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Aula 7: O conceito de traço e os seus principais usos
Em geral, as pessoas em seu cotidiano tentam classificar os outros em categorias ou tipos humanos para melhor entendê-los. Esta idéia é traduzida no conceito de traço. Ao invés de explicarmos a dinâmica oculta da personalidade, como a teoria psicanalítica, a Teoria dos Traços de Personalidade procura padrões identificáveis (ou motivos conscientes) de comportamento (podem referir-se a vários aspectos da personalidade, como temperamento, ajustamento, valores etc.).
A história da investigação dos traços (diz respeito à consistência comportamental de uma pessoa, isto é, é um aspecto invariável do comportamento de uma pessoa) remonta aos gregos antigos. Eles descreviam as pessoas em quatro tipos, dependendo do seu humor predominante: sanguíneas (otimistas), melancólicas (deprimidas), fleumáticas (desprovidas de emoções) ou coléricas (irritadas).
Obviamente, tal classificação evoluiu muito ao longo do tempo. Hoje, você irá ser apresentado a alguns teóricos de destaque nessa área, a saber: Allport e Cattell.
 Gordon Allport (1897-1957) vê a personalidade como uma organização de padrões de comportamento identificáveis. Desta forma, cada um de nós possui qualidades únicas. Além disso, o fato de pessoas pertencerem a uma mesma cultura nos leva a crer que tentam uma mesma estrutura de organização (traço). Um exemplo disso seria o comportamento pragmático dos norte-americanos.
	
		Allport foi um psicólogo americano cujas principais obras são Becoming, Pattern and Growth in Personality e The Individual and his Religion. Deixou seu legado à Psicologia com a Escala de Allport, definida em seu livro A natureza do preconceito, de 1954, na qual pretendia mensurar a extensão do preconceito numa determinada sociedade. O autor confeccionou uma lista de 18.000 adjetivos ingleses para descrever pessoas.
A partir da década de 40, Raymond Cattell (1905-1998), psicólogo orientado para aspectos quantitativos, agrupou e classificou os termos da lista de Allport de 18.000 palavras inglesas utilizadas para descrever pessoas e, com base nessas características, submeteu os dados à análise fatorial. Este tipo de análise é uma importante técnica estatística. 
Quer saber como fez? Ele analisou 16 fatores básicos da personalidade, e, a partir deles, os traços da personalidade foram descritos.
Atenção:
Com base na análise de Allport, hoje existe um teste psicológico chamado 16PF.
Além de Cattell acreditar que a proposta de uma teoria da personalidade deva predizer o que uma pessoa fará em determinada situação, também ofereceu à abordagem dos TRAÇOS uma direção bem empírica e estatística, conforme o quadro a seguir, baseado em oposições:
 
1. A profissão de vendedor ou cargo que tenha contato com o público diretamente privilegia alguns traços de personalidade, EXCETO: 
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1) Extroversão; 
2) Amabilidade; 
3) Ansiedade; 
4) Sociabilidade. 
	
2. Considerando ser assertivo como um fator de personalidade, podemos dizer que: 
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1) Faz parte do conceito de disposição secundária para Allport; 
2) É um dos 16 fatores derivados de dados de questionários organizados por Catell; 
3) Tem relação com o conceito de caráter; 
4) Faz parte da estrutura de personalidade. 
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3. O teste 16 P.F. de Catell é composto: 
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1) de todos os traços de personalidade encontrados nos indivíduos. 
2) dos dados da história de vida dos indivíduos. 
3) de uma avaliação qualitativa da personalidade. 
4) de uma análise fatorial dos traços de personalidade. 
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