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CNIDÁRIOS
Bruna Caputo
Fernanda Leal
Gabrielle Macedo
Marina Brito
Renata Rosental
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C. quinquecirrha
Sea Nettle (Chrysaora quinquecirrha)
C. fleckeri
Sea Nettle (Red Marron Markings)
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Classe Anthozoa. Estrutura de uma anêmona-do-mar – Metridium. Uma parte do corpo foi retirada para mostrar aspectos internos. Secções transversais ao nível e abaixo da faringe mostram a disposição dos septos
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Tipos de corais (Classe Anthozoa) A -Solitário, e B-E, porções de corais pétreos coloniais (Ordem Madreporaria). F - Coral córneo (Ordem Gorgonacea). (De Wolcott, Animal Biology.)
Formação de um atol coralino segundo Darwin.
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Cnidário (grego: knide= urtiga, que arde, queima)
O Filo é composto de animais diploblastos de simetria radial, com cerca de 11 mil espécies de maioria marinha apresentando forma colonial, com inúmeros tentáculos contendo nematocistos.
Quatro classes:
1. Hydrozoa
2. Scyphozoa
3. Cubozoa 
4. Anthozoa 
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Hydrozoa – composta por cerca de 3 mil espécies, maioria marinhas e de colônia fixas de formas variadas. Existem grandes colônias flutuantes (caravela-portuguesa), corais de fogo e formas meduzóides planctônicas.
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2. Scyphozoa – composta por cerca de 200 espécies, maioria das formas meduzóides = água-viva ou mãe-d’água. tamanho variado de 1mm a 1m de comprimento ou com 2m de diâmetro. 
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3. Cubozoa - composta por cerca de 16 espécies. Antiga ordem da classe Syphozoa. A espécie Chinorex que ocorre no litoral australiano é a mais tóxica ao homem. Um acidente com Tomoya haplonema, em São Sebastião, SP, foi reportado em 1997.
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4. Anthozoa (do grego, anrthos= flor, zoon= animal). Composta por cerca de 6.500 espécies. Espécies do gênero Hexacorallia apresentam espirocistos que diferem dos nematocistos por apresentar membrana mais fina, não injeta toxinas e contêm microtúbulos no lugar de espinhos. 
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Características gerais
Pluricelulares
Enterozoários (com cavidade gástrica)
Diblásticos
Sistema nervoso difuso
Simetria radial
Acelomado
Possuem células 
urticantes (cnidócitos)
 localizadas nos nematocistos
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Reprodução
Assexuada: por brotamento
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Sexuada: por metagênese
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Classificação
Hydrozoa (Hidrozoários)
Espécies na forma de pólipo e medusa.
Apresentam alternância de gerações.
Obelia (colônia) Physalia (colônia) Hidra 
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Scyphozoa (cifozoários)
Sempre marinhos, com a
forma medusa mais desenvolvida 
que a dos hidrozoários.
Realiza alternância de gerações.
 Água-viva
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Anthozoa (antozoários)
Representados essencialmente ela forma de pólipo; são marinhos e podem ter vida isolada, como a anêmona, ou formar colônias, como os corais.
Anêmona Corais
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Cubomedusas (Cubozoa)
		Os cubozoários não são estritamente medusas. O nome da classe refere-se ao aspecto visual dos sifões, que lembram um cubo (ao contrário das medusas, que são circulares). O grupo é típico do Oceano Pacífico e inclui alguns dos mais venenosos animais existentes na atualidade.
							Carybdea
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Inoculador de peçonha
Nematocistos
Tipo penetrante
Perfura a pele e inocula a peçonha
Tipo envolvente
Enrola em torno dos pêlos da pele e, ao coçarmos, estouram-se as bolsas com peçonha.
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Exemplos de espécies peçonhentas:
Hidróides e plumas-do-mar:
Vivem em águas rasas e embora alguns ataques
possam provocar sensações urticantes por até uma semana, na maioria das vezes os danos de um contato são bastante brandos, 
pouco capazes de ocasionar lesões sérias e dolorosas. 
Plumas-do-mar
Hidróides
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Falsos corais urticantes:
No homem, o contato com as áreas mais sensíveis do corpo produz imediata sensação de queimação que pode evoluir, 
horas depois e de acordo com a espécie envolvida, para lesões urticantes que variam de intensidade. Algumas espécies conhecidas
como 'coral-de-fogo' possuem poderosos nematocistos capazes de infligir lesões bastante dolorosas.
