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Trabalho de Conclusão de IPB (A2) - Deborah Doukas e Bernardo Pinheiro 
 
 O que se entende hoje por presidencialismo de coalizão foi institucionalizado no 
Brasil após a promulgação da Constituição de 1988. Ainda que o legado histórico influencie 
o cenário político, ele não é determinístico. Existem diferenças cruciais entre a República 
Populista e a Nova República. Apesar de ser um argumento comumente utilizado, a 
indisciplina partidária não é uma característica marcante do Congresso brasileiro e esse não 
funciona como um ponto de veto institucional indiscriminadamente. O ponto desse texto é 
justamente mostrar que há governabilidade no Brasil. Para tanto… COLOCAR TUDO QUE 
VAMOS FALAR, MP, VETO, ETC. 
 A cunhagem do nome presidencialismo de coalizão, feita por Sérgio Abrantes, deve 
ser tratada com cautela. Não existe, por si só, alguma particularidade em um governo 
ocasionada somente pelo fato de ele ser um governo de coalizão. Tal tipo de arranjo é 
extremamente comum e revela apenas que nenhum partido possui a maioria das cadeiras no 
Legislativo. O autor acredita que o presidencialismo de coalizão é característica brasileira e 
seria um tipo de regime com uma forte tendência enfrentar crises políticas, por conta da 
natureza heterogênea das coalizões criadas. Vale ressaltar que o artigo de Abrantes é datado e 
tem ares de previsões, pois foi escrito antes da promulgação da Constituição de 1988. 
Contudo, as previsões pessimistas não se comprovam pelas evidências empíricas das 
experiências dos governos pós-ditadura. De fato, as coalizões são heterogêneas, mas isso não 
implica em crise alguma. 
 A formação de maiorias é norteada pela distribuição de pastas ministeriais feita pelo 
Executivo para obter apoio do Legislativo. O único presidente que não formou uma coalizão 
majoritária após 1988 foi Fernando Collor, o que permite inferir que esse tipo de arranjo é 
perseguido por quem chega à presidência. Mais do que isso, essas coalizões eram 
multipartidárias e, portanto, heterogêneas. De acordo com Fernando Limongi, mais de 90% 
dos parlamentares votam a favor da agenda proposta pelo governo quando a coalizão está 
unida. Mesmo nos piores casos, os índices de disciplina parlamentar em relação ao governo é 
de quase 70%. Esses dados demonstram que, ainda que nos casos em que não haja tal união, 
não se abre margem para paralisia decisória. Contudo, cabe ainda explicar o porquê dessa 
diferença de porcentagens, de acordo com cada situação. 
 O fator que explica tal diferença é a influência das lideranças partidárias, 
 
249 e 256 => Limongi e Rennó 
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Trabalho de Conclusão de IPB (A2) - Deborah Doukas e Bernardo Pinheiro 
 
 
 O que se entende hoje por presidencialismo de coalizão foi institucionalizado no 
Brasil após a promulgação da Constituição de 1988. Ainda que o legado histórico influencie 
o cenário político, ele não é determinístico. Existem diferenças cruciais entre a República 
Populista e a Nova República. Apesar de ser um argumento comumente utilizado, a 
indisciplina partidária não é uma característica marcante do Congresso brasileiro e esse não 
funciona como um ponto de veto institucional indiscriminadamente. O ponto desse texto é 
justamente mostrar que há governabilidade no Brasil. Para tanto… COLOCAR TUDO QUE 
VAMOS FALAR, MP, VETO, ETC. 
 A cunhagem do nome presidencialismo de coalizão, feita por Sérgio Abrantes, deve 
ser tratada com cautela. Não existe, por si só, alguma particularidade em um governo 
ocasionada somente pelo fato de ele ser um governo de coalizão. Tal tipo de arranjo é 
extremamente comum e revela apenas que nenhum partido possui a maioria das cadeiras no 
Legislativo. O autor acredita que o presidencialismo de coalizão é característica brasileira e 
seria um tipo de regime com uma forte tendência enfrentar crises políticas, por conta da 
natureza heterogênea das coalizões criadas. Vale ressaltar que o artigo de Abrantes é datado e 
tem ares de previsões, pois foi escrito antes da promulgação da Constituição de 1988. 
Contudo, as previsões pessimistas não se comprovam pelas evidências empíricas das 
experiências dos governos pós-ditadura. De fato, as coalizões são heterogêneas, mas isso não 
implica em crise alguma. 
 A formação de maiorias é norteada pela distribuição de pastas ministeriais feita pelo 
Executivo para obter apoio do Legislativo. O único presidente que não formou uma coalizão 
majoritária após 1988 foi Fernando Collor, o que permite inferir que esse tipo de arranjo é 
perseguido por quem chega à presidência. Mais do que isso, essas coalizões eram 
multipartidárias e, portanto, heterogêneas. De acordo com Fernando Limongi, mais de 90% 
dos parlamentares votam a favor da agenda proposta pelo governo quando a coalizão está 
unida. Mesmo nos piores casos, os índices de disciplina parlamentar em relação ao governo é 
de quase 70%. Esses dados demonstram que, ainda que nos casos em que não haja tal união, 
não se abre margem para paralisia decisória. Contudo, cabe ainda explicar o porquê dessa 
diferença de porcentagens, de acordo com cada situação. 
 O fator que explica tal diferença é a influência das lideranças partidárias, 
 
