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DESENVOLVIMENTO HUMANO III
O FINAL DA VIDA
 Todo o tempo em que pensei que estava aprendendo a viver, 
 estive aprendendo a morrer.
 Leonardo Da Vinci
Introdução
 A morte faz parte do processo de desenvolvimento humano e está presente em nosso cotidiano. Diferentes profissionais – especialmente os profissionais da saúde – interagem com o processo de morte e morrer na sua atividade profissional. Entretanto, além de estarmos inseridos num contexto sócio-histórico de negação da morte, a formação profissional caracteriza-se pela ênfase nos aspectos teórico-técnicos. Considerando que a compreensão sobre a morte influencia na qualidade de vida da pessoa e também na maneira como ela interage na sua atividade profissional com o processo de morte e morrer.
 Os seres humanos são indivíduo; passam por diferentes experiências e reagem a elas de formas distintas. Mas uma parte inevitável da vida de todo mundo é o seu fim. Quanto melhor compreendemos esse fato inevitável e quanto mais sabiamento o abordarmos, mais plenamente podemos viver até ele chegar.
Perda, Morte e luto
Perda: significa privação e qualquer pessoa que passe por privação sente-a como a pior dor do mundo;
Morte: é sentida como desamparo;
Luto: sentimento de tristeza profunda em decorrência de uam perda. Pode ser algo positivo ou negativo.
Morte e Luto: Contexto Social,Cultural e Histórico
 Embora a morte e o luto sejam experiências universais, possuem um contexto cultural.Os custumes relativos a remoção e a recordação dos mortos, a transferência de posses e até a expressão de dor variam muito de cultura para cultura e, com frequência, são regidos por prescrições religiosas ou legais que refletem a visão que a sociedade tem do que é a morte e do que acontece depois.
Enfrentando a Morte e a Perda: Questões Sociais e Psicológicas 
 
 “…morrer faz parte de viver, e confrontar o fim da vida pode dar um significado mais profundo para a vida como um todo”.
 
Enfrentando a Morte e a Perda: Questões Sociais e Psicológicas 
 Vários fatores influenciam o modo como reagimos a perdas como a morte:
Idade;
Relação com quem morreu;
Saúde;
O quão repentina foi a o perda;
Cultura;
Crenças religiosas;
Segurança financeira;
Vida social;
Antecedente de outras perdas ou eventos traumáticos 
Tentar negar o sofrimento ou evitá-lo, parece apenas criar uma problema maior no futuro. 
“Etapas”do Morrer
Segundo a psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross, existem cinco etapas na conciliação com a morte:
Negação;
Raiva;
Barganha;
Depressão e
Aceitação.
Padrões de Pesar
 O pesar como o morrer, é uma experiência altamente pessoal. Hoje, a pesquisa contesta noções anteriores de um único padrão “normal” de pesar e uma sequência “normal” de recuperação.
 Talvez o padrão mas amplamente estudado de pesar tenha três etapas:
Choque e descrença;
Preocupação com a memória da pessoa falecida e 
Resolução 
Morte e Luto durante o Ciclo de Vida
 
