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SOCIOLOGIA JURIDICA E JUDICIARIA 
SEMANA 6 
SOCIOLOGIA DAS PROFISSÕES JURÍDICAS. REVISÃO DOS PARADIGMAS DE 
FORMAÇÃO E DOS PERFIS PROFISSIONAIS 
EMENTA DA AULA: Perfil do magistrado brasileiro. Garantias constitucionais da 
magistratura e suas razões sociais. Papel social e político do judiciário. A 
judicialização da política. Profissões conexas: o Ministério Público, a Defensoria 
Pública e a Advocacia. Conseqüências econômicas e políticas do funcionamento do 
Judiciário. 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 
O aluno deverá ser capaz de: 
• Compreender o papel dos magistrados, sua formação profissional e as razões 
sociais para as suas garantias constitucionais; 
• Identificar a atuação dos membros do MP, Defensoria Pública e Advocacia; 
• Analisar a função social dos operadores do Direito; 
• Analisar as profissões jurídicas através da sociologia das profissões. 
 
BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: 
FONTES DE PESQUISA SUGERIDAS. Para a resolução dos casos desta aula, faça, 
inicialmente, a leitura dos Arts. 92, 94 e 103-B da CRFB e dos capítulos 11, 12 e 13 
do livro de CAVALIERI FILHO, Sérgio. Programa de sociologia jurídica. Rio de 
Janeiro: Forense, 2004 e da Lição 10 do livro de SABADELL, Ana Lúcia. Manual de 
sociologia jurídica: introdução a uma leitura externa do Direito. São Paulo: RT, 
2002. NUNES JUNIOR, Amandino Teixeira. Considerações sobre a judicialização 
da política no Brasil. Disponível em www.aslegis.org.br/uploads/cad_29_31.pdf. 
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES: SANTOS, Boaventura de Souza. Para uma 
revolução democrática da Justiça. São Paulo: Cortez, 2007. LIMA, Francisco 
Gérson Marques de. O Supremo Tribunal Federal na Crise Institucional 
Brasileira. Fortaleza: Editora ABC, 2001. DALLARI, Dalmo. O Poder dos Juízes. 
São Paulo: Saraiva, 1996. FILMOGRAFIA SELECIONADA: Justiça Itinerante 
TJPI (Homenagem de um violeiro local aos nubentes, durante Casamento 
Comunitário realizado pela Justiça Itinerante, no povoado Santa Teresa, em 
Teresina-Piauí) – Disponível em: 
http://www.youtube.com/watch?v=OA6GXDH0Ql4&feature=related. 
CASO 1 
Balcão de Justiça Itinerante - Traduz uma tendência que vem se consolidando 
nos meios judiciários brasileiros, que é a de levar o atendimento judiciário até o 
cidadão, principalmente aos setores mais pobres da sociedade, normalmente 
situados nas periferias das grandes cidades. Na unidade móvel, que funciona em 
um ônibus adaptado e preparado para levar a Justiça, uma equipe composta por 
bacharel de direito, estagiários e pessoal de apoio embarca para atender a 
população de forma gratuita, ágil, eficiente e desburocratizada. 
Instalado em bairro periférico, onde não há o Balcão de Justiça e Cidadania fixo, a 
unidade Itinerante realiza os mesmos atos do balcão fixo, como: adoção de 
medidas preventivas de orientação e assistência jurídica, conciliação e mediação, 
nas questões cíveis de menor complexidade, e nas que versem sobre separação 
judicial, divórcio, fixação de alimentos, regulamentação de visitas e união estável. 
Tem os seguintes objetivos: a) prestar serviços gratuitos de orientação e 
assistência jurídica (judicial e extrajudicial); b) promover, sempre que possível, a 
conciliação entre as partes, propiciando pronto atendimento à população, evitando 
aumento da demanda judicial; c) encaminhar aos órgãos competentes os casos não 
conciliados que necessitem de ajuizamento da ação; d) orientar a população, 
especialmente, no que se refere aos direitos e garantias fundamentais, previstos 
em lei; e e) orientar e auxiliar na obtenção de documentação civil. O Tribunal de 
Justiça do Estado da Bahia, pela Resolução nº 05/2006, delegou à Assessoria de 