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Medusas:
A maioria das espécies ocorrentes no litoral brasileiro não apresentam grande risco para o homem. Porém, 
exitem espécies do gênero Olindias ocorrentes no sul do Brasil que podem provocar lesões moderadas (sensação de queimação seguida 
por linhas esbranquiçadas com contorno avermelhado). A dor pode persistir por horas e nos casos mais graves podem ocorrer
também febre e dificuldades respiratórias.
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Corais
- Pólipo em forma de anêmona
- Acidentes: contato brusco com a região calcificada, levando a escoriações localizadas que podem ser dolorosas e potencialmente infectantes
-A gravidade das lesões depende de diversos fatores
-Negligência por parte dos pacientes 
 
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Anêmonas do mar
-Pólipos
-Nematocistos na região da boca
-Contato com o animal:geralmente provoca apenas irritaçoes locais
-As reações mais severas envolvem edema na área atingida
 
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Veneno
Mistura de vários polipeptídeos.
Ação proteolítica podendo provocar inflamação extensa na pele e até necrose.
Ação neurotóxica que desorganiza a atividade condutora cardíaca levando a arritmias sérias, altera o tônus vascular e pode levar à insuficiência respiratória por congestão pulmonar.
Ação hemolítica (Physalia)
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Quadro clínico
Manifestações locais
Ardência e dor intensa que
 podem durar de 30 minutos 
a 24 horas.
Placas e pápulas urticariformes
 lineares que podem originar 
bolhas e necrose.
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REAÇOES LOCAIS :
**90,3% dos acidentes registrados houve aparecimento de placas lineares urticariformes .
** 83,9% relataram ocorrência de edema/eritema
**93,5% dor intensa.
REACOES SISTEMICAS:
**9,7% registraram sudorese e mal estar em geral
**3,7% registraram edema de glote/hipotensão 
 
Sinais e sintomas apresentados pelos 31 pacientes vitimados por cnidários(Fonte: HADDAD JR., 1999). 
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Cnidoblastos em esquema. A – Cnidoblasto com nematocisto intacto; B – início do processo de descarga; C – descarga do filamento liberando o líquido urticante da cápsula. 
Estrutura de Hidra sp, vista ao microscópio. A – animal completo em corte longitudinal; B – pormenor da parede do corpo mostrando a estrutura histológica; C – corte transversal do corpo. (Modificado de Storer e Usinger.)
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Nematocistos descarregados de Corynactis californica. x 1000. (De Dr. R. Mariscal, Florida State University.)
Os nematocistos ou cápsulas urticantes de hidra. (De Schulze)
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Manifestações sistêmicas
Nos casos mais graves há relatos de cefaléia, mal-estar, náuseas, vômitos, espasmos musculares, febre, arritmias cardíacas.
- A ingestão de celenterados pode levar a quadros gastrintestinais alérgicos e quadros urticariformes.
A gravidade depende da extensão da área comprometida.
- O óbito pode ocorrer por efeito do envenenamento
(insuficiência respiratória e choque) ou por anafilaxia.
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	Tratamento Geral
Aspectos progressivos a serem considerados:
 O contato inicial resulta em modesta inoculação pelos nematocistos;
Quanto mais tempo o tentáculo permanecer em contato com a pele, mais nematocistos poderão ser descarregados, já que as descargas são contínuas;
Muitos pedaços de tentáculos podem grudar na vítima se esta entra em pânico e se debate frente ao animal;
Os esforços da vítima, ainda dentro d’água, podem aumentar as descargas de nematocistos.
