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FAP/ESTÁCIO 
Disciplina: Fundamentos de Direito Empresarial 
Professor: Mauro Marques Guilhon 
 
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UNIDADE 1: DIREITO EMPRESARIAL: EVOLUÇÃO HISTÓRICA, CONCEITO, 
NATUREZA JURÍDICA, AUTONOMIA, CARACTERÍSITCAS E FONTES; 
PRINCÍPIOS CONTITUCIONAIS DE DIREITO EMPRESARIAL. 
 
 
1. Evolução histórica do Direito Comercial. 
 
Durante a Idade Média, o comércio já atingira um estágio avançado, 
sendo a prática comercial presente em todos os povos. É justamente nesta 
época que se costuma apontar o surgimento das raízes do direito comercial. 
Fala-se, então, na primeira fase deste ramo do Direito. É a época do 
renascimento das cidades (‘burgos’) e do comércio, sobretudo o marítimo. 
Surgem as Corporações de Ofício, que logo assumiram relevante papel na 
sociedade da época, conseguindo obter, inclusive, certa autonomia em relação à 
nobreza feudal. 
 
Sobre esta primeira fase do direito comercial, RUBENS REQUIÃO 
(Curso de direito comercial. 1º volume. 25ª ed. São Paulo: Saraiva, 2003, pp. 10-
11) afirma: 
 
“É nessa fase histórica que começa a se cristalizar o direito comercial, 
deduzido das regras corporativas e, sobretudo, dos assentos jurisprudenciais 
das decisões dos cônsules, juízes designados pela corporação, para, em seu 
âmbito, dirimirem as disputas entre comerciantes. Diante da precariedade do di 
reito comum para assegurar e garantir as relações comerciais, fora do 
formalismo que o direito romano remanescente impunha, foi necessário, de fato, 
que os comerciantes organizados criassem entre si um direito costumeiro, 
aplicado internamente na corporação por juízes eleitos pelas suas assembléias: 
era o juízo consular, ao qual tanto deve a sistematização das regras do 
mercado”. 
 
Uma característica marcante desta fase inicial do direito comercial é o 
seu caráter subjetivista. O direito comercial era o direito dos membros das 
corporações. Portanto, se aplicava aos comerciantes membros da respectiva 
associação. 
 
Assim sendo, bastava que uma das partes de uma determinada relação 
fosse comerciante para que fosse a mesma disciplinada pelo o direito comercial, 
em detrimento de outra regulamentação. 
 
Outra característica marcante desta fase é o princípio da liberdade na 
forma de celebração dos contratos, por meio do qual, o caráter de 
propriedade cede lugar ao da negociação de bens. 
 
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Na segunda fase do Direito Comercial, que surge no final da época 
medieval, com o surgimento dos Estados Nacionais Monárquicos, a auto-
regulamentação da atividade comercial dá lugar à regulamentação imposta pelo 
Estado. 
 
Assim é que, em 1804 e 1808, respectivamente, são editados, na 
França, o Código Civil e o Código Comercial. O direito comercial inaugura, 
então, sua segunda fase. Pode-se falar agora em um sistema jurídico estatal 
destinado a disciplinar as relações jurídico-comerciais. 
 
A codificação napoleônica divide claramente o direito privado: de um 
lado, o direito civil; de outro, o direito comercial. 
 
Código Civil napoleônico era, fundamentalmente, um corpo de leis que 
atendia os interesses da burguesia fundiária, pois estava centrado no direito de 
propriedade. Já o Código Comercial encarnava o espírito da burguesia comercial 
e industrial, valorizando a riqueza mobiliária 
 
A divisão do direito privado, com dois grandes corpos de leis a reger as 
relações jurídicas entre particulares, cria a necessidade de estabelecimento de 
um critério que delimitasse a incidência de cada um destes ramos da árvore 
jurídica às diversas relações ocorridas no dia-a-dia dos cidadãos. Para tanto, a 
doutrina francesa criou a teoria dos atos de comércio, que tinha como uma de 
suas funções essenciais a de atribuir, a quem praticasse os denominados atos 
de comércio, a qualidade de comerciante, o que era pressuposto para a 
aplicação das normas do Código Comercial. 
 
Nessa segunda fase do direito comercial, podemos perceber uma 
importante mudança: a mercantilidade, antes definida pela qualidade do sujeito 
(o direito comercial era o direito aplicável aos membros das Corporações de 
Ofício), passa a ser definida pelo objeto (os atos de comércio). 
 
