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CONCURSO DE PESSOAS
JULGADOS
CARLOS FREDERICO MANICA RIZZI CATTANI
Mestre em Ciências Criminais pela PUCRS (Porto Alegre, RS)
Especialista em Direito Empresarial pela FSG (Caxias do Sul, RS)
Professor de Direito Penal e Processual Penal da Estácio de Sá / FIB (Salvador, BA)
Professor de Pós-Graduação da UNIFACS (Salvador, BA)
Membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM)
Membro do Instituto Brasileiro de Direito Processual Penal (IBRASPP)
Coordenador do grupo Elucubrações Penais: Estudos em Crimes Econômicos
JULGADOS
APELAÇAO CRIMINAL RÉU FÁBIO CASTRO DE OLIVEIRA (...)
RECURSO NAO CONHECIDO. II. APELAÇAO CRIMINAL RÉU
RAFAEL JOSÉ FERNANDES DOS SANTOS CRIME DE
LATROCÍNIO ART. 157, 3º, DO CÓDIGO PENAL PEDIDO DE
DESCLASSIFICAÇAO PARA CRIME DE ROUBO MAJORADO NAO
ACOLHIMENTO DEMONSTRADOS OS ELEMENTOS
CONSTITUTIVOS DO TIPO PENAL DE LATROCÍNIO AGENTE QUE
CONTRIBUI PARA O FATO PUNÍVEL É CO-AUTOR DO CRIME DE
LATROCÍNIO, AINDA QUE O DISPARO DA ARMA DE FOGO TENHA
SIDO REALIZADO PELO COMPARSA DEMONSTRADO O DOMÍNIO
DO FATO ENTRE O APELANTE E O CORRÉU MANUTENÇAO DA
CONDENAÇAO PLEITO DE REDUÇAO DA PENA
IMPOSSIBILIDADE PENA FIXADA DE ACORDO COM AS
CATEGORIAS E OS CRITÉRIOS DO SISTEMA TRIFÁSICO DE
APLICAÇAO DA PENA, BEM COMO COM O PRINCÍPIO DA
PROPORCIONALIDADE RECURSO NAO PROVIDO. "O co-autor
que participa de roubo armado responde pelo latrocínio, ainda que o
disparo tenha sido efetuado só pelo comparsa" (RTJ 98/636). (...)".
(TJPR - 3ª C.Criminal - AC 0720427-1 - Apucarana - Rel.: Juiz Subst.
2º G. Jefferson Alberto Johnsson - Unânime - J. 27.01.2011).
JULGADOS
APELAÇÃO CRIMINAL. LATROCÍNIO. AUTORIA E
MATERIALIDADE PLENAMENTE DEMONSTRADAS.
PRETENSÃO DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA ROUBO.
ALEGAÇÃO DE QUE O RÉU NÃO PRATICOU A CONDUTA
QUE RESULTOU NA MORTE DA VÍTIMA, E QUE POSSUÍA A
INTENÇÃO DE PARTICIPAR DE CRIME MENOS GRAVE.
DESCABIMENTO. APLICAÇÃO DA TEORIA DO DOMÍNIO DO
FATO. RÉU QUE PARTICIPOU ATIVAMENTE DE TODO O
FATO DELITUOSO. CLARA DIVISÃO DE TAREFAS.
APELANTE QUE DEVE SER CONSIDERADO COMO
COAUTOR DO CRIME DE LATROCÍNIO. PRECEDENTES.
DOSIMETRIA DA PENA ESCORREITA. RECURSO NÃO
PROVIDO.
Não se mostra possível a desclassificação do delito para roubo,
já que o apelante assumiu o risco de produzir o resultado mais
grave, e participou ativamente de toda a execução do delito,
devendo responder como coautor do delito de latrocínio,
aplicando-se, ao caso, a teoria do domínio do fato.
JULGADOS
PENAL. PROCESSO PENAL. ART. 334, § 1º, ALÍNEA C, DO CÓDIGO PENAL.
MATERIALIDADE COMPROVADA. CONCURSO DE AGENTES. COAUTORIA. TEORIA DO
DOMÍNIO DO FATO. PARTICIPAÇÃO DE MENOR IMPORTÂNCIA AFASTADA. REFORMA
PARCIAL DA SENTENÇA.
