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(c) Roberto de Avillez 2009 1
Células Eletroquímicas
São sistemas constituídos de, pelo menos, quatro fases: fio 
condutor de elétrons, material α, material β e eletrólito
Δϕ
Eletrólito
HCl
α β
●α é um fio de Pt com H2 borbulhando ao 
redor, também denominado de Eletrodo 
Normal de Hidrogênio (Normal Hydrogen 
Electrode, NHE)
●β é um fio de Ag com uma camada de 
AgCl
●Eletrólito uma solução aquosa de HCl
Pt∣H 2∣H1 ,Cl−1∣AgCl∣Ag
Nesta representação, as barras verticais 
indicam uma mudança de fase, enquanto 
a vírgula separa componentes na mesma 
fase.
 (c) Roberto de Avillez 2009 2
Células Eletroquímicas: uma classificação
● Células Galvânicas Reversíveis
● A inversão da polaridade com a aplicação de uma 
voltagem (em módulo) maior que a gerada pela célula 
quando em circuito fechado reverte todas as reações 
químicas.
● Células Galvânica Não Reversíveis
● A inversão da polaridade com a aplicação de uma 
voltagem (em módulo) maior que a gerada pela célula 
quando em circuito fechado cria um novo conjunto de 
reações químicas.
● Células de Combustível (fuel cells)
● Células que permitem reações do tipo O2 – H2
● Células Eletrolíticas
● Células operadas com a aplicação de um potencial elétrico 
externo.
 
 
 (c) Roberto de Avillez 2009 3
Células Eletroquímicas Reversíveis
A reação de algumas células pode ser revertidas no sentido que 
toda a reação inverte sua direção (quimicamente reversíveis):
Δϕ
Eletrólito
HCl
α β
●Na reação acima o eletrodo de Pt é 
negativo. 
●A tensão nos fios externos quando 
abertos é de 0,222 V.
●Quando eles são conectados entre si, 
ocorre a reação:
Pt∣H 2∣H1 ,Cl−1∣AgCl∣Ag
2Ag2H12Cl−1H 22AgCl
●A aplicação de uma tensão oposta e 
maior à tensão de circuito aberto 
resulta na reação:
H 22AgCl 2Ag2H12Cl−1
anodo
anodo catodo
 (c) Roberto de Avillez 2009 4
Reações Parciais
Nas células eletroquímicas, reações distintas ocorrem em 
cada eletrodo.
Na condição de circuito aberto, a célula:
Pt∣H 2∣H1 ,Cl−1∣AgCl∣Ag
Fornece as seguintes reações:
Eletrodo de Ag/AgCl
H 2 2H12e−1Eletrodo de Pt/H2
2AgCl2e−12Ag2Cl−1
H 22AgCl 2Ag2H12Cl−1Reação Completa da Célula
Este fato sugere empregar o conceito de meia célula para 
explicar as reações de uma célula eletroquímica.
Atentar para a condição de neutralidade de cada meia reação.
 
 
 (c) Roberto de Avillez 2009 5
Células Eletroquímicas Irreversíveis
Outras células eletroquímicas apresentam reações que não 
podem jamais serem revertidas (quimicamente irreversíveis).
Zn∣H 1 , SO 4−2∣Pt
O eletrodo de Zn é negativo com respeito ao eletrodo de Platina.
O curto circuito dos fios externos, resulta nas seguintes reações
2H12e−1H 2
ZnH 2SO 4ZnSO 4H 2
ZnZn22e−1
Zn2H1Zn2H 2
A aplicação de um potencial oposto e maior que o potencial 
da reação acima:
2H12e−1H 2
2H2O 2H2O2
2H2OO24H14e−1catodo anodo
catodoanodo
 (c) Roberto de Avillez 2009 6
Força Eletromotriz de Células Eletroquímicas
A desigualdade de Clausius permite mostrar que a pressão e 
temperatura constantes, o trabalho máximo, sob condições 
reversíveis, de um sistema é dado pela relação:
Wmax=UP.V−T. S=G
Para o transporte de um mol de elétrons pelo circuito externo 
de uma célula eletroquímica:
Wmax=−zF 
z é a estequiometria do elétron em cada meia reação, F é a 
constante de Faraday, a carga de um mol de prótons 
transportada pela diferença de potencial Δφ (F=96487 C/mol)
 