Daí porque os doutrinadores afirmam que a codificação napoleônica 
operou uma objetivação do direito comercial, além de ter, como dito 
anteriormente, bipartido de forma clara o direito privado. 
 
Outro problema detectado pela doutrina comercialista da época 
decorrente da aplicação da teoria dos atos de comércio era o referente aos 
chamados atos mistos (ou unilateralmente comerciais), aqueles que eram 
comerciais para apenas uma das partes (na venda de produtos aos 
consumidores, por exemplo, o ato era comercial para o comerciante vendedor, e 
civil para o consumidor adquirente). 
 
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Nestes casos, aplicavam-se as normas do Código Comercial para a 
solução de eventual controvérsia, em razão da chamada vis atractiva do direito 
comercial. 
 
 
Não obstante tais críticas, a teoria francesa dos atos de comércio, por 
inspiração da codificação napoleônica, foi adotada por quase todas as 
codificações oitocentistas, inclusive a do Brasil (CCom/1850). 
 
No entanto, “a insuficiência da teoria dos atos de comércio forçou o 
surgimento de outro critério identificador do âmbito de incidência do direito 
comercial ”, uma vez que ela não abrangia atividades econômicas tão ou mais 
importantes que o comércio de bens, tais como a prestação de serviços, a 
agricultura, a pecuária e a negociação imobiliária. O surgimento desse novo 
critério só veio ocorrer, todavia, mais de cem anos após a edição dos códigos 
napoleônicos, e em plena 2ª Guerra Mundial. 
 
Em 1942, ou seja, mais de um século após a edição da codificação 
napoleônica, a Itália edita um novo Código Civil, trazendo enfim um novo 
sistema delimitador da incidência do regime jurídico comercial: a teoria da 
empresa. 
 
Além disso, o Código Civil italiano promove uma unificação formal do 
direito privado, disciplinando as relações civis e comerciais num único diploma 
legislativo. O direito comercial entra, enfim, na terceira fase de sua etapa 
evolutiva, superando o conceito de mercantilidade e adotando o da 
empresarialidade como forma de delimitar o âmbito de incidência da legislação 
comercial. 
 
O direito comercial deixa de ser, como tradicionalmente o foi, um direito 
do comerciante (período subjetivo das Corporações de Ofício) ou dos atos de 
comércio (período objetivo da codificação napoleônica), para ser o direito da 
empresa. 
 
Para a teoria da empresa, o direito comercial não se limita a regular 
apenas as relações jurídicas em que ocorra a prática de um determinado ato 
definido em lei como ato de comércio (mercancia). A teoria da empresa faz com 
que o direito comercial não se ocupe apenas com alguns atos, mas com uma 
forma específica de exercer uma atividade econômica: a forma empresarial. 
 
Segundo WALDIRIO BULGARELLI, “nos dias que correm, transmudou-se 
(o direito comercial) de mero regulador dos comerciantes e dos atos de 
comércio, passando a atender à atividade, sob a forma de empresa,que é o 
atual fulcro do direito comercial ”. 
 
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Fica superada, portanto, a dificuldade, existente na teoria francesa dos 
atos de comércio, de enquadrar certas atividades na disciplina jurídico-comercial 
, como a prestação de serviços, as atividades ligadas à terra e a negociação 
imobiliária. Para a teoria da empresa, qualquer atividade econômica, desde que 
exercida profissionalmente e destinada a produzir ou fazer circular
bens ou 
serviços, é considerada empresarial e pode submeter-se ao regime jurídico 
comercial. 
 
Por outro lado, a jurisprudência pátria também já demonstrava sua 
insatisfação com a teoria dos atos de comércio e sua simpatia com a teoria da 
empresa. Isto fez com que vários juízes concedessem concordata a pecuaristas 
e garantissem a renovação compulsória de contrato de aluguel a sociedades 
prestadoras de serviços, por exemplo. 
 
Ora, concordata e renovação compulsória de contrato de aluguel são 
institutos típicos do regime jurídico comercial, e estavam sendo aplicados a 
negociantes que não se enquadravam, perfeitamente, no conceito de 
comerciante adotado pelo direito positivo brasileiro daquela época. Tratava-se 
de um grande avanço: a jurisprudência estava afastando o ultrapassado critério 
da mercantilidade e adotando o da empresarialidade para fundamentar suas 
decisões. 
 
Uma outra prova de que o direito brasileiro já vinha aproximando-se dos 
ideais da teoria da empresa pode ser encontrada na análise da legislação 
esparsa editada nas últimas décadas. O Código de Defesa do Consumidor é um 
exemplo claro. Nele, o conceito de fornecedor é bem amplo, englobando todo e 
qualquer sujeito que exerce atividade econômica no âmbito da cadeia produtiva. 
Aproxima-se mais, portanto, do conceito de empresário do que conceito de 
comerciante. 
 
