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MC
AULA 1
METODOLOGIA CIENTÍFICA
A Metodologia Científica divide-se em duas grandes áreas:
Epistemologia ou filosofia da ciência com seu interesse pela ciência e seus fundamentos;
Metodologia Científica Aplicada destinada à pesquisa e à elaboração de trabalhos acadêmicos e científicos. 
METODOLOGIA CIENTÍFICA 
1. O conhecimento científico não existe sem método, sem uma linguagem específica, um rigor próprio.
2. O maior desafio da universidade está em desenvolver a postura de um pesquisador ao longo do processo educacional. 
3. Precisamos focalizar a autonomia do pensamento que encontra seu lugar na vida acadêmica que, por sua vez, representa o mais alto nível de instrução de uma sociedade.
4. É preciso desenvolver o hábito de ler muito e ler bem para cumprir as tarefas acadêmicas de maneira eficiente e eficaz.
ENSINO SUPERIOR Três objetivos:
 Formação de profissionais de diferentes áreas com habilidades e competências;
 Formação do pesquisador;
 Formação do cidadão consciente. 
Vamos conhecer alguns conceitos?
Metodologia científica é o estudo dos métodos de conhecer, de buscar o conhecimento. É uma forma de pensar para se chegar à natureza de um determinado problema, seja para explicá-lo ou estudá-lo. (KAHLMEYER-MERTENS)
Metodologia significa, na origem do termo, estudo dos caminhos, dos instrumentos usados para se fazer ciência. É uma disciplina instrumental a serviço da pesquisa. Ao mesmo tempo visa conhecer caminhos do processo científico, também problematiza criticamente, no sentido de indagar os limites da ciência, seja com referência à capacidade de conhecer, seja com referência à capacidade de intervir na realidade. 
Metodologia (do grego methodos + logia) significa o “estudo do método”. Quanto à palavra ciência, durante muito tempo ela serviu para indicar conhecimento em sentido, genérico, como na expressão “tomar ciência”, camploujo significado é “ficar sabendo”. Aos poucos, porém, como veremos, ganhou também sentido restrito, passando a designar o conjunto de conhecimentos precisos e metodicamente ordenados em relação a determinado domínio do saber. (RAMPAZZO)
CONHECIMENTO? 
“O homem é um ser jogado no mundo, condenado a viver a sua existência. Por ser existencial, tem que interpretar a si e ao mundo em que vive, atribuindo-lhes significações. Cria intelectualmente representações significativas da realidade. A essas representações chamamos conhecimento” (KÖCHE) . 
 Podemos interpretar o mundo de várias maneiras, mas duas estão presentes em nossas vidas: a maneira do senso comum ou conhecimento empírico, ordinário ou comum, bem como o conhecimento científico.
CONHECER?
É o que acontece quando um sujeito apreende um objeto.
 Significa incorporar um conceito novo, ou original, sobre um fato ou fenômeno qualquer. 
É o resultado das experiências que acumulamos em nossa vida cotidiana.
CONHECIMENTO
O conhecimento é o referencial diferenciador do agir humano em relação ao agir de outras espécies. (...) O conhecimento é, pois, elemento específico fundamental na construção do destino da humanidade (SEVERINO).
MODOS DE CONHECER 
Discurso Religioso 
Conhecimento Filosófico; 
Conhecimento Científico 
Senso comum ou conhecimento empírico (vulgar) 
CONCEITO DE SENSO COMUM 
Conjunto de concepções geralmente aceitas como verdadeiras em determinado meio social. Repetidas irrefletidamente no cotidiano, algumas dessas noções escondem ideias falsas, parciais ou preconceituosas (COTRIM).
Características:
Espontâneo: primário, simples e elementar. Nasce da tentativa do homem resolver seus problemas no dia-a-dia. 
Ametódico: porque não possui um método, ou seja, um procedimento, uma técnica. 
Empírico: se baseia na experiência cotidiana comum.
Ingênuo ou acrítico: não é critico, não se coloca como problema e não se questiona enquanto saber. 
Subjetivo: é relativo ao sujeito cognoscente. É formado por juízos pessoais a respeito das coisas, ocorrendo o envolvimento das emocional e valorativo de quem observa.
IDÉIAS DO SENSO COMUM
“O Sol é menor do que a Terra”
“O Sol se move em torno da Terra”
“As cores existem por si mesmas”
“Quem tudo quer, tudo perde”
“Diga-me com quem andas e te direi quem és”
“Em casa de ferreiro, espeto de pau”
“Água morna em pedra dura, tanto bate até que fura”
“Quem ri por último ri melhor”
A CIÊNCIA E SENSO COMUM 
Canja de Galinha não faz mal a ninguém
 Especialmente quem está resfriado, afirma Stephen Rennard, da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos. De acordo com as suas pesquisas, caldo de galinha e legumes – cebola, cenoura, batata e nabo – têm o poder de retardar o movimento dos neutrófilos, isto é, os glóbulos brancos (leucócitos) que, embora ataquem os germes invasores, também são responsáveis por grande parte dos sintomas do resfriado e da gripe. (...) Ele demonstrou também que a cisteína, um aminoácido que o frango libera durante o cozimento, é quimicamente muito similar à acetilcisteína, um fármaco habitualmente receitado em casos de bronquite (Revista Super Interessante. Setembro de 2000).
