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Aleitamento materno – para início de conversa
Taísa Vliese�
Se você aguarda a chegada de um bebê ou acabou de passar pela felicidade de ter um, certamente irá compartilhar muitas das idéias e sentimentos expostos neste artigo. Artigo desinteressado que objetiva tratar superficialmente de um assunto de tamanha importância para o desenvolvimento saudável do recém-nascido: o aleitamento materno.
Todos nós temos uma memória sobre o aleitamento. Memória formada por conteúdos conscientes pois muito se fala sobre o tema. Memória formada por conteúdos recalcados e que nos marcaram com o prazer da introjeção ou com o desprazer ou angústia da falta.
E por que os psicólogos falam tanto sobre o aleitamento? Muitas seriam as respostas. Minha opção teórica está fundamentada nas idéias da teoria psicanalítica e nas pesquisas da psicologia evolutiva.
De todos os sentidos, o paladar é o que nasce menos desenvolvido no bebê. A natureza é sábia, nos oferece um filhote com predisposição para apreciar apenas o sabor do leite materno pois nasce com as papilas gustativa em desenvolvimento. Mais do que isso, a natureza nos oferece um filhote que sente prazer e satisfação ao sugar, morder, encostar a mucosa da boca na mucosa do seio materno.
Ao ser amamentado, o bebê não recebe apenas o alimento. Recebe o olhar, as expectativas, o investimento e o desejo materno. Com o leite, o bebê recebe as primeiras representações do mundo em que vive, das pessoas que o amam.
Além de ser um alimento completo, estéril, oferecido na temperatura ideal, ele é sugado em pequenos jatos que provocam prazer ao bebê. Ao sugar, ele satisfaz suas pulsões orais, realiza a sua necessidade de preencher o vazio que provoca desconforto no estômago. E mesmo quando está saciado, algumas vezes ainda permanece sugando para obter mais satisfação, para se acalmar, para permanecer mais tempo próximo à mãe.
O aleitamento parece simples, mas não é. Longe de ser um comportamento instintivo, o ato de amamentar deve ser ensinado desde a tenra infância e merece ser acompanhado nos dias seguintes após o parto para oferecer apoio e segurança para a nutriz. 
A cada dia que passa, o bebê sugará com maior desenvoltura. Inicialmente, conseguirá sugar o colostro – líquido rico em anticorpos, também chamado de vacina natural. Pode ser que ainda não apresente eficiência em fazer a pegada adequada no mamilo materno, pois ele acabou de nascer, está se adaptando a este mundo com condições ambientais tão diferentes do espaço intra-uterino. Conforme os dias forem passando e a mãe estimulando o aleitamento (colocando o bebê com pouca roupa, com a boca bem voltada para a sua auréola, ensinando-o a sugar) ele aprenderá a melhor posição para retirar a maior quantidade de leite. 
A posição citada requer colocar o mamilo materno contra o céu da boca ou palato duro e sugar. Este é um padrão de sucção diferente do utilizado em equipamentos como chupeta e mamadeira. Sugar o seio envolve concentração, pressão e persistência. É o primeiro desafio do bebê: colocá-lo na posição de um sujeito desenjante e por conseguinte, faltoso. 
O aleitamento será um fator importante no processo de estruturação psíquica do bebê, pois remete às sensações viscerais de desconforto e fome, satisfação e saciedade. Ao perceber esses estados corporais, o bebê identificará sensações de prazer e desprazer. Buscará a satisfação de suas necessidades.
Se para o bebê o aleitamento é fonte de prazer, o mesmo pode ser dito para a mãe. No entanto, muitas mulheres sentem dificuldade para amamentar seu bebê. Para que isso não aconteça, sugiro o apoio de um profissional para oferecer orientação quanto a preparação do bico, o fortalecimento do tecido para evitar rachaduras, alimentos indicados para aumentar a produção do leite, entre outras. 
Além disso, é importante que a nutriz tenha apoio emocional da família e principalmente, do companheiro, pois algumas mulheres se sentem inseguras diante da responsabilidade que é alimentar seu filho. Se elas puderem compartilhar essa atividade, se sentirão mais amadas e capazes. E os efeitos de um bebê amamentado com tranqüilidade trarão resultados para todos os seus processos de desenvolvimento, para o seu crescimento e para a sua formação como pessoa.
� Autora: É Psicóloga Clínica (UFF/ CRP 05/25977), Mestre em Educação (UFJF), professora da Universidade Estácio de Sá, Coordenadora do Grupo Broto – Formação de Babás e Baby Sitters. Autora do Livro: Graciliano Ramos: A Infância pelas mãos do escritor – Um ensaio sobre a formação da subjetividade na psicologia sócio-histórica ( MUSA/EDUFJF). 
Contato: Cel 9857-9440. tavliese@terra.com.br