 
A lei n.º 10.406/02, que instituiu o novo Código Civil em nosso 
ordenamento jurídico, completou a tão esperada transição do direito comercial 
brasileiro: abandonou-se a teoria francesa dos atos de comércio para adotar-se 
a teoria italiana da empresa.Seguindo à risca a inspiração do Codice Civile de 
1942, o novo Código Civil brasileiro derroga grande parte do Código Comercial 
de 1850, na busca de uma unificação, ainda que apenas formal, do direito 
privado. Do CCom resta hoje apenas a parte segunda, relativa ao comércio 
marítimo (a parte terceira – ‘das quebras’ – já havia sido revogada pelo DL n. º 
7.661/45, que era a antiga Lei de Falências, hoje revogada e substituída pela Lei 
n.º 11.101/05, a Lei de Recuperação de Empresas). 
 
 
O Código Civil de 2002 trata, no seu Livro II, Título I, do “Direito de 
Empresa”. Desaparece a figura do comerciante, e surge a figura do empresário 
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(da mesma forma, não se fala mais em sociedade comercial, mas em sociedade 
empresarial). 
 
 A mudança, porém, está longe de se limitar a aspectos terminológicos. 
Ao disciplinar o direito de empresa, o direito brasileiro afasta-se, definitivamente, 
da ultrapassada teoria dos atos de comércio, e incorpora a teoria da empresa ao 
nosso ordenamento jurídico, adotando o conceito de empresarialidade para 
delimitar o âmbito de incidência do regime jurídico comercial. 
 
Não se fala mais em comerciante, como sendo aquele que pratica 
habitualmente atos de comércio. Fala-se agora em empresário, sendo este o 
que “exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção 
ou a circulação de bens ou de serviços” (CC/02, art. 966). 
 
 
2. Conceito de Direito Empresarial: 
 
É o conjunto de normas jurídicas (direito privado) que disciplinam as 
atividades das empresas e dos empresários comerciais (atividade econômica 
daqueles que atuam na circulação ou produção de bens e a prestação de 
serviços), bem como os atos considerados comerciais, ainda que não 
diretamente relacionados às atividades das empresas (MAMEDE, Gladston. 
Direito Empresarial Brasileiro: empresa e atuação empresarial, volume 1. 2. ed. 
São Paulo: Atlas,2007. 370 p.) 
. 
A partir da entrada em vigor do Novo Código Civil, a denominação da 
disciplina passou a ser Direito Empresarial em substituição a Direito Comercial, 
sendo Direito Empresarial o conjunto de regras jurídicas tendentes a organizar a 
atividade empresarial. Explicitando melhor: É o conjunto de regras que 
disciplinam as atividades privadas implementadas com o escopo de produção ou 
circulação de bens ou serviços destinados ao mercado. 
 
Ramo autônomo do direito, com princípios, normas e institutos 
sistematizados, voltado à regulamentação da atividade mercantil. 
 
 
3. Natureza jurídica do Direito Empresarial: Divisão didática do direito 
em público e privado. 
 Direito Público: 
a) Supremacia do interesse público sobre o privado 
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b) Exercício do “poder de império” do Estado, para atender ao bem comum 
da sociedade. 
c) Relação jurídica “verticalizada” 
 
 Direito Privado: 
a) Livre manifestação da vontade 
b) Liberdade contratual 
c) Igualdade entre as partes 
 
 
Em termos atuais, o direito público pode ser considerado como o 
responsável pela disciplina das relações jurídicas em que preponderam 
imediatamente interesses públicos. Já o direito privado é o ramo do direito que 
disciplina relações jurídicas em que predominam imediatamente interesses 
particulares. 
 
 O direito empresarial, ao lado do direito civil, constitui ramo de direito 
privado. 
 
 
4. Autonomia do Direito Empresarial: 
 
É assegurada pela Constituição Federal, no art. 22, I, que ao tratar da 
competência privativa da União em legislar sobre diversas matérias, explicitou 
dentre elas distintamente o Direito Civil e o Direito Comercial, que atualmente é 
melhor chamado de Direito Empresarial, pois a preocupação da disciplina 
também se refere à prestação de serviços. 
 
Em verdade, o direito empresarial possui um conjunto sistematizado de 
princípios e normas que lhe dão identidade, bem como institutos exclusivos 
como a recuperação de empresas e a falência, o que faz com que se diferencie 
de outros ramos do direito. 
 