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Algumas Discussões:
A vítima deve manter-se calma e sair da água o mais rápido possível, para só então, cuidadosamente, fazer a remoção dos tentáculos;
Soluções alcoólicas
não devem ser utilizadas – risco de produzir mais descargas e aumentar a agonia da vítima;
Embora sem comprovação médica, soluções diluídas de bicarbonato de sódio, hidróxido de amônia e soro do mamão papaia têm sido utilizadas com relativo sucesso para reduzir a ação da peçonha. (desaconselhável);
Vinagre, também muito utilizado, somente desativa descargas posteriores, além de poder produzir efeito de ativação de descarga em algumas espécies;
O resfriamento do local da lesão através da aplicação de bolsas com gelo com o objetivo de reduzir a dor local gera contradições entre autores;
Antídoto a partir da Chironex fleckeri tem sido capaz de neutralizar efeitos locais e sistêmicos em vários banhistas australianos atingidos por essa espécie
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Objetivos dos Primeiros Socorros:
Minimizar o número dos nematocistos na pele;
Diminuir os efeitos da peçonha inoculada;
Aliviar a dor;
Controlar sua repercussão sistêmica.
ABC da vida – prioridade em qualquer atendimento de primeiros socorros é a atenção, verificação e o cuidado com as vias aéreas (airway), respiração (breathing) e circulação (circulation).
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Rotina de Tratamento para Vítima de acidente com
celenterados:
Lavar abundantemente a região atingida com a própria água do mar para remover o máximo de tentáculos aderidos à pele. (água doce – estimula a peçonha);
Não tentar retirar tentáculos com técnicas agressivas;
Utilizar vinagre por cerca de 10 min para prevenir novas inoculações;
Remover os tentáculos maiores utilizando luvas e pinças. Os fragmentos menores e invisíveis podem ser tricotomizados com barbeador ou lâmina afiada, lembrando-se de não esfregar a região;
Lave novamente com água do mar e reaplique vinagre por 30min;
Havendo dor, pode-se utilizar analgésicos;
Havendo reação alégica/infamatória, pode-se aplicar uma camada fina de loção corticóide betametazona de duas a três vezes ao dia. Nos casos mais graves, utilize anti-histamínicos ou corticóides orais;
Em caso de infecção secundária, será necessário uso de antibióticos de acordo com a gravidade
Consulte sempre um médico para orientação.
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Escoriações provocadas por espículas calcárias de corais vivos:
Imediata assepsia da região;
Banhe vigorosamente a região, com água salgada ou doce (não há nematocistos envolvidos), para remover todo o material estranho aderido na área lesionada;
Utilizar sabão neutro e água doce para lavar bem a ferida;
Após a limpeza, aplicar pomada antisséptica (com neomicina ou bacitracina) e cobrir a ferida com curativo tipo gaze, que deve ser trocado diariamente;
Medicação antitetânica profilática é indicada;
A ferida costuma demorar a cicatrização;
Todo tecido morto deve ser retirado cirurgicamente com pinça ou tesoura até a formação de um tecido granulado e sadio;
Havendo infecção secundária, utilize antibióticos.
	 Consulte sempre um médico para orientação.
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Acidentes envolvendo cnidários
 O grande número de registros se deve à falta de informações e descuido dos banhistas em relação a estes animais. Os banhistas constituem mais de 90% das vítimas .
Há incidência maciça dos acidentes em determinados meses do ano. Isto se deve a um maior número de águas-vivas nas praias, em águas rasas. Mais especificamente, estes acidentes são registrados em períodos de 2 ou 3 dias, em determinadas praias
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Casos
http://www.youtube.com/watch?v=PwOSVKP_cMc
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A Gravidade dos acidentes varia de acordo com:
* A Espécie de cnidário:
As mais perigosas são as cubomedusas dos gêneros Carybdea e Chiropsalmus. Este último, pertence à ordem Chirodropidae, que abriga as águas-vivas consideradas as mais peçonhentas criaturas do planeta. Denominadas vulgarmente de vespas-do-mar, podem, em um processo rápido, provocar, além de erupções e dor lancinante, falência circulatória, paralisia respiratória e morte. 
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A área do corpo atingida 
O tempo de contato(Quanto mais tempo o tentáculo permanecer em contato com a pele, mais nematocistos poderão ser descarregados, já que as descargas são contínuas )
A idade, o estado de saúde da vítima 
A sensibilidade de cada pessoa 
-Sintomas clínicos e severidades produzidas pelos
 acidentes:
 -relativas ao homem 
 -relativas ao animal
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Prevenção geral
- Nadar e andar bem devagar em locais de ocorrência desses animais
- Se possível, usar roupas escuras, como as de mergulho
- Evitar nadar em locais habitados por esses animais depois de tempestades ou ressacas
- Proteger as mãos ao remover tentáculos grudados na vítima

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