VISÃO COMUM DE CIÊNCIA 
O que pensamos quando a palavra ciência aparece?
 Saber diferente dos demais;
 Ideia de sucesso ou certeza;
 Ideia de autoridade (“alguém que sabe o que diz”)
CIÊNCIA
A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, constituídos de um sistema conceitual, que engloba definições, hipóteses e leis de uma determinada especialidade (LAKATOS, 2000, p.21-23). 
PONTOS IMPORTANTES
Saber racional;
Conhecimento lógico e sistemático;
Verificável;
Se realiza através de um método.
CARACTERÍSTICAS 
Saber racional é aquele que obedece regras, leis, princípios e se contrapõe ao saber ilusório, às emoções e às crenças 
Saber lógico e sistemático: porque as ideias formam uma ordem coerente.
Verificável e metódico: passível de exame para ter sua pretensão confirmada ou não. Para tanto segue uma técnica, um procedimento. 
CIÊNCIA É UM SABER... 
Racional e objetivo 
Atém-se aos fatos, mas poderá transcendê-los 
É analítico e requer exatidão e clareza 
É comunicável e verificável 
Depende de investigação metódica 
Busca e aplica leis 
É explicativo e pode fazer predições 
É aberto e útil.
FILOSOFIA É UM SABER...
“A filosofia é um modo de pensar que acompanha o ser humano na tarefa de compreender o mundo e agir sobre ele. Mais que postura teórica, é uma atitude diante da vida, tanto nas condições corriqueiras como nas situações-limites que exigem decisões cruciais.” (ARANHA ; MARTINS)
FILOSOFIA: CARACTERÍSTICAS
Radical: Palavra latina radix, radicis significa raiz e, no sentido figurado, “fundamento”, “base”.
Rigorosa: o filósofo deve dispor de um método a fim de proceder com rigor. 
Saber de conjunto: a filosofia é globalizante porque ao examinar , observa os diversos aspectos de um problema. A filosofia visa ao todo. Por isso, é interdisciplinar.
CONHECIMENTO TEOLÓGICO
O conhecimento teológico é produto do intelecto do ser humano, o qual recai sobre a fé. (...) De modo geral, o conhecimento teológico apresenta respostas para as questões que o ser humano não pode responder com os demais conhecimentos (filosófico, empírico ou científico), pois envolve uma aceitação, ou não como conseqüência da fé ( FACHIN).
AULA 2
O QUE É UM MÉTODO?
O método é um caminho composto de várias fases a serem vencidas para atingir um determinado objetivo (LEITE, 2008, p. 89)
MÉTODOS E TÉCNICAS 
O método concretiza-se como o conjunto das diversas etapas ou passos que devem ser seguidos para a realização de uma pesquisa e que configuram as técnicas.
As técnicas em uma ciência são os meios corretos de executar as operações de interesse de tal ciência (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2006, p. 30.)
O MÉTODO CIENTÍFICO 
Método científico é todo e qualquer tipo de método colocado a serviço do conhecimento científico pelos cientistas ou da pesquisa realizada por uma
ciência (LEITE, 2008, p. 90).
IMPORTÂNCIA 
A validade e a importância de um método científico é aquilatada através de sua boa adequação ao objetivo almejado e sua aplicação à natureza do objeto pesquisado.
É imprescindível ao planejamento de uma pesquisa;
Coloca em evidência as etapas operacionais da pesquisa científica.
QUAL A IMPORTÂNCIA DO MÉTODO? 
Ajuda a compreender o processo de investigação;
Possibilita a demonstração;
Disciplina o espírito;
Ajuda a perceber erros;
Auxilia as decisões do cientista.
UMA COMPARAÇÃO INTERESSANTE!!!!! 
O método científico pode ser visto como a ISO 9000 da ciência. Não diz se o produto serve, não diz se o achado científico é importante, apenas diz que o processo de busca seguiu as regras do jogo. A evidência foi corretamente coletada, os procedimentos estatísticos e o tratamento dos dados são apropriados (CASTRO).
ALGUNS TIPOS DE MÉTODOS!!! 
Podemos dizer que as conclusões de um raciocínio podem estar sustentadas num procedimento dedutivo ou indutivo. 
 Vamos ver alguns exemplos?
 Método dedutivo(Dedução = síntese)
O método dedutivo tem o propósito de explicar o conteúdo dos enunciados. Apresenta uma conclusão inevitável e parte de dados gerais para dados particulares.
Exemplo: Todo mamífero tem um coração (premissa verdadeira)
Ora, todos os cães são mamíferos (premissa verdadeira)
Logo, todos os cães têm um coração (conclusão verdadeira)
Neste método a construção científica parte do raciocínio geral para o particular, do universal ao individual!
Exemplo:Se Igor é maior do que Joana que é maior do que Fernando, logo Igor tem que ser maior do que Fernando. 
Método indutivo
Indução é um processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas (LAKATOS)
Cobre conduz energia.
Zinco conduz energia.
Cobalto conduz energia.
Logo, todo metal conduz energia.
Resumo da ópera:
 Observamos dados que decorrem da experimentação e pelo raciocínio alcançamos uma realidade desconhecida e universal.
 Descobrirmos a relação existente procedemos à generalização da relação observada.
ETAPAS DO MÉTODO INDUTIVO
Observação dos fenômenos;
Descoberta da relação entre eles;
Generalização da relação.