 
 (c) Roberto de Avillez 2009 7
Eletrodo Padrão de Hidrogênio
Não é possível medir o potencial de cada meia célula de maneira 
independente. Por isso, decidiu-se estabelecer o potencial de 
redução (oxidação) do Hidrogênio como sendo ZERO e determi-
nar a diferença de qualquer outra meia célula com relação a este 
eletrodo.
Na1e−1=Ca 2,710
Al33e−1=Al −1,662
Zn22e−1=Zn −0,763
Fe22e−1=Fe −0,447
Fe33e−1=Fe −0,037
2H12e−1=H 2 0,000
Cu22e−1=Cu 0,337
Fe3e−1=Fe2 0,771
O24H14e−1=2H2O 1,229
Au1 e−1=Au 1,692
2H1aquoso ,1M 2e−1=H 2gas ,1 atm
 (c) Roberto de Avillez 2009 8
Célula Eletroquímica com Ponte Salina
V
ZnCu
ZnCl2CuCl2
Cu∣Cu2∣∣Zn2∣Zn
A ponte salina permite a condução de íons de cloro entre as duas 
meias células.
Esta célula galvânica causa a redução do cobre e a oxidação do 
zinco
 
 
 (c) Roberto de Avillez 2009 9
Condição de Equilíbrio numa Meia Célula 1/2
Zn22e−1=ZnCu22e−1=Cu
−2− <= Extensão da reação
dG=−Cu2d −2e−1d Cu d 2 F d −2F d 
Os termos que envolvem os potenciais elétricos das fases cobre, α, 
ou eletrólito, ε, correspondem ao trabalho realizado para deslocar os 
elétrons, ou os íons de cobre, respectivamente.
Se T e P forem constantes, a energia de Gibbs passa por um mínimo. 
Como a única variável será a extensão da reação, precisamos derivar 
a energia de Gibbs com relação a esta variável.
dnCu2=−d  dnCu =d  d ne−1=−2d 
dG=−SdTVdPCu2dnCu2e−1dne−1Cu dnCu −F dne−12F dnCu2
Cu∣Cu2∣∣Zn2∣Zn
 (c) Roberto de Avillez 2009 10
Condição de Equilíbrio numa Meia Célula 1/2
Zn −Zn2−2e−1=−2F−
dG
d =−Cu2−2e−1Cu
 2qN o−=0
Para a meia célula do zinco, uma expressão similar pode ser 
determinada. Denominando o zinco metálico de fase β:
Cu −Cu2−2e−1=−2F −
Observar que o campo elétrico no eletrólito foi considerado o 
mesmo presente na outra meia célula.
O potencial químico dos elétrons varia muito pouco e também 
pode ser considerado constante. O potencial químico é o nível de 
Fermi dos elétrons.
 
 
 (c) Roberto de Avillez 2009 11
Diagrama de Pourbaix do Cobre
corrosão
passivação
não sofre ataque químico
corrosão
 (c) Roberto de Avillez 2009 12
Equação de Nernst
Cu22e−1=Cu
Zn2Cu=ZnCu2
Cu −Cu2−2e−1=−2 F −
Zn Cu2−Cu −Zn2=−2 F −
Zno Cu2o −Cuo −Zn2o RT ln
aZnaCu2
aCu aZn2
=−2 F −
Cu∣Cu2∣∣Zn2∣Zn
Zn22e−1=Zn
Zn −Zn2−2e−1=−2F−
Eletrodo Direita – Eletrodo Esquerda
Eletrodo Direita
Eletrodo Esquerda
 
