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José, juiz de direito do Tribunal de Justiça de São Paulo, depara-se com um processo em que figura na condição de ré uma grande amiga de infância de sua filha. Não havendo causa de impedimento ou suspeição, separa o processo para proferir, com calma, na manhã seguinte, uma sentença condenatória bem fundamentada, pois sabe que sua filha ficaria chateada diante de sua decisão. Ocorre que, por descuido, esqueceu o processo no armário de seu gabinete por 06 meses, causando a prescrição da pretensão punitiva. Considerando a hipótese narrada, é correto afirmar que a conduta de José:
(A) é atípica, sob o ponto de vista do Direito Penal;
(B) configura a prática do crime de prevaricação, pois presente o elemento subjetivo da satisfação de sentimento pessoal;
(C) configura a prática do crime de condescendência criminosa;
(D) configura a prática do crime de prevaricação, bastando para tanto o dolo genérico;
(E) configura a prática do crime de corrupção passiva.
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ano passado

Respostas

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ano passado

Vamos analisar as alternativas apresentadas em relação à conduta de José, juiz de direito, que deixou de proferir uma sentença em um processo, resultando na prescrição da pretensão punitiva. (A) é atípica, sob o ponto de vista do Direito Penal; - Essa alternativa sugere que a conduta não se enquadra em nenhum tipo penal, o que não é o caso, pois há uma conduta que pode ser analisada sob a ótica da prevaricação. (B) configura a prática do crime de prevaricação, pois presente o elemento subjetivo da satisfação de sentimento pessoal; - A prevaricação ocorre quando um funcionário público retarda ou deixa de praticar ato de ofício para satisfazer interesse pessoal. A situação descrita sugere que José agiu com a intenção de evitar que sua filha ficasse chateada, o que pode caracterizar o elemento subjetivo. (C) configura a prática do crime de condescendência criminosa; - A condescendência criminosa se refere a quando um funcionário público deixa de agir em relação a um crime em razão de amizade ou afinidade, mas não se aplica diretamente ao caso, pois não se trata de deixar de agir em relação a um crime, mas sim de não proferir uma sentença. (D) configura a prática do crime de prevaricação, bastando para tanto o dolo genérico; - Essa alternativa também é válida, pois a prevaricação pode ocorrer com dolo genérico, mas a alternativa (B) é mais específica ao mencionar o elemento subjetivo. (E) configura a prática do crime de corrupção passiva; - A corrupção passiva envolve a aceitação de vantagem indevida, o que não se aplica ao caso descrito. Após essa análise, a alternativa que melhor se encaixa na conduta de José é: (B) configura a prática do crime de prevaricação, pois presente o elemento subjetivo da satisfação de sentimento pessoal.

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