	Dedutivo 
	Indutivo 
	Se todas as premissas forem verdadeiras, a conclusão será verdadeira. 
	Se todas as premissas forem verdadeiras, a conclusão será provável. 
	Toda a informação contida na conclusão já estava presente nas premissas. 
	A conclusão apresenta informação que não estava presente nas premissas. 
MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO
Karl Popper (1922-1996) criticou o método indutivo e lançou as bases do método chamado hipotético-dedutivo que consiste na construção de hipóteses, cujas predições devem se submeter ao critério da falseabilidade. 
O que isso quer dizer? 
Quer dizer que o método hipotético-dedutivo apresenta a possibilidade de o cientista utilizar o falseamento para testar as hipóteses. Sabemos que as hipóteses científicas não podem ser vistas como verdades absolutas, mas explicações plausíveis.
Como?
Se o cientista seguir rigorosamente cada fase desse método e, ao final, constatar que sua hipótese deve ser refutada, poderá encontrar argumentos científicos suficientes para formular críticas às teorias existentes e seus paradigmas. 
Falseabilidade
A falseabilidade de uma teoria é o critério de cientificidade. Isto significa dizer que a verdade de uma teoria será mantida até que seja negada. Essa condição de poder ser negada é o que confere o status de científica a uma determinada teoria. 
HIPÓTESE 
Toda hipótese contém uma predição, ou seja, uma suposição e precisa passar pelo falseamento. 
O cientista testará sua hipótese, analisará os resultados para alcançar a confirmação de sua suposição ou refutá-la. Se a hipótese não for corroborada poderá, a partir dos dados obtidos, construir nova hipótese.
 Hipótese, do grego hypothesis, suposição, pergunta ou conjectura que orienta a investigação por antecipar características prováveis. Podemos usar o termo no sentido de leis, teorias ou postulados. ( SALMON)
ETAPAS DO MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO
1. Fazer observações; 
2. Organizar as observações em hipóteses; 
3. Testar essas hipóteses em observações ulteriores; 
4. Modificar as hipóteses originais, se assim se fizer necessário;
5. Fazer previsões baseadas nas hipóteses; 
6. Testar conclusões.
AULA 3
O QUE É PESQUISA?
É um trabalho para entregar ao professor?
É a cópia de vários textos e vários livros?
Impressão de tudo o que você acha na Internet sobre determinado assunto?
A Internet é confiável?
Qual o resultado ao término de uma pesquisa?
O trabalho precisa ser original, ou uma síntese do que já foi produzido?
Pesquisa: (...) atividade intelectual intencional que visa a responder às necessidades humanas. (...) Pesquisar é o exercício intencional da pura atividade intelectual, visando a melhorar as condições práticas de existência (SANTOS).
CONCEITO
Procedimento reflexivo, 
Procedimento sistemático, 
Procedimento crítico 
É uma atividade voltada para a solução de problemas 
Três elementos caracterizam a pesquisa:
 a) o levantamento de algum problema; 
b) a solução à qual se chega; 
c) os meios escolhidos para chegar a essa solução.
VOCÊ SABIA QUE A PESQUISA É...
Atividade essencial da ciência;
Possibilita uma aproximação e entendimento da realidade a investigar;
Processo permanentemente inacabado;
Fornece subsídios para uma intervenção no real.
O QUE É PESQUISA CIENTÍFICA?
Investigação planejada, desenvolvida e dirigida conforme normas metodológicas aceitas pela ciência;
Tem por base procedimentos racionais e sistemáticos, ou seja, é atividade científica pela qual descobre-se a realidade.
POR QUE FAZER PESQUISA?
Razões de ordem intelectual: decorrem do desejo de conhecer;
Razões de ordem prática: desejo de conhecer com vistas a fazer algo.
O QUE É NECESSÁRIO? 
Qualidades pessoais do pesquisador:
Conhecimento do assunto
Curiosidade
Criatividade
Integridade intelectual
Atitude autocorretiva
Sensibilidade social
Imaginação disciplinada
Perseverança e paciência
Confiança na experiência
OS TIPOS DE PESQUISA
Do ponto de vista da sua natureza, podem ser:
Pesquisa Pura: objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista. Motivada basicamente pela curiosidade intelectual do pesquisador;
Pesquisa Aplicada: objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais.
2. Do ponto de vista de sua abordagem:
Pesquisa Quantitativa – traduz em números opiniões e informações para classificá-los e organizá-los. Utiliza métodos estatísticos.
Pesquisa Qualitativa – neste enfoque não há medição numérica, como as descrições, mas o seu propósito está em reconsiderar ou reconstruir a realidade observada. Assim, considera a existência de uma relação dinâmica entre mundo real e o sujeito. É descritiva e utiliza o método indutivo. O processo é o foco principal.
EXEMPLOS
3. Quanto aos objetivos:
Exploratória: Trata-se de uma observação, ou seja, consiste em recolher e registrar os fatos da realidade. 
Neste modelo temos a possibilidade de aprimoramento de idéias. Geralmente, neste tipo de pesquisa há o levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que experimentaram situações que estejam sendo pesquisadas e análise de exemplos. Exemplos: pesquisa bibliográfica e estudo de casos.