1. A materialidade do delito de descaminho descrito no art. 334, § 1º, alínea c, do Código
Penal ficou plenamente configurada pelo conjunto probatório constante dos autos.
2. A atuação dos apelados José Carlos Borges, Possidônio Xavier Rebello
Filho e Ronan Carneiro não caracteriza a figura do partícipe, no concurso de
pessoas, pois, suas condutas foram indispensáveis para o sucesso da
empreitada criminosa, de modo que, se excluídas, o crime de descaminho
(art. 334, § 1º, alínea c, do CP) não teria sido realizado, circunstância que
evidencia a configuração da coautoria e não de participação, de acordo com a
teoria do domínio do fato.
3. Há coautoria se o agente teve o domínio funcional do fato que lhe fora
atribuído, sendo a sua atuação relevante para o sucesso da empreitada
criminosa. Toda atuação daquele que é considerado coautor pressupõe
repartição de tarefas e relevância causal de maior sentido na produção do
resultado.
4. Sentença reformada, em parte, para afastar a participação de menor importância (art. 29, §
1º, do Código Penal), mantendo a pena definitiva dos apelados José Carlos Borges,
Possidônio Xavier Rebello Filho e Ronan Carneiro em 01 (um) ano de reclusão.
5. Apelação parcialmente provida.
JULGADOS
PENAL. DELITOS DE ROUBO MAJORADO E CORRUPÇÃO DE
MENORES (ART. 157, § 2º, I, II E V, DO CÓDIGO PENAL, E ART.
244-B, CAPUT, DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE). RECURSOS (1) E (2). ROUBO MAJORADO E
CORRUPÇÃO DE MENORES. MATERIALIDADE E AUTORIA
DEVIDAMENTE COMPROVADAS. ALEGAÇÃO DE QUE O
APELANTE (1) NÃO PRATICOU NENHUM ATO DE EXECUÇÃO
DIRETA. PROVAS QUE DEMONSTRAM O CONTRÁRIO. TEORIA
DO DOMÍNIO DO FATO. COAUTORIA CARACTERIZADA.
Ao contrário do alegado, há provas suficientes de que o apelante
Krystofferson atuou diretamente no roubo. De qualquer modo, "é
autor o co-autor que realiza uma parte necessária do plano
global (" domínio funcional do fato "), embora não seja um ato
típico, desde que integre a resolução delitiva comum." TJPR:
8327844 PR 832784-4.
JULGADOS
APELAÇÃO. FURTO QUALIFICADO. AUTORIA MEDIATA. PROVA.
Subtração de toca-fitas, do interior de veículo estacionado na via pública.
Seriam partícipes os que limitam a instigar e prestar auxílio, vigiando o local e
avisando da presença de policiais, nas proximidades do veículo. Mas sendo o
executor menor inimputável, as condutas acessórias assumem a condição de
autoria mediata. [...] Apelo parcialmente provido e punibilidade extinta.
(Apelação Crime Nº 70002786135, Oitava Câmara Criminal, Tribunal de
Justiça do RS, Relator: Tupinambá Pinto de Azevedo, Julgado em
29/10/2003)
JULGADOS
FURTO QUALIFICADO: PROVA DE QUE O ACUSADO SE UTILIZAVA DE
MENORES INIMPUTÁVEIS PARA, POR INTERMÉDIO DELES, COMETER
CRIMES DE FURTO. AUTORIA MEDIATA. - CORRUPÇÃO DE MENORES:
PROVA DUVIDOSA SOBRE A CONDIÇÃO MORAL DOS MENORES, DE
SORTE A JUSTIFICAR QUE O RÉU SEJA ABSOLVIDO DESSA ACUSAÇÃO
POR INSUFICIÊNCIA DOS MEIOS PROBATÓRIOS. - NO CONCURSO DE
CRIMES A PENA DE MULTA É APLICADA DISTINTA E INTEGRALMENTE,
UMA PARA CADA CRIME CONCORRENTE, PORQUANTO, NÃO ESTÁ
SUJEITA AO PRINCÍPIO DA ABSORÇÃO, O QUAL VALE TÃO SÓ PARA A
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE (ART. 52 DO CP). IMPOSSIBILIDADE DE
CORREÇÃO DA SENTENÇA POR IMPORTAR JULGAMENTO PARA PIOR.