 Não existe um modo único de ver a morte em qualquer idade; as atitudes das pessoas perante ela, refletem sua personalidade e sua experiência, assim como o quanto elas acreditam estarem próximas de morrer. Mesmo assim, existem amplas diferenças de desenvolvimento. 
Morte e Luto durante o Ciclo de Vida
Infância: Somente entre as idades de 5 e 7 anos a maioria das crianças entende que a morte é irreverssível. Aproximadamente na mesma idade percebem outros dois conceitos sobre a morte: que ela é universal ( todas as coisa vivas morrem) e que uma pessoas morta é não- funcional ( todas as funções vitais cessam com a morte.
Morte e Luto durante o Ciclo de Vida
Adolescência: A morte não é algo sobre qual os adolescêntes pensam muito, a menos que se vejam diante dela. Mesmo assim, em muitas comunidades em que os adolescêntes vivem, a violência e a ameaça de morte são fatos inescapáveis da vida diaria.
Morte e Luto durante o Ciclo de Vida
Idade Adulta: Jovens adultos que concluíram sua educação e envolveram-se na carreira, no casamento ou na criação dos filhos, geralmente estão ávidos para viver a vida para qual se preparam.Caso sejam atingidos por uma doença ou dano potencialmente fatal, tendem a ficar extremamente frustrados.
Meia Idade: A maioria das pessoas percebem com mais clareza do que antes que vào de fato morrer. Seus corpos podem sinalizar que já não são jovens, ágeis e vigorosos quanto antes.Cada vez mais elas pensam sobre quantos anos podem lhe restar e como melhor aproveitar esses anos.
Morte e Luto durante o Ciclo de Vida
Adultos mais Velhos: Possuem sentimentos mistos sobre a perspectiva de morrer.Perdas físicas e outros problemas e perdas da velhice podem diminuir seu desejo de viver.
Três perdas especialmente difíceis que podem acontecer na idade adulta são:
A morte do cônjuge;
De um progenitor e 
De um filho.
A Morte do Cônjuge
A viuvez é um dos maiores desafios emocionais que podem confrontar um ser humano. 
Muitos adultos constataram que adultos idosos adaptam-se melhor à viuvez do que adulto mais jovens.
Embora leve tempo para que a dor cure, a maioria dos casados por reconstrói sua vida. Solidão, tristeza e depressão, dão lugar à confiança na capacidade de viverem sozinhos. As pessoas que melhor se adaptam, são as que se mantêm ocupadas, assumem novos papéis ou tornam-se envolvidas em atividades correntes.
Perdendo um dos Pais
Entrevistas aprofundadas com 83 voluntários de 35 a 60 anos, constataram que a maioria dos filhos adultos que perderam um dos pais ainda experimentam sofrimento emocional – de tristeza e choro até depressão e pensamentos suicidas – após um a cinco anos, especialmente após a perda da mãe (Scharlach e Fredriksen, 1993). Mesmo assim, a morte de um genitor pode ser uma experiência de amadurecimento. Ela pode impelir as pessoas a resolver questões de desenvolvimento importantes: realizar um senso de identidade mais forte e uma consciência mais premente e realista de sua própria mortalidade, juntamente com um maior senso de responsabilidade, comprometimento e conexão com os outros (Moss e Moss, 1989; Scharlach e Fredriksen, 1993).
Perdendo um Filho
Outrora, não era incomum que um pai enterrasse um filho. Hoje, com os avanços da medicina e com o aumento na expectativa de vida nos países industrializados, a mortalidade infantil atingiu os menores índices já registrados, e uma criança que sobrevive aos primeiros anos de vida é muito mais propensa a viver até a velhice.
Os pais raramente estão preparados emocionalmente para a morte de um filho.
Se um casamento é forte, o casal pode unir-se, apoiando-se mutuamente em sua perda comum. Mas, em outros casos, a perda enfraquece e destrói o casamento. 
Questões Médicas, Legais e Éticas: O Direito de Morrer
A pessoa tem direito de morrer?
Quem decide se vale ou não apena prolongar a vida?
Essas e outras questões morais, éticas e legais confrontam indivíduos, médicos, sociedade – questões que envolvem qualidade de vida e a natureza das circunstancias da morte.
Suicídio 
Embora o suicídio não seja mais crime nas sociedades modernas, ainda existe um estigma contra ele, baseado em proibições religiosas e no interesse da sociedade em preservar a vida. Uma pessoa que expressa pensamentos suicidas pode ser considerada – muitas vezes, por bons motivos – mentalmente doente.
 