Ação Social a coordenação do Projeto e criou a Coordenação Jurídica, que tem 
como titular um Juiz de Direito, nomeado pelo Presidente, competente para 
recepcionar e homologar os acordos efetuados nos balcões fixos e itinerante, nos 
termos do Art. 2º da mesma Resolução. Para viabilizar o projeto, o Tribunal de 
Justiça contou com a parceria da Fundação Banco do Brasil, que contribuiu para a 
adaptação do ônibus e instalação de modernos equipamentos de informática. (texto 
adaptado, disponível em: www.tj.ba.gov.br/projetos/ji/ji.htm. Acesso em 24 de 
agosto de 2008). 
Vários estudos, no Brasil e no exterior, traçam um novo perfil para o 
magistrado, que deve ser, antes de mais nada, um humanista com 
sensibilidade desenvolvida para as questões filosóficas, morais e éticas, 
sem perder de vista sua função social. Sendo assim, como estes 
instrumentos de democratização da Justiça, como o Balcão de Justiça 
Itinerante do Tribunal de Justiça da Bahia, pode ser associado ao novo 
perfil dos magistrados? 
Resposta: A democratização da justiça passa por instrumentos que estão 
associados ao novo perfil dos magistrados, a partir da sua mudança mais 
humanísticas, com sensibilidade desenvolvida para as questões filosóficas, 
morais e éticas, sem perder de vista sua função social. 
CASO 2 
STF amplia participação no debate público. Ministros vêem Supremo mais 
aberto a temas que mobilizam opinião pública; para decano, tribunal agora é 
“protagonista relevante”. O STF vem mudando seu perfil e adota posição mais 
ativa na apreciação de questões políticas de ampla repercussão, antes rechaçadas 
sob o argumento de interferência na autonomia entre os Poderes. Lacunas na 
legislação não resolvidas pelo Congresso vêm sendo assumidas pela Corte 
suprema. Seis dos 11 ministros que compõem o Supremo (...) são unânimes em 
dizer que hoje existe um Supremo mais sintonizado com os temas que mobilizam a 
opinião pública. Eles chegam à Corte principalmente via Adin (Ação Direta de 
Inconstitucionalidade) e ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito 
Fundamental). Antes da Constituição de 1988, apenas o procurador-geral da 
República poderia submeter esse tipo de apreciação à Corte. Depois dela, partidos 
políticos, Congresso e organizações da sociedade civil ganharam esse poder. Foi por 
esse caminho que a Corte entendeu, por 6 votos a 5, que é constitucional a lei que 
permite experiências com células-tronco.(...) Os ministros vêem nesse tipo de 
questionamento uma judicialização da política, fato que os têm levado a atuar 
de maneira mais intensa nas querelas entre as esferas de poder da República 
(Folha de São Paulo, 10/08/2008, p. A12). 
a) Que se entende por judicialização da política? Avalie as vantagens e 
desvantagens desse processo. 
 
Resposta: Além da constante atualização em termos das leis doutrinas e 
jurisprudências do magistrado, também são exigidos o conhecimento de 
economia, sociologia, psicologia, administração. A judicialização da política 
significa a ampliação do campo de atuação do poder judiciário e 
competências, que, em tese são afeitas a outros poderes (executivo e 
legislativo) 
As desvantagens: A transferência de competências clássicas do poder 
judiciário para outros poderes, em que estes adotam métodos judiciais 
para encaminhamento dos problemas 
Vantagens: Celeridade na apreciação dos casos concretos pelos 
magistrados. 
b) Dê exemplos de temas polêmicos estão na pauta do Supremo, dentro 
deste perfil. 
 
Resposta: Exemplos de temas polêmicos que estão na a pauta do Supremo, 
dentro desse perfil: 
 
Lei de Imprensa 
Lei das Cotas Raciais nas Universidades 
Aborto em fetos anencéfalos 
Direitos previdenciários em relações homo afetivos estáveis 
Ficha Limpa entre outros.

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