3. Quanto aos objetivos:
Descritiva: o objetivo principal é descrever as características de algum fenômeno observado, descobrir a freqüência com que ocorre, sua relação e sua conexão com outros fenômenos. Esta modalidade é típica das ciências humanas e sociais. 
Neste tipo de pesquisa,
o estudante deve observar, registrar, analisar e correlacionar fatos ou fenômenos (variáveis), sem manipulá-los. Exemplos: características de um grupo social; nível de atendimento de determinada empresa prestadora de serviço; levantamento de opiniões, atitudes e crenças de um segmento da sociedade; pesquisas eleitorais, etc.
3. Quanto aos objetivos:
Explicativa: o objeto está em identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Neste modelo temos um efetivo aprofundamento de conhecimentos, porque busca entender ou explicar as razões das coisas, o que amplia o entendimento. Nada impede que uma pesquisa explicativa seja a continuação de uma descritiva ou exploratória. 
4. Quanto aos procedimentos:
2.1. bibliográfica;
2.2. documental;
2.3. pesquisa de campo;
2.4. histórica;
2.5. Comparada;
2.6. estudo de caso;
PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
A pesquisa bibliográfica é uma etapa fundamental em todo trabalho científico que influenciará todas as etapas de uma pesquisa, na medida em que der o embasamento teórico em que se baseará o trabalho. 
Consiste no levantamento, seleção, fichamento e arquivamento de informações relacionadas à pesquisa. 
Bibliografia é o conjunto dos livros escritos sobre determinado assunto, por autores conhecidos e identificados ou anônimos. 
A pesquisa bibliográfica é o exame de uma bibliografia para levantamento e análise do que já se produziu sobre determinado assunto que assumimos como tema de pesquisa científica. 
FONTES BIBLIOGRÁFICAS
Fontes primárias: Contém trabalhos originais com conhecimento original e publicado pela primeira vez pelos autores. 
Exemplos: Monografias, teses universitárias, livros, relatórios técnicos, artigos em revistas científicas, anais de congressos.
Fontes secundárias: Contém trabalhos não originais e que basicamente citam, revisam e interpretam trabalhos originais. 
Exemplos: Artigos de revisão bibliográfica, livros-texto, tratados, enciclopédias, artigos de divulgação.
PESQUISA DOCUMENTAL
Trata-se de uma pesquisa realizada através de documentos que podem ser: documentos pessoais, cartas, diários, jornais, balancetes, microfilmes, fotografias, memorandos, ofícios, vídeos, documentos estatísticos e outros.
Há uma análise da descrição do conteúdo manifesto para se alcançar uma rede de significados.
Para Antônio Carlos Gil (1991) a pesquisa documental assemellha-se muito à pesquisa bibliográfica. A diferença está no fato de a bibliográfica utilizar fundamentalmente as contribuições dos diversos autores sobre determinado assunto. A documental utiliza materiais que não receberam o tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados. 
DOCUMENTOS
Em ciência, documento é toda forma de registro e sistematização de dados, informações, colocando-os em condição de análise por parte do pesquisador.
PESQUISA DE CAMPO
É a investigação empírica realizada no local onde ocorre ou ocorreu um fenômeno. Pode incluir entrevistas, aplicação de questionamentos, testes e observações. Segundo Antônio Joaquim Severino, na pesquisa de campo “o objeto é abordado em seu próprio meio. A coleta de dados é feita nas condições naturais em que os fenômenos ocorrem, sendo assim diretamente observados” (SEVERINO, 2007, p. 123). 
PESQUISA HISTÓRICA
Descreve o que já aconteceu, sob a forma de investigação, registro, análise e interpretação de fatos ocorridos no passado, para poder compreender o presente. 
Os dados podem ser coletados em:
Fontes primárias - quando o investigador foi o observador direto dos eventos ou utiliza materiais de primeira mão;
Fontes secundárias - quando os eventos foram observados e reportados por outras pessoas e não diretamente pelo investigador. Neste caso, os dados exigem cuidadosa e objetiva análise a fim de avaliar sua autenticidade e relevância.
PESQUISA COMPARADA
Procura estabelecer semelhanças e diferenças entre situações, fenômenos e coisas, por meio de relações entre os elementos que são comparados.
ESTUDO DE CASO
É o estudo circunscrito a uma ou poucas unidades, entendidas essas como uma pessoa, uma família, um produto, uma em presa, um órgão, uma comunidade ou um país. 
A construção de um plano estratégico de marketing para uma empresa de pequeno porte: o caso do recanto do sorvete - Tiago Nemuel Custódio 
 A pesquisa objetivou analisar a importância do planejamento estratégico para as organizações, principalmente às empresas de pequeno porte, caracterizando o plano de marketing como um elemento fundamental conectado às diretrizes do plano global da empresa. A metodologia utilizada na primeira etapa constituiu-se de caráter exploratório. O modelo desenvolvido por Westwood foi selecionado pelo autor e adaptado como referencial para confecção do plano de marketing sugerido ao Recanto do Sorvete. A segunda etapa da pesquisa foi de caráter descritivo, apontando a organização como exemplo de estudo de caso. Verificou-se que o plano de marketing é possível de ser implementado, desmistificando o paradigma de que os planos são aplicados somente às organizações de grande porte, pois a pequena empresa também deve crescer baseada na cultura do planejamento.