 
O Direito de Empresa passa a ser regulado pela codificação civil na 
Parte Especial do Livro II (arts. 966 a 1.195). Este livro, por sua vez, é assim 
dividido: Título I - Do empresário; Título II - Da Sociedade; Título III - Do 
Estabelecimento; e Título IV - Dos Institutos Complementares. 
 
O Direito Empresarial contemplado no Código Civil, leva em conta a 
organização e efetivo desenvolvimento de atividade econômica organizada. 
 
Os empresários individuais e as sociedades empresárias são 
considerados agentes econômicos fundamentais, pois geram empregos, 
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tributos, além da produção e circulação de certos bens essenciais à sociedade, 
por isso, a legislação garante a estes uma série de vantagens. 
 
Assim é que são deferidos institutos que dão efetividade ao princípio da 
preservação da empresa, de origem eminentemente neoliberal em razão da 
necessidade de proteção ao mercado, relevante para o desenvolvimento da 
sociedade em inúmeras searas, a exemplo da falência, da possibilidade de 
produção de provas em seu favor por meio de livros comerciais regularmente 
escriturados e demais medidas protetivas. 
 
 
5. Características do Direito Empresarial 
 
Embora o direito empresarial em termos legislativos passe a ter seu 
principal regramento inserido no bojo do Código Civil, continua a possuir 
características próprias como: 
 
a) Universalismo, Internacionalidade ou Cosmopolitismo – De 
Cosmópole, cidade caracterizada por vultuosa dimensão e pelo 
grande número de habitantes. Significa “aquele que recebe influência 
cultural de grandes centros urbanos”, ou, sob ótica estritamente 
jurídica, a possibilidade de aplicação de leis e convenções 
internacionais ao direito comercial. O direito empresarial vive de 
práticas idênticas ou semelhantes adotadas no mundo inteiro, 
principalmente com o advento da globalização da economia, 
transcendendo as
barreiras do direito pátrio, mas nem sempre 
exigindo legislação a respeito. É o caráter universal intrínseco ao 
Direito Empresarial, que o acompanha desde os primórdios. 
Exemplo: Lei Uniforme de Genebra, que dispõe sobre letras de 
câmbio, notas promissórias e cheque. 
 
b) Individualismo – O lucro é a preocupação imediata do interesse 
individual. 
 
c) Onerosidade – em se tratando de uma atividade econômica 
organizada, a onerosidade estará sempre presente no elemento 
lucro almejado pelo empresário. 
 
 
d) Simplicidade ou Informalismo – em suas relações habituais no 
mercado permite o exercício da atividade econômica sem maiores 
formalidades, pois, se contrário fosse, o formalismo poderia obstar o 
desenvolvimento econômico. Exemplo: circulação de títulos de 
crédito mediante endosso. 
 
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e) Fragmentarismo – consiste justamente na existência de um direito 
empresarial vinculado a outros ramos do direito, pois ainda que com 
características próprias (autonomia), sua existência depende da 
harmonia com o conjunto de regras de outros diplomas 
legislativos.(Exemplos: direito falimentar, direito cambiário; direito 
societário) 
 
f) Elasticidade – o direito empresarial, por transcender os limites do 
território nacional, precisa estar muito mais atento aos costumes 
empresariais do que aos ditames legais. Permanece em constante 
processo de mudanças, adaptando-se à evolução das relações de 
comércio. Exemplo: contratos de leasing e franchising. 
 
g) Dinamismo – está relacionado com o desenvolvimento empresarial, 
fazendo com que as normas comerciais estejam sempre em 
constante mudança, aderindo a novas tecnologias que certamente 
acarretarão a existência de novas práticas comerciais. 
 
 
 
6. Fontes do Direito empresarial. 
 
•Código Comercial 
•Código Civil de 2002 
•Leis, tratados e regulamentos Comerciais 
•Usos e Costumes do Comércio 
•Analogia, costumes e princípios gerais do direito 
 
 
7. Princípios Constitucionais da Atividade Empresarial. 
 
 
Segundo o que estabelece o art. 170 da Constituição da República 
Federativa do Brasil são: 
 
“Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano 
e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os 
ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: 
I - soberania nacional; 
II - propriedade privada; 
III - função social da propriedade; 
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IV - livre concorrência; 
V - defesa do consumidor; 
VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado 
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de 
elaboração e prestação; 
VII - redução das desigualdades regionais e sociais; 
VIII - busca do pleno emprego; 
IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas 
sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. 
Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer 
atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, 
salvo nos casos previstos em lei.”

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