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* Economia para Administração Profa Dra Liliane Caraciolo Ferreira Plano de Ensino Políticas públicas aplicadas à microeconomia. Em VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: Micro e Macro: teoria e exercícios. São Paulo: Atlas, 2007. Cap. 4. pp. 86-106 – Exercícios op. cit * Abordagem A entrada do governo na economia. Efeitos da incidência de impostos Incidência e elasticidade-preço. Política de preço mínimo da agricultura Externalidades negativas e positivas Bens públicos * Fatores de produção Bens e Serviços Famílias Empresas Em um mercado competitivo livre de regulamentos governamentais, as forças de mercado estabelecem os preços e as quantidades de equilíbrio. * Economia de Mercado fechada com Governo Empresas Famílias Governo 1. Impostos Indiretos 1. Impostos que incidem sobre as mercadorias (ICMSe IPI) 3. Subsídios 3. Transferência do governo para as empresas. 2. Impostos Diretos 2. Impostos que incidem sobre a riqueza ( IR, IPTU, ITBI...) 4. Transferência 4. Aposentadoria, pensão, seguro desemprego... Bens e Serviços Públicos * Os governos utilizam impostos para arrecadar receita para objetivos públicos, porém apresentam impactos como: desestímulo a atividade do mercado; queda na quantidade vendida; compradores e vendedores compartilham o ônus do imposto. Incidência tributária é o estudo da distribuição do ônus de um imposto. Como se divide o ônus de um imposto? Como os efeitos dos impostos sobre os vendedores se comparam com os efeitos sobre os compradores? Impostos e Incidência Tributária As respostas para estas questões dependem da elasticidade da demanda e da elasticidade da oferta. * Efeitos de um imposto sobre o equilíbrio de mercado Com o estabelecimento de um imposto, podemos definir duas curvas de oferta: uma sem impostos e outra com impostos: S = f (p) sem o imposto S’ = f (p’) com imposto ... que é o p. m. menos o imposto (T) p’ = (p – T) O imposto sobre vendas desloca a oferta para a esquerda. * Quem arca com o ônus? Para um imposto específico, chamemos: p0 = preço de equilíbrio, sem imposto p1 = preço pago pelo consumidor, em T p’= preço recebido pelo produtor após T , logo, p’= p1 – T e q0 e q1, as quantidades de eq., antes e depois do T Segue-se então, que: a parcela paga pelo consumidor é a diferença entre p1 e p0, vezes a quantidade comprada, ou seja, (p1 – p0) . q1 a parcela paga pelo vendedor é a diferença entre p0 e p’ vezes a quantidade vendida, ou seja, (p0 – p’). q1 a arrecadação do governo nesse mercado é a soma das duas parcelas anteriores, ou o valor do imposto vezes a quantidade vendida, ou seja, A = T . q1 GRAFICAMENTE * p₁ p₀ p' q₁ q₀ Parcela paga pelo consumidor Parcela paga pelo produtor p0 = preço de equilíbrio, sem imposto p1 = preço pago pelo consumidor, em T p’= preço recebido pelo produtor após T , logo, p’= p1 – T e q0 e q1, as quantidades de eq., antes e depois do T T Arrecadação do governo DADOS * Exercício de fixação As curvas de oferta e demanda de mercado de um bem são: S = - 500 + 500p D = 4.000 – 400p Pede-se: p e q de equilíbrio dada a alíquota de um imposto específico T = 0,9 centavos por produto, os novos p e q de equilíbrio (p1 e q1). Qual o preço pago pelo consumidor? Qual o preço pago pelo vendedor? Qual o valor da arrecadação do governo nesse mercado? Qual a parcela ( em $) da arrecadação paga pelo comprador? Qual a parcela ( em $) paga pelo vendedor? Ilustrar graficamente. * a) Preço e quant. de equilíbrio Dados que: S = - 500 + 500p D = 4.000 – 400p E que S = D é a condição de equilíbrio - 500 + 500p = 4.000 – 400p → 900p = 4.500 pₒ = 5 qₒ = 2.000 5 2.000 * b) dada a alíquota de um imposto específico T = 0,9 centavos por produto, os novos p e q de equilíbrio (p1 e q1). Com a introdução de impostos: a curva de demanda não se altera. A curva de oferta cai, porque os vendedores irão oferecer menos, em virtude de impostos. Ou seja: S’ = - 500 + 500 ( p – 0,9 ) S’ = - 950 + 500p Igualando S = D, ou seja, 950 + 500p = 4.000 – 400p, chega-se a p1 = 5,5 eq1 = 1.800, preço e quantidade de equilíbrio. 1.800 5,5 * c) O preço pago pelo consumidor é o novo preço de equilíbrio, igual a 5,5. d) o preço recebido pelo vendedor é o preço pago pelo consumidor menos o valor do imposto. Assim: p’ = 5,5 – 0,9 = 4,6 e) a arrecadação do governo é o imposto cobrado por unidade vendida, vezes a quantidade vendida: AT = T x q1 = 0,9 . 1.800 = 1.620,00 f) a parcela arcada pelo consumidor é a diferença entre o preço que o consumidor paga após o imposto e o que pagava antes do imposto, multiplicada pela quantidade vendida. Isto é; (5,5 – 4,6) . 1.800 = 900,00 g) se a arrecadação do governo é 1.620,00, e a parcela arcada pelo consumidor é 900,00, o restante (720,00) representa a parcela do vendedor, correspondente à diferença entre o preço que o vendedor recebia antes e o que recebe após o imposto, vezes a quantidade vendida: (5,0 – 4,6) . 1.800 = 720,00 GRAFICAMENTE * p -950 -500 q1 = 1.800 q0=2.000 p1 = 5,5 p0 = 5,0 p’ = 4,6 S = - 500 + 500p D = 4.000 – 400p S’ = - 950 + 500p Parcela de arrecadação paga pelo consumidor Parcela de arrecadação paga pelo produtor Arrecadação do governo q * O quanto de imposto para consumidor e produtor, depende da elasticidade-preço ou inclinação da curva... Vale Revisão Inclinação acentuada: Demanda Inelástica, ou seja, insensível a variação do preço. Pequena inclinação: Demanda Elástica, ou seja, sensível a variação do preço. P¹ Q¹ P² Q² Demanda Inelástica Q¹ P² P¹ Q² Demanda Elástica * Oferta Elástica, Demanda Inelástica Quantidade 0 Preço Demanda Oferta Imposto 2. ...a incidência do imposto recai mais pesadamente sobre os consumidores... * Oferta Inelástica, Demanda Elástica 0 Demanda Oferta Imposto 3. ...do que sobre os consumidores. Quantidade Preço * Política de preços mínimos na agricultura garantia de venda ( mercado ou governo) garantia de renda (preço de mercado ou preço mínimo) P Q D S Preço mínimo Preço do consumo Subsídio no preço qD qS * Exemplo Dadas as funções: Demanda: qd = 19.000 – 20p Oferta: qs = 10.000 + 10p e Preço mínimo de $400,0 Calcule o subsídio Supondo que o governo vai comprar o excesso de oferta (qd-qs), calcula-se a qd e qs ao preço mínimo qd = 19.000 – 20 (400) = 11.000 qs = 10.000 + 10 (400) = 14.000 ... porque a diferença qd – qs é o excesso de oferta = 3.000 ... O gasto com a política de compras, portanto, é de $1.200.000,00 ( 400 x 3.000) * Externalidades ou economia externa Consumo e Produção podem exercer efeitos colaterais: externalidades negativas ou externalidades positivas ... externalidades negativas = poluição dos rios ... externalidades positivas = criação de abelhas próxima a produção de abelhas. O governo deve conter as ext‾ e estimular as ext + os impostos utilizados em ext‾ = impostos de Pigou negociação para conter ext‾ = Teorema de Coase * Bens Públicos O que os define? 2 características: são não disputáveis e não exclusivos. ... Não disputáveis = para qualquer nível de produção, o custo adicional (marginal) de produzir uma nova unidade para atender a um consumidor adicional é zero ( exemplo: estrada) ... Não exclusivos = quando não existe nenhum mecanismo eficiente para discriminar aqueles que podem ter acesso ao bem ( exemplo: segurança nacional, serviços metereológicos) ... O problema da carona (free rider)= na prática, os consumidores não estão dispostos a pagar por um certo bem público ou até a subestima-la. * Questões de Revisão Faça a reflexão da entrada do governo na economia. Discuta a incidência de um imposto sobre vendas e diga qual o papel das elasticidades-preço da oferta e da demanda. Descreva a política agrícola de preço mínimo. Ilustre graficamente. Sobre extenalidade: O que vem a ser os Impostos de Pigou? Qual a contribuição do Teorema de Coase? Quais as características dos bens públicos? O que vem a ser o “problema da carona”? * Economia para Administração Profa Dra Liliane Caraciolo Ferreira Plano de Ensino PRÓXIMA AULA Produção. Em VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: Micro e Macro: teoria e exercícios. São Paulo: Atlas, 2007. Cap. 5. pp. 109-115. – OBS: PRAZO DE ENTREGA DA BATERIA III - Elasticidade AGUARDE A CHAMADA * 29 20 * 44 32 * 51 32