 O estudo de casos constitui-se numa metodologia de ensino participativa, voltada para o envolvimento do aluno; 
Os casos apresentam situações onde empresas e pessoas reais precisam tomar decisões sobre um determinado dilema; 
A condução do método envolve um processo de discussão, onde alunos devem se colocar no lugar do tomador de decisão, gerar e avaliar alternativas para o problema, e propor um curso de ação.
O QUE SE PODE PESQUISAR NA INTERNET?
A internet é um conjunto de redes de computadores interligados no mundo inteiro. Nesse sentido, permite a pesquisa de milhares de informações diferentes, hoje, um acervo extraordinário. Como encontramos muitas informações, temos que selecionar o material de pesquisa em sites confiáveis.
 Para pesquisar na internet temos sites de busca tais como: Google, Alta Vista, Excite e Yahoo. Além de vários endereços eletrônicos de bibliotecas que colocam disposição informações de fontes bibliográficas. Também encontramos disponível na internet o site das editoras contendo informações sobre os lançamentos editoriais; sites de revistas eletrônicas, jornais, instituições de pesquisas e entidades culturais.
Em qualquer situação é importante respeitar as regras de utilização das informações disponíveis. Nunca utilize informações de outrem sem referenciar a fonte. Ademais, observe a veracidade das informações postadas na Web. Administre as imperfeições no conteúdo, verificando a fonte da informação obtida.
Wikipédia 
A Wikipédia é uma enciclopédia livre, baseada na edição do seu conteúdo de forma colaborativa. Qualquer pessoa poderá se tornar um editor de algum conteúdo. Observe que é uma enciclopédia multilíngüe, podendo ser escrita em diversos idiomas e em diferentes regiões. Por ser uma enciclopédia livre, não há fins lucrativos e qualquer informação publicada poderá ser transcrita, modificada e ampliada por qualquer pessoa.
AULA 4
A LEITURA
“Leitura significa conhecer, interpretar, decifrar. A maior parte dos conhecimentos é obtida através da leitura, que possibilita não só a ampliação, como também o aprofundamento do saber em determinado campo cultural ou científico” 
ESPÉCIES DE LEITURA
Entretenimento ou distração – divertimento, lazer, hábito de ler;
Cultura geral ou informativa – conhecimento, notícias, situar-se em sua época;
Aproveitamento ou formativa – conhecimento especializado;
A LEITURA IMPLICA QUATRO OPERAÇÕES:
Reconhecer: entender o significado dos símbolos utilizados no texto;
Organizar: entrosar o significado das palavras;
Elaborar: estabelecer significados adicionais em torno do significado imediato;
Valorar: cotejar dados da leitura com conceitos, sentimentos, para aceitá-los ou não.
A LEITURA EM PRÁTICA
Leitura rápida: útil
para pesquisa bibliográfica, apenas para avaliar um texto (visão seletiva);
Leitura aprofundada: é intensa, exige toda atenção ao vocabulário e aos conceitos.
IDENTIFICAÇÃO DA LEITURA
O título: estabelece o assunto e, às vezes, a intenção do autor;
A data da publicação: certificar-se da sua atualização;
A ficha catalográfica: verificar as qualificações da obra e do autor;
“Orelha”: uma apreciação da obra;
Índice ou sumário: divisão e tópicos abordados;
Introdução ou prefácio: metodologia e objetivos do autor;
Bibliografia: as obras consultadas pelo autor.
IDENTIFICAÇÃO DA LEITURA
FICHA CATALOGRÁFICA: descrição bibliográfica de uma obra.
A catalogação de uma obra torna possível:
 Recuperação por autor, título, assuntos, colaboradores, série, instituição, entre outros;
 Padronização das entradas de autor e assunto;
 Descrição de cada obra, apresentando autor, título, edição, série, assuntos;
 Indicação da localização das obras nas estantes da Biblioteca.Ela tem tamanho padrão: 7,5cm x 12,5cm.
 Deve ser impressa no verso da folha de rosto da obra.
ATIVIDADES ACADÊMICAS...
Pesquisa bibliográfica
Fichamento 
Resumo
Resenha
PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
Umberto Eco esclarece que, na ficha bibliográfica, devem ser registrados os livros que você pesquisar. Deve conter, também, 
os dados essenciais de um livro.
Seu objetivo é facilitar a localização de informações sobre cada referência que será utilizada 
na redação de um trabalho.
FICHA CATALOGRÁFICA...
 Severino, Antônio Joaquim, 1941-
 Metodologia do trabalho científico/ Antônio Joaquim Severino. – 23.
 ed. rev. e atualizada – São Paulo: Cortez, 2007.
 Bibliografia. 
 		ISBN 978-85-249-1311-2 
  
 1. Metodologia. 2. Métodos de estudo. 3. Pesquisa
 4. Trabalhos científicos. I. Título.
  07-6294 CDD – 001.42 
FICHA CATALOGRÁFICA
Apresenta as informações fundamentais do documento. 
Deve ser impressa no verso da folha de rosto, abaixo da metade inferior da página. Deve ser contida num retângulo de aproximadamente 12,5 x 7,5 cm. 
O CDU/CDD e CUTTER serão  fornecidos  pelo Bibliotecário.
O tipo de fonte deverá ser a mesma utilizada no seu trabalho. 
FICHAMENTO DE LEITURA
A ficha de leitura configura um aperfeiçoamento da ficha bibliográfica, porque contém comentários pessoais sobre a leitura e algumas citações-chave. 
