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UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA
PROFA DRA LILIANE CARACIOLO
PLANO DE ENSINO 2012.2
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O Setor Externo:
Fundamentos do comércio internacional
A taxa de câmbio
Variáveis que afetam as exportações e as importações
Políticas externas
O balanço de pagamentos 
A internacionalização da economia
Política fiscal e Déficit Público:
O crescimento do setor público na atividade econômica
As funções econômicas do setor público
Estrutura tributária
Conceito de déficit público e formas de financiamento
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O que leva os países a comercializarem entre si ?
Teoria das Vantagens Comparativas
Teoria Moderna do Comércio Internacional (Modelo de Hecksher – Ohlin) 
Fundamentos do Comércio Internacional
formulada por David Ricardo em 1817; sugere que cada país deva especializar-se na produção daquela mercadoria em que é relativamente mais eficiente (ou que tenha um custo relativamente menor).
postula que as vantagens comparativas e, logo, a direção do comércio, estarão dadas pela escassez ou abundância relativa dos fatores de produção.
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Taxa de câmbio nominal:
... é o preço da moeda (divisa) estrangeira em temos da moeda nacional ou vice-versa. 
Taxa de Câmbio 
?
Como se determina a taxa de câmbio?
Oferta de Divisas: 
...depende do volume de exportações e da entrada de capitais externos;
Demanda de Divisas: 
...depende do volume das importações e da saída de capitais externos (amortização de empréstimos, remessa de lucros, pagamentos de juros, etc.).
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OFERTA DE DIVISAS > DEMANDA DE DIVISAS
Aumenta a disponibilidade de moeda estrangeira 
(valorização cambial)
OFERTA DE DIVISAS < DEMANDA DE DIVISAS
Diminui a disponibilidade de moeda estrangeira 
(desvalorização cambial)
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Definição: registro contábil de todas as transações de um país com o resto do mundo. Envolve tanto transações com bens e serviços como transações com capitais físicos e financeiros.
Créditos:  
Exportações de Bens e Serviços
Recebimento de Doações e Indenização de Estrangeiros
Recebimento de Empréstimos de Estrangeiros
Recebimento de Reembolso de Capital do Estrangeiro
Venda de Ativos para Estrangeiros
Recebimento de Fretes, etc
Débitos: 
Importações de Bens e Serviços	
Pagamentos de Doações e Indenizações a Estrangeiros
Pagamentos de Capital Emprestado por Estrangeiros
Reembolsos de Capital a Estrangeiros
Compras de Ativos de Estrangeiros
Pagamentos de fretes, etc
O Setor Externo: Balanço de Pagamentos
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O Setor Externo: Balanço de Pagamentos
A – Balança de Transações Correntes (BTC ou Saldo em Conta Corrente do BP = A1 + A2 + A3)
	A1 – Balança Comercial
		A1.1 – Exportações (FOB): débito
		A1.2 – Importações (FOB): crédito
	A2 – Balança de Serviços e Rendas
		A2.1 – Transportes (fretes, etc) e Seguros
		A2.2 – Viagens Internacionais e Turismo
		A2.3 – Rendas de Capital (lucros, juros, dividendos, lucro reinvestido pelas multinacionais)
		A2.4 – Royalties e licenças
		A2.5 – Diversos (serviços governamentais – embaixadas, consuladodos, representações no exterior, etc)
	A3 – Transferências Unilaterais Correntes (donativos)
B – Conta Capital e Financeira (Balança (movimento) de Capitais)
	B1 – Investimentos direto líquido (instalação e participação do capital de multinacionais no país)
	B2 – Reinvestimentos (reinvestimentos de multinaiconais já instaladas no país)
	B3 – Empréstimos e Financiamentos a Longo e Médio Prazo (Banco Mundial, etc)
	B4 – Empréstimos a Curto Prazo
	B5 – Amortizações de Empréstimos e Financiamentos
	B6 – Empréstimos de Regularização do FMI (problemas de liquidez)
	B7 – