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TRABALHO FEITO PARA CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA
COMPILAÇÃO DE INFORMAÇÕES PINÇADAS DA INTERNET
O USO DO CONTEÚDO É SUA RESPONSABILIDADE TOTAL
INTRODUÇÃO
Em se tratando de sociedade, é inegável que as diferenças nos separam em termos de nações, religiões, idiomas, cor da pele, gênero sexual e outros. Essa heterogeneidade constitui a diversidade. Ela está presente em toda a sociedade e é mesmo impossível aos seres humanos não percebê-la (SILVA).
As evidências históricas mostram que a cultura humana esteve sempre intimamente ligada, desde seus primórdios, à ideia da distinção e discriminação entre grupos sociais (COSTA, pág. 254). Foi a partir do cristianismo que emergiu na sociedade a noção de igualdade (idem, pág. 271). A autora complementa dizendo que nos séculos seguintes essa ideia de igualdade entre os homens foi se desenvolvendo e se firmando (ibidem, pág. 272). Somos iguais, porém inegavelmente diversos. Dentre as diferentes formas de diversidade na sociedade humana, o presente trabalho tem por escopo abordar 3 tipos.
ANÁLISE DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA DIVERSIDADE
Figura 1 – Diversidade Histórica (Fonte: ODC – Observatório da Diversidade Cultural).
Boa parte dos cientistas rejeita o conceito de raça, recusando-se a admitir que, no caso da espécie humana, possa existir agrupamento, tipos biológicos distintos, de acordo com as diferenças transmitidas geneticamente (SCURO NETO, pág. 253). Ainda que exista essa evidente diversidade na sociedade, os cientistas concordam em um ponto: o homem pertence ao mesmo gênero, Homo, e à mesma espécie, sapiens (MARCONI & PRESOTTO, pág. 69). Isso deixa evidente que apesar de haverem grupos étnicos distribuídos em áreas geográficas distintas, somos todos iguais biologicamente mas com visíveis diferenças em vários aspectos. Essa igualdade, simultaneamente com a diversidade, devem nortear nossos pensamentos, palavras e ações.
No Brasil, a diversidade de etnias está presente desde a presença dos habitantes nativos, passando pelo descobrimento, pela colonização, império e república. Todos esses diferentes momentos contribuíram para a formação étnica no país, sendo predominante a presença de brancos europeus (portugueses, espanhóis, franceses e italianos) índios, negros (vindos com o tráfico de escravos) e suas respectivas combinações posteriores.
Mesmo com as constantes e efetivas iniciativas governamentais, as diferenças étnicas no país ainda evidenciam mais as desigualdades que as diferenças por si mesmas. O preconceito e a discriminação não foram superados no curso da história e é ainda evidente a existência de distinções sociais, principalmente no que se refere ao poder aquisitivo e ao status social, econômico e político. A sociedade, de uma forma geral, ainda não se conscientizou de que diversidade e diferença não são sinônimos de desigualdade.
Figura 2 – Diversidade Linguística (Fonte: FAEL – Faculdade Educacional da Lapa).
O homem não apenas tem conhecimento do “outro”, mas consegue transmitir esse conhecimento por meio da linguagem. A linguagem é tão antiga quanto a cultura e sempre houve tantos modos de falar quanto culturas (MARCONI E PRESOTTO, pág. 289). Ela é um produto social e cultural, que permite que as gerações leguem à sua posteridade toda a sua bagagem de conhecimentos (MELLO, pág. 454). 
O mundo constitui-se de uma babel linguística (não no sentido bíblico) e sabe-se que há milhares de idiomas falados em todas as partes do globo. No Brasil, apesar de seu tamanho continental e as muitas culturas e regiões, sabe-se que a diversidade linguística é mais acentuada entre as etnias indígenas. Uma das pesquisas mais extensas sobre idiomas no planeta apontava no ano 2000 que o Brasil possuía 236 línguas, sendo 41 delas já extintas (BATTINI E FERREIRA, pág. 140).
Hoje em dia, ao que parece, existe uma tendência de o número de idiomas falados no mundo diminuir. A globalização e o encurtamento de distâncias são os principais motivos dessa tendência. Isso aumentaria em muito o número de línguas mortas, apesar de haverem iniciativas globais de se tentar evitar isso.
Figura 3 – Diversidade Cultural (Fonte: EducarBrasil).
A cultura não é resultante de herança biológica do homem, mas de capacidades por ele desenvolvidas (VILA NOVA, pág. 54). Ao viver em sociedade, o homem constrói e participa de alguma cultura. 
Em nosso cotidiano a cultura é definida ora como erudição e conhecimentos adquiridos, ora como algum tipo de realização humana, tal como a arte, a música, a ciência e a filosofia (idem, pág. 53). O autor expõe ainda que cultura é tudo aquilo que resulta da criação humana. Portanto, compreende tanto ideias, quanto artefatos (ibidem, pág. 53). Uma vez que pode-se avaliar a diversidade de grupos sociais no planeta, também se pode avaliar a imensidão e complexidade da diversidade cultural.
É a cultura que define as diferenças e as diversidades. A compreensão de que cada sujeito tem o direito de ser diferente e cada um dos demais também tem o direito de sê-lo igualmente, é premissa para o desenvolvimento cultural e para a erradicação do preconceito e da discriminação. Culturalmente somos iguais e diferentes e isso nos coloca diante da necessidade de superarmos as barreiras criadas historicamente.
CONCLUSÃO
No Brasil ainda há grandes barreiras sociais, nascidas da discriminação em todos os níveis sociais. Afrodescendentes, índios, pobres, mulheres, crianças, portadores de necessidades especiais, estrangeiros e outras minorias, são objetos das políticas públicas de erradicação das desigualdades e apesar dos esforços dos governantes, pouco se tem alcançado efetivamente.
Sem tolerância, autoconhecimento, participação, inclusão e respeito, não se pode pensar em exercício de cidadania. Dessa forma, a igualdade com diversidade não se estabelecerá socialmente, e não se mudará os paradigmas que mantém o país ainda atrasado em desenvolvimento social perante as demais nações do globo.
REFERÊNCIAS
BATTINI, Okçana; FERREIRA, Adriana de Fátima. Cultura e sociedade: pedagogia. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.
COSTA, Cristina. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1997.
EDUCARBRASIL – Diversidade cultural e educação. mai. 2013. Disponível em: <http://www.educarbrasil.org.br/publicacoes/diversidade-cultural-e-educacao/>. Acesso em 08 mai. 2013.
FAEL – Faculdade Educacional da Lapa. Dia da língua materna é comemorado hoje; conheça idiomas em risco. fev. 2013. Disponível em: <http: //www .fael.edu.br/ noticias/dia-da-lingua-materna-e-comemorado-hoje-conheca-idiomas-em-risco/>. Acesso em: 08 mai. 2013.
MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zelia Maria Neves. Antropologia: uma introdução. 7. ed. – 3. reimpr. São Paulo: Atlas, 2010.
MELLO, Luiz Gonzaga de. Antropologia cultural: iniciação, teorias e temas. Petrópolis: Vozes, 1987.
ODC – Observatório da Diversidade Cultural. UFGD vai sediar cátedra da unesco com o tema diversidade cultural, gênero e fronteiras. fev. 2013. Disponível em: <http://observatoriodadiversidade. org.br/ site/ufgd- vai- sediar -catedra -da -unesco -com -o -tema -diversidade-cultural-genero-e-fronteiras/>. Acesso em: 08 mai. 2013.
SCURO NETO, Pedro. Sociologia ativa e didática: um convite ao estudo da ciência e do mundo moderno. São Paulo: Saraiva, 2004.
SILVA, Fábio Luiz da. Educação e diversidade: relações étnico-raciais. Unidade 03 – Sociedade e Diversidade no Contexto Educacional – Web aula 1 – Unidade 3. Disponível em: <https: //www10.unopar.br/ unopar/ava/aluno/ formwebaula.action? gecronofer.gcofCd=231747&geoferturm.goftCd=6159088&gediscofer.gofdCd=1985127#1>. Acesso em 08 mai. 2013.
______. Educação e diversidade: relações étnico-raciais. Unidade 04 – Sociedade e Diversidade no Contexto Educacional – Web aula 1 – Unidade 4. Disponível em: < https://www10.unopar.br/ unopar/ava/aluno/ formwebaula.action? gecronofer.gcofCd=231749&geoferturm.goftCd=6159088&gediscofer.gofdCd=1985127#1>. Acesso em 08 mai. 2013.
______. Sociedade
e diversidade no contexto educacional: Prof. Fábio Luiz da Silva – 21/03/2013 – módulo 1. 1. sem. 2013, aula 4, noturno, (tradução em libras). Disponível em: <http://www.unopar.br/bibliotecadigital/>. Acesso em 08 mai. 2013.
VILA NOVA, Sebastião. Introdução à sociologia. 6. ed. rev. e aum. – 9. reimpr. São Paulo: Atlas, 2012.

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