O resumo, ao seu turno, é uma síntese sob forma de redação do fichamento do texto, buscando compreender o sentido da leitura.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia científica. 23 ed. São Paulo: Cortez, 2007, 304 pp. (ISBN 978-85-249-1311-2)
Consulta feita na Biblioteca da Universidade Estácio de Sá, Campus Tom Jobim (anotar o número do Tombo).
 Com relação a pesquisa, Severino (2007, p. 34) afirma:
 
(...) a pesquisa é fundamental, uma vez que é através dela que podemos gerar o conhecimento, a ser necessariamente entendido como construção dos objetos de que se precisa apropriar humanamente. [Essa ideia pode servir-me como justificativa para análise do tema escolhido] 
FICHAMENTO
O fichamento é importante quando se está fazendo um levantamento bibliográfico. 
Finalidade: manter registrado o conteúdo e, também, treinar os alunos para a consulta e a utilização futura desse material.
O QUE DEVE CONTER UM FICHAMENTO?
1º parte: apresentação objetiva das ideias do autor 
 1 - Indicação bibliográfica (indica a fonte da leitura)
 2 – Resumo (baseado no esquema) 
 3 – Pequenas citações (entre aspas e páginas - transcrições significativas da obra) 
2ª parte: elaboração pessoal sobre a leitura 
 1 – Comentários (expressando a compreensão do texto) 
 2 – Ideação (destacar as novas ideias que surgiram durante a leitura do texto) 
RESUMO
Resumo é uma apresentação sucinta e ordenada das ideias centrais do texto lido, sem a utilização de citação.(SANTOS; MOLINA; DIAS, 2007, p. 105)
Para ABNT, o resumo é a apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto. Pode ser indicativo, formativo e crítico. (NBR 6023)
O resumo envolve uma redação simplificada do texto pesquisado, substituindo a linguagem do autor por expressões diretas e com sentenças inteligíveis. A ideia continua sendo do autor, porém elaborada pelo próprio estudante, demonstrando sua capacidade de assimilação e entendimento das informações obtidas no decorrer da leitura do assunto em questão.(FACHIN, 2006, p. 127)
Sugestões:
Ler com atenção;
Separar os conceitos fundamentais;
Objetivos:
Coordenação lógica do raciocínio;
Aproveitamento do tempo;
Facilitar a redação de trabalhos.
Tipos:
Resumo como parte de um trabalho técnico-científico;
Resumo como trabalho acadêmico.
RESUMO COMO TRABALHO CIENTÍFICO
Resumo em trabalhos científicos:
É aquele que faz parte dos elementos pré-textuais de trabalho técnico-científico;
Deve ser feito em língua vernácula e língua estrangeira;
É aquele seguido de palavras-chave.
Recomendações da ABNT:
Resumos para notas e comunicações breves: até 100 palavras;
Resumos para monografias e artigos: até 250 palavras;
Relatórios e teses: até 500 palavras.
Resumo como trabalho acadêmico:
Não tem número definido de palavras;
Deve apresentar um cabeçalho (nome da IES, curso, período, turma, disciplina, professor, aluno);
Deve constar a referência completa da obra estudada.
RESENHA
“Resenha (...) é a apresentação do conteúdo de uma obra. Consiste na leitura, no resumo e na crítica, formulando, o resenhista, um conceito sobre o valor do livro”
MODELO: RESENHA
SOBRAL, Filipe. Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.
(Titulação do autor da obra) nono nono nono nono nono nono nono nono nono nono nono nono nono.
Resenhado por: (Nome. Titulação)
(texto) nonono nonono nonnononono nonono nonono nonno. Nonno nono nono nonono nononononono nonononono nonono.
IMPORTÂNCIA
Desenvolver a capacidade crítica do aluno;
Deve conter: 
referência da obra; 
informações sobre o autor; 
nome do resenhista e titulação; 
perspectiva teórica da obra;
breve síntese e principais teses;
reflexão crítica da obra.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
A LEITURA PARA REDAÇÃO...
Análise textual: 
Escolher um capítulo, um texto, uma seção que forme uma unidade de leitura, ou seja, apresente um pensamento completo;
 Iniciar com uma leitura rápida e atenta para uma visão de conjunto ou panorâmica; 
 Levantar informações sobre o autor, pesquisar o vocabulário e dados mencionados pelo autor, tais como: outros autores, fatos históricos e teorias; 
Elaborar um esquema mostrando a estrutura do texto.
A LEITURA PARA REDAÇÃO...
Cont. Análise textual: 
Vantagens:
Diversifica a atividade de estudo;
Propicia informações e conhecimentos;
Torna o texto mais claro.
ANÁLISE TEMÁTICA
Este é o momento da compreensão do texto, refazendo as ideias do autor!
O leitor deve fazer as seguintes perguntas: 
Qual o tema? 
Qual a perspectiva da abordagem? 
Como o assunto foi problematizado?
Como o autor responde ao problema? 
Que posição assume? 
Que ideia defende? 
O que quer demonstrar? 
Como o autor comprova sua tese?
Na análise temática percebemos o raciocínio do autor e sua argumentação:
Raciocínio: a estrutura lógica do texto;
Argumentação: o conjunto de ideias e proposições, mediante as quais o autor demonstra sua posição sobre o tema.
