componentes ou serviçços que visem os que visem 
anular medidas que buscam assegurar a gestão dos anular medidas que buscam assegurar a gestão dos ““direitos digitaisdireitos digitais””
((digital digital rightright management
management ––DRM). DRM). 
Diretiva da União EuropDiretiva da União Europééia sobre ia sobre 
CopyrightCopyright (2001) (2001) –– incorpora a incorpora a 
essência do DMCA essência do DMCA 
HatopiHatopi –– lei francesa aprovada em 2009 visa lei francesa aprovada em 2009 visa 
““promover a distribuipromover a distribuiçção e proteão e proteçção das obras ão das obras 
criativas na internetcriativas na internet””, para isso introduzindo , para isso introduzindo 
mecanismo de controle das atividades dos mecanismo de controle das atividades dos 
usuusuáários e penalizando rios e penalizando infrigimentoinfrigimento ààs leis de s leis de 
copyright.copyright. Cria a Alta Autoridade para a Difusa de Cria a Alta Autoridade para a Difusa de 
Obras e ProteObras e Proteçção de Direitos na Internet (ão de Direitos na Internet (““HatopiHatopi””
na sigla francesa) na sigla francesa) 
Lei Lei SindeSinde –– espanhola, aprovada em 15/02/2011, permite fechar sespanhola, aprovada em 15/02/2011, permite fechar síítios tios 
na internet que sirvam para baixar arquivos na internet que sirvam para baixar arquivos ““ilegalmenteilegalmente””. . 
Liberdade em rede Liberdade em rede vs. vs. estado policialestado policial
AC
TA
http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSJAhXjX1tS6QQeBwqf
A0wIsdPiN2mCV46VQ1foXrSb5lilzrzFPQ, acesso 31/05/2011
ht
tp
://
st
an
.
ui
o.
n
o/
bl
og
/fl
ex
le
ar
n/
im
ag
es
/w
ik
ip
ed
ia
.
jp
g
Em abril de 2009, os diretores do Em abril de 2009, os diretores do PiratePirate BayBay foram condenados foram condenados àà prisão prisão

Teste o Premium para desbloquear

Aproveite todos os benefícios por 3 dias sem pagar! 😉
Já tem cadastro?

Mais conteúdos dessa disciplina