(Apelação Crime Nº 22906, Segunda Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do
RS, Relator: Ladislau Fernando Rohnelt, Julgado em 17/05/1979)
JULGADOS
APELAÇÃO. ART. 297, CAPUT, DO CP. CARTEIRA DE IDENTIDADE. SUBSTITUIÇÃO
DA FOTOGRAFIA. AUTORIA COMPROVADA. ausente prova direta de que o acusado
falsificou a carteira de identidade, mas sobressaindo como o único interessado na
realização da contrafação, deve ser mantida a condenação nas sanções do art. 297 do
CP. Ninguém falsifica documento se não for a pedido ou pago pelo interessado na
falsificação. Na mais remota hipótese, o acusado foi partícipe do crime. Apelação da
defesa, improvida. (Apelação Crime Nº 70043626654, Quarta Câmara Criminal,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Gaspar Marques Batista, Julgado em 18/08/2011).
CONCUSSÃO - ASSESSORA DE DEPUTADO ESTADUAL - CONTRIBUIÇÕES
EXIGIDAS DE SERVIDORES DO GABINETE - DENÚNCIA REJEITADA - APELAÇÃO
NEGADA. Assessora de deputado estadual incumbida de solicitar e receber
contribuições financeiras dos servidores do gabinete do parlamentar não é co-autora ou
partícipe do crime de concussão, ainda que estivesse encarregada dos lançamentos
das quantias arrecadadas, na contabilidade organizada para o registro das receitas e
despesas do gabinete, principalmente se do exame de tais lançamentos, vê-se claro
indicativo de que também era um dos contribuintes para a atividade política do
parlamentar. Apelação negada, no sentido de confirmar-se a rejeição da denúncia
contra a servidora. (Apelação Crime Nº 70041509993, Quarta Câmara Criminal,
Tribunal de
Justiça do RS, Relator: Gaspar Marques Batista, Julgado em 09/06/2011)
JULGADOS
APELAÇÃO CRIME. TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO MANTIDA.
ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO NÃO COMPROVADA. PENA-BASE MANTIDA.
RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO 1. Associação para o tráfico. O fato de os
agentes que praticam o crime de tráfico manter relacionamento conjugal, por si só, não
configura a associação para o tráfico. No caso, inexistem elementos demonstrando
vínculo associativo, voltado para o ilícito, com o propósito societário. Não comprovada
a associação para a prática da traficância. (Apelação Crime Nº 70048655203, Terceira
Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Jayme Weingartner Neto, Julgado
em 04/10/2012).
JULGADOS
PENAL E PROCESSO PENAL. CRIME CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO
NACIONAL.OBTENÇÃO DE FINANCIAMENTO MEDIANTE FRAUDE. AUTORIA DO
FALSUM.IRRELEVÂNCIA. MANDATÁRIO DA EMPRESA. AUTOR MEDIATO.
DOMÍNIO DA ORGANIZAÇÃO. CRIME CARACTERIZADO.
1. O crime previsto no art. 19 da Lei nº 7.492/86 perfectibiliza-se quando a liberação do
financiamento obtido junto à instituição financeira é realizada mediante a apresentação,
pelo mutuário, de documento cuja inidoneidade era de seu conhecimento, afigurando-
se irrelevante a autoria da contrafação.
2. Diante da insuficiência das categorias tradicionais de co-autor e partícipe para a
atribuição da responsabilidade penal individual, em vista do modelo organizacional que
passou, na época moderna, a caracterizar a prática delitiva societária, construiu-se,
doutrinariamente, o conceito de autor mediato, assim compreendido como sendo o
agente que não tem, propriamente, o domínio do fato, mas sim o da organização, o que
sobressai mormente quando o superior hierárquico "sabe más sobre la peligrosidad
para los bienes juridicos que su proprio subordinado" (DIEZ, Carlos Gómez-Jara.
¿Responsabilidade penal de los directivos de empresa en virtud de su dominio de la
organización? Algunas consideraciones críticas. In Revista Ibero-Americana de
Ciências Penais. Porto Alegre: ESMP, 2005. n. 11, p. 13).
OBRIGADO!
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