ANÁLISE INTERPRETATIVA
A análise interpretativa é a terceira forma de abordar um texto;
Interpretar significa tomar uma posição própria a respeito das idéias enunciadas;
Ler nas entrelinhas;
forçar o autor a um diálogo;
explorar o texto;
cotejá-lo com outros.
Situar as ideias do autor no contexto geral de seu próprio pensamento;
Situar o autor num contexto mais amplo, mostrando o sentido de sua perspectiva e destacando os pontos importantes ou originais de seu pensamento;
Desvelar os pressupostos que aparecem e que justificam a posição assumida pelo autor;
Comparar as ideias do texto com ideias afins;
Crítica: formular um juízo crítico, uma avaliação, uma tomada de posição.
 O texto poderá ser avaliado segundo sua coerência interna (até que ponto o autor alcançou os objetivos propostos);
O texto poderá ser avaliado segundo sua originalidade (sua contribuição específica para o tema/se superou a mera repetição de ideias de outros autores).
AULA 5
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT)
Para realização de um trabalho acadêmico, o estudante deve observar as normas técnicas da ABNT, além dos conhecimentos metodológicos.
Fundada em 1940, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.
CITAÇÕES
São trechos transcritos ou informações extraídas de publicações consultadas;
São introduzidas no texto com o propósito de esclarecer ou complementar as ideias;
Em qualquer hipótese a fonte deve ser citada. 
CITAÇÕES:TIPOS 
DIRETA; INDIRETA OU CITAÇÃO DE CITAÇÃO
Citação direta: são transcritas no texto tal como se apresentam na fonte consultada.
Como esclarece João Bosco Medeiros (2003, p.187), é a referência a uma obra colhida de outra fonte “para esclarecer, comentar, ou dar como prova uma autoridade no assunto.”
A citação direta só se justifica quando o pensamento expresso é significativo, claro e necessário à exposição. 
Excesso de citações, tabelas, gráficos, podem acarretar prejuízo à estratégia de comunicação
A citação direta exige alguns cuidados:
As transcrições com até três (03) linhas permanecem no corpo do parágrafo;
As transcrições com mais de três linhas são destacadas com um recuo em relação à margem da esquerda;
EX: Citação com até três linhas: (CURTA)
João Medeiros (2003, p. 189) observa que “a citação direta exige alguns cuidados elementares com o texto, salientando-se entre outros: pontuação, maiúscula, destaques.” 
CITAÇÃO DIRETA OU LONGA
Citação com mais de três linhas
Como diz João Medeiros (2003, p. 189), 
os trechos transcritos acima de três linhas geralmente são apresentados em parágrafo separado, com caracteres diferentes (itálico, bold) dos utilizados no corpo do texto. Embora não seja obrigatório o uso de tipologia diferente, deve haver pelo menos um recuo que identifica a citação.
NAS DUAS HIPÓTESES COMO FICARÁ A LISTA DE REFERÊNCIAS?
Artigo de periódico: 
SOBRENOME, Prenome. Título do artigo. Nome da Revista, local da publicação, dados (volume/ano, número), páginas (inicial e final do artigo), mês (abreviado) e ano.
Citação indireta: Trata-se de um texto baseado na obra de um autor consultado. Nesta hipótese não é necessário o emprego das aspas duplas;
A citação indireta é denominada de paráfrase de um texto e mantém o conteúdo do texto original, mas é escrita com outras palavras;
ABNT: “transcrição livre do texto do autor consultado” (NBR 10520:2001).
João Bosco Medeiros (2003) esclarece que a citação indireta pode configurar um resumo, comentário de uma ideia, ou expressar o mesmo conteúdo, mas utilizando outras palavras. Recomenda-nos que parafrasear é preferível à citação direta. Nesta hipótese não podemos usar aspas.
Citação de citação: Segundo Vera Pataco (2008, p. 63), “ocorre quando há a referência a uma citação direta ou indireta de um texto do qual não se teve acesso ao original.” Usa-se a sigla apud. 
EX: Segundo Warde (1990 apud ALVES-MAZZOTTI, 2003, p. 35), o conceito de pesquisa se ampliou tanto que hoje tudo cabe: “os folclores, os sensos comuns, os relatos de experiência, para não computar os desabafos emocionais e os cabotinismos.”
EXEMPLO: APUD
Fulano de Tal, citado por Beltrano (1999, p. 20), afirma [citação direta ou indireta].
Fulano de Tal apud Beltrano (1999, p. 20) afirma [citação direta ou indireta].
Fulano de Tal, em Título da obra ( apud Beltrano, 1989, p. 34) apresenta uma série de questões sobre x, como: [citação com mais de três linhas]
Referências:
BELTRANO, Tal de. Título da obra. 9. ed. Rio de Janeiro: Editora, 1983.
REGRAS PARA COMPOR CITAÇÕES DIRETAS E NOTAS
Acréscimos: inserção de expressões que não constam do original – entre colchetes – Ex: [casa]
Supressões: entre colchetes/parênteses e com uso de reticências - Ex: [...]
Destaques no texto: a expressão grifo(s) nosso(s) entre parênteses – Ex: (grifos nossos)
EXEMPLO DE SUPRESSÃO
A física moderna (...) considera a lei da inércia sua lei mais fundamental (Koyré, 1982, p. 182).