Suicídio 
Embora algumas pessoas que pretendam se suicidar escondam cuidadosamente seus planos, sempre há indícios que podem denunciar, como:
Afastar-se da família e dos amigos;
Falar sobre morte e sobre além-mundo;
Falar sobre suicídio;
Doar bens valiosos;
Abuso de drogas e álcool;
Expressões como raiva, tédio e apatia, entre outros. 
Eutanásia e Suicídio Assistido
Eutanásia Ativa: Ação tomada deliberadamente para encurtar a vida, afim de cessar o sofrimento ou de permitir que uma pessoa com doença incurável morra com dignidade.
Eutanásia Passiva: Consiste na suspensão ou
na interrupção de tratamento que pode prolongar a vida de um paciente com doença incurável, como medicação, sistemas de suporte vital ou sondas de alimentação.
Suicídio Assistido: O médico ou outra pessoa ajuda o indivíduo a se matar. 
Diretivas de Avanço
As mudanças de atitude para com o auxílio para morrer podem ser atribuídas sobre tudo à revolta contra tecnologias que mantêm os pacientes vivos contra sua vontade, apesar de intenso sofrimento e , às vezes, mesmo depois de o cérebro ter, para todas as finalidades práticas, parado de funcionar.
Mesmo com diretivas de avanço, contudo, muitas pessoas morrem sofrendo após tratamento prolongado infrutífero. 
Em um estudo de cinco anos com cerca de 9 mil pacientes com doença terminal em cinco hospitais-escola, os médicos, muitas vezes, desconheciam o desejo do paciente de não ser ressuscitado em caso de parada cardíaca. 
Auxílio Médico para Morrer
A questão do auxílio para morrer tornar-se-á mais premente à medida que a população envelhecer .
Nos próximos anos, tantos os tribunais como o povo, serão forçados a se reconciliar com essa questão, pois números crescentes de pessoas reclamam o direito de morrer com dignidade e com ajuda.
Encontrando Significado e Propósito na Vida
Para Durlak (1973), pessoas com maior propósito tem menos medo de morrer.
Para Kubler-Ross (1975), enfrentar a realidade da morte é o segredo para viver uma vida significativa:
 
 É a negação da morte que é parcialmente responsável pelas vidas vazias e sem sentido das pessoas, pois quando você vive como se fosse viver para sempre, fica muito fácil adiar as coisas que você sabe que precisa fazer. Em contraste, quando você compreende plenamente que cada dia que você vive poderia ser o último, você utiliza o tempo daquele dia para crescer, para se tornar mais quem você realmente é, para se aproximar de outros seres humanos. (p.164) 
Reavaliar uma Vida
 A reavaliação da vida pode, evidentemente, ocorrer em qualquer época. Contudo, ela pode ter especial significado na velhice, quando ela pode promover integridade do ego – segundo Erikson, a tarefa final crítica do ciclo de vida. À medida que o fim da jornada se aproxima, as pessoas podem examinar suas realizações e seus fracassos e peguntar a si mesmas o que sua vida significou. A consciência da mortalidade pode ser um impulso para reavaliar valores e ver nossas experiências e nossas ações sob uma nova perspectiva. 
Desenvolvimento: Um Processo Vitalício
 Com o ciclo de vida limitado, ninguém pode realizar todas as suas potencialidades, gartificar todos os seus desejos, explorar todos os seus interesses ou experimentar toda a riqueza que a vida tem a oferecer. A tensão entre as possibilidades de crescimento e um tempo finito para efetuar o crescimento define a vida humana. Pela escolha de que possibilidades explorar e, continuando a persigui-las o máximo possível, mesmo até o próprio fim, toda pessoa contribui para história inacabada do desenvolvimento humano. 
Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo.
 Charles Saint - Beuve
Bibliografia
Desenvolvimento Humano, Diane E. Papalia
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s1413-294x2006000200010&script=sci_arttext
 http://www.slideshare.net
Matéria: Desenvovimento Humano 3
Professora: Célia Pessoa
Acadêmicos: Isis Moreira de Mattos Mat.: 20100218636-6

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