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Trabalho de Conclusão de IPB (A2) - Deborah Doukas e Bernardo Pinheiro 
 
249 e 256 => Limongi e Rennó 
 
 
 O que se entende hoje por presidencialismo de coalizão foi institucionalizado no 
Brasil após a promulgação da Constituição de 1988. Ainda que o legado histórico influencie 
o cenário político, ele não é determinístico. Existem diferenças cruciais entre a República 
Populista e a Nova República. Apesar de ser um argumento comumente utilizado, a 
indisciplina partidária não é uma característica marcante do Congresso brasileiro e esse não 
funciona como um ponto de veto institucional indiscriminadamente. O ponto desse texto é 
justamente mostrar que há governabilidade no Brasil. Para tanto… COLOCAR TUDO QUE 
VAMOS FALAR, MP, VETO, ETC. 
 A cunhagem do nome presidencialismo de coalizão, feita por Sérgio Abrantes, deve 
ser tratada com cautela. Não existe, por si só, alguma particularidade em um governo 
ocasionada somente pelo fato de ele ser um governo de coalizão. Tal tipo de arranjo é 
extremamente comum e revela apenas que nenhum partido possui a maioria das cadeiras no 
Legislativo. O autor acredita que o presidencialismo de coalizão é característica brasileira e 
seria um tipo de regime com uma forte tendência enfrentar crises políticas, por conta da 
natureza heterogênea das coalizões criadas. Vale ressaltar que o artigo de Abrantes é datado e 
tem ares de previsões, pois foi escrito antes da promulgação da Constituição de 1988. 
Contudo, as previsões pessimistas não se comprovam pelas evidências empíricas das 
experiências dos governos pós-ditadura. De fato, as coalizões são heterogêneas, mas isso não 
implica em crise alguma. 
 A formação de maiorias é norteada pela distribuição de pastas ministeriais feita pelo 
Executivo para obter apoio do Legislativo. O único presidente que não formou uma coalizão 
majoritária após 1988 foi Fernando Collor, o que permite inferir que esse tipo de arranjo é 
perseguido por quem chega à presidência. Mais do que isso, essas coalizões eram 
multipartidárias e, portanto, heterogêneas. De acordo com Fernando Limongi, mais de 90% 
dos parlamentares votam a favor da agenda proposta pelo governo quando a coalizão está 
unida. Mesmo nos piores casos, os índices de disciplina parlamentar em relação ao governo é 
de quase 70%. Esses dados demonstram que, ainda que nos casos em que não haja tal união, 
não se abre margem para paralisia decisória. Contudo, cabe ainda explicar o porquê dessa 
diferença de porcentagens, de acordo com cada situação. 
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Trabalho de Conclusão de IPB (A2) - Deborah Doukas e Bernardo Pinheiro 
 
 O fator que explica tal diferença é a influência das lideranças partidárias, 
 
249 e 256 => Limongie Rennó 
 
 
 
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