REGRAS PARA COMPOR CITAÇÕES DIRETAS E NOTAS
Incorreções: quando há grafia antiga ou erros no texto original – inserir ao lado da palavra a sigla sic entre colchetes – [sic]
Suprimir parágrafos: linha pontilhada – Exemplo: UPS!
GRIFO
Grifo do próprio autor da citação:
“Perdeu-se ontem algum momento entre o nascer e o por do sol, duas horas douradas, cada uma adornada com sessenta minutos diamantinos. Não se oferece nenhuma recompensa, porque se foram para sempre.” (MANN, 1992, p. 12, grifo do autor).
Grifo do autor do trabalho:
“Com o trabalho, a pessoa pode mostrar suas potencialidades e firmar-se como indivíduo independente para criar novas situações de vida.” (JOURARD, 2000, p. 21, grifos nossos).
SISTEMA DE CHAMADA
Sistema Numérico: a fonte utilizada aparece em nota de rodapé;
A numeração das notas de rodapé deve restringir-se às referências bibliográficas;
Uso de asterisco (*): para explicar ou comentar uma ideia.
Podemos usar: (1), [1], 1 (sobrescrito)
NOTAS DE RODAPÉ
São aquelas que aparecem ao pé das páginas em que são mencionadas.;
Servem para abordar pontos que não devem ser incluídos no texto;
As notas podem ser:
explicativas, que evitam explicações longas dentro do texto, prejudiciais à linha de argumentação;
b) de referência, que indicam as fontes consultadas ou remetem a outras obras.
EXEMPLO: SISTEMA NUMÉRICO
Segundo Fulano de Tal, “se Beltrano cobrava impostos bláblá blá.”1
Segundo Fulano de Tal, “se Beltrano cobrava impostos bláblá blá.” (1)
Segundo Fulano de Tal, “se Beltrano cobrava impostos bláblá blá.”[1]
ORIENTAÇÕES
O número da nota de rodapé fica após o espaço do parágrafo;
As notas obedecem uma sequência numérica e em algarismos arábicos (1,2,3,4...);
As notas de rodapé seguem a norma da ABNT;
EXEMPLO DO SISTEMA NUMÉRICO
“Blábláblá Blábláblá Blábláblá Blábláblá Blábláblá Blábláblá Blábláblá”.8
_____
8 SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 10. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. p.25
SISTEMA DE CHAMADA
2) Sistema Autor-data: consiste em indicar o sobrenome do autor ou instituição responsável, seguido pelo ano da publicação da obra e páginas referenciadas, separados por vírgula e entre parênteses.
Ex de citação direta:
1) Afirma José Beltrano (1998, p. 81): “blá bláblá blá bláblá blá blá blá blá.”
2) “Quando se trata de bláblá blá blá” (BELTRANO, 1998, p.81).
OBSERVAÇÕES
Citação direta (autor-data):
Vieira (1990, p. 3) 
Citação indireta (autor-data):
Vieira (1990) (A indicação da página é opcional)
 Para citar um autor:
Diretas: Souza (1998, p. 59) ou (SOUZA, 1998, p. 59)
Indiretas: Souza (1998) ou (SOUZA, 1998)
Para citar dois autores:
Diretas: Souza e Silva (1998, p. 59) ou (SOUZA ; SILVA, 1998, p. 59)
Indiretas: Souza e Silva (1998) ou (SOUZA ; SILVA, 1998)
 Documentos de mesma autoria com anos diferentes: diferencia-se pelo ano de publicação.
Barroso (1999)
Barroso (2000)
Barroso(1999, 2000)
Documentos de mesma autoria com mesmo ano:
Barroso (2000a) 
Barroso (2000b)
ALGUMAS EXPRESSÕES LATINAS
As expressões latinas são usadas no sistema numérico;
A expressão apud poderá ser usada nos dois sistemas;
Não se deve abusar do apud.
EXEMPLOS
Idem id. (o mesmo autor): Quando duas obras de um mesmo autor forem sequenciais.
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SILVA, Tomaz Tadeu da. Que produz e o que reproduz em educação: ensaios de sociologia da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992. p.121.
Id. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. p. 305.
Ibidem ou ibid. (na mesma obra): quando ocorre a citação da mesma obra do mesmo autor sequencialmente no texto.
________________
SILVA, Tomaz Tadeu da. Que produz e o que reproduz em educação: ensaios de sociologia da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992. p.121.
Ibid., p.139.
Opus citatum, opere citato ou op.cit. (obra citada): usar quando uma mesma obra aparecer mais de uma vez no texto, independente da sequência das citações.
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1 SILVA, Tomaz Tadeu da. Que produz e o que reproduz em educação: ensaios de sociologia da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992. p.121.
2 NEY, João Luiz. Prontuário de Redação Oficial. 15. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. p. 24.
3 SILVA, op.cit., p. 151.
Passim (aqui e ali, em diversas passagens): usar apenas quando há referências a passagens, sem identificação.
_______________________
1 SILVA, Tomaz Tadeu da. Que produz e o que reproduz em educação: ensaios de sociologia da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992, passim.
Cf. (confira, conforme): usa-se para recomendar a consulta a notas do mesmo trabalho ou obra de outros autores.
__________________
1 Cf. SILVA, Tomaz Tadeu da. Que produz e o que reproduz em educação: ensaios de sociologia da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.

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