Segundo minha professora,em regra a lei NÃO RETROAGE, salvo em benefício ao réu. Mas segundo um outro professor, a lei RETROAGE. Quem está certo?
Paulo Oliveira
há 13 anos
Olha a confusão é normal, mas ambos estão certos. Mas tem que se observar o que eles queriam te dizer vou explicar para melhor entendimento.
Lei Penal - NÃO RETROAGE conforme o princípio da IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL. Mas ele tem uma EXCEÇÃO. A exceção é que retroage para beneficiar o réu. Leia tudo com atenção sobre o princípio logo abaixo:
Agora exemplificando temos um agente comete um crime de roubo, em 2006, e é condenado a 8 anos de prisão. Cria-se uma nova lei em 2007 dobrando todas as penas. Logo como essa lei nova de 2007 é mais severa não poderá retroagir NUNCA.
AGORA A EXCEÇÃO - No mesmo exemplo, temos um agente que comete crime de roubo, em 2006, e é condenado a 8 anos de prisão. Cria-se uma nova lei em 2007 mas reduzindo a pena pela metade, logo o agente poderá se beneficiar dessa nova lei, porque no caso de ser mais benefica retroage.
Espero que tenha entendido, qualquer duvida pode perguntar.


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Paulo Oliveira
há 13 anos
Complementando, Já no direito civil, a regra é da irretroatividade da lei, isso permite uma segurança jurídica. A lei produz efeitos apenas para atos futuros.A base disso é o art. 5, inciso XXXVI da Constituição:a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. No aspecto civil existem várias correntes o que leva a confusão de alguns professores porque a corrente minoritaria diz que ela retroage se atingir um maior interesse social, contanto que não recaia sobre o ato juridico perfeito, sobre o direito adquirido e sobre a coisa julgada.
Rodolfo Mota de Freitas
há 13 anos
É como dizem, toda regra tem exceção. Veja, a regra é o Princípio da Irretroatividade, isto é, em regra, a lei não retroage. Mas há excessões.
No caso em que você mencionou, direito penal, a lei (mais benéfica) além de retroagir¹ pode ultra-agir².
¹ exemplo: caso eu pratique hoje uma ação e que futuramente esse ato venha ser caracterizada por lei como crime, eu não poderei ser punido, ou seja, a lei não pode retroagir para me prejudicar.
² exemplo: Guilherme praticou o crime na vigência da lei “A”, (mais benéfica), posteriormente revogada pela Lei “B” (prejudicial). Neste caso a lei “A” se projetará no tempo e produzirá seus efeitos na vigência na Lei “B”.