 
 (c) Roberto de Avillez 2009 13
Células de Concentração 1/2
O24e−1=2O−2
CaO-ZrO2O2, p
α
O2
Pt
O2, pβO2
2O−2 −O 2 −4e−1=−2F−
O2 pO 2 ∣Pt∣CaO−ZrO2∣Pt∣O 2 pO2 
2O−2 −O 2 −4e−1=−2F−
 (c) Roberto de Avillez 2009 14
Células de Concentração 2/2
−O2 −O2 =−RT ln
pO 2

pO 2
 =−4F −
−=RT
4F
ln
pO2

pO2

O potencial padrão do oxigênio gasoso desaparece na subtração 
deixando somente a relação entre as atividades químicas do 
oxigênio (pressões parciais).
O2 pO 2 ∣Pt∣CaO−ZrO2∣Pt∣O 2 pO2 
Os potenciais do íon de oxigênio no eletrólito sólido e do elétron 
no metal que faz o circuito externo praticamente não variam.
 
 
 (c) Roberto de Avillez 2009 15
Variações sobre Células de Concentração
● O referencial de oxigênio de uma célula de 
concentração pode ser fixado pelo equilíbrio de um 
metal com seu óxido, neste caso a pressão de 
oxigênio será a pressão de equilíbrio.
● Por exemplo, 2Al + 1,5 O2 = Al2O3
● A célula de combustível é uma variação da célula de 
concentração. Nela a pressão de oxigênio de um lado 
é o comburente gasoso e do outro é a pressão 
resultante do equilíbrio com o combustível.
● Por exemplo, 2H2 + O2 = 2H2O
● A célula de concentração pode ser um meio eficiente 
de determinar a concentração de um íon em solução.
 (c) Roberto de Avillez 2009 16
Diagrama de Pourbaix da Água 1/4
O2
H2
H2O
Um diagrama de Predominância
Apresenta as regiões de 
estabilidade da água em função 
do potencial elétrico e do pH.
Na parte superior existe 
liberação de oxigênio, na parte 
central a água líquida
é estável e 
na parte inferior existe liberação 
de hidrogênio.
 
 
 (c) Roberto de Avillez 2009 17
Diagrama de Pourbaix da Água 2/4
H 2g , pH 2∣Pt∣H 2O∣Pt∣O 2g , pO2
H 2O−
1
2
O2−2H1−2e−1=−2F
O 2−
H 2−2H1−2e−1=−2FH 2−
2H12e−1=H 2
1
2
O 2g H 2g =H 2O l  Go298,15K =−237.190 J
A soma das reações nas duas meias células fornece:
1
2
O 22H12e−1=H 2O
Go298,15RT ln aH 2O
pO 2
1 /2 pH 2
=−2FO 2−H 2
Na condição em que todos os componentes estão no estado padrão:
=G
o298,15
4F
=−1,229
Eletrodo de H2
Eletrodo de O2
 (c) Roberto de Avillez 2009 18
Diagrama de Pourbaix da Água 3/4
2H12e−1=H 2
RT ln pH 2−2RT ln [H 1]=−2FH 2−
Eletrodo de H2
H 2−2H1−2e−1=−2FH 2−
H 2o −2H1o −2e−1=0
H 2o −2H1o −2e−1RT ln
pH 2
[H1]2ae2
=−2FH 2−
ae=1 Converter ln em log10
H 2−= −RT
2Flog e
log pH 2
2RT
2F loge
log [H 1]
 
 
 (c) Roberto de Avillez 2009 19
Diagrama de Pourbaix da Água 4/4
O24H14e−1=2H 2O
H 2Oo −O2o −2H1o −2e−1=−4F∗1,229
Eletrodo de O2
2H 2O−O2−4H1−4e−1=−4FO2−
O2−=1,229 RT
4F log e
log pO 2
4RT
4F loge
log [H 1]
ae=1
2H 2Oo −O2o −4H1o −4e−1RT
aH 2O
2
pO2 [H
1]4ae4
=−4FO 2−
aH 2O=1
−4F∗1,229RT ln 1
pO 2[H 1]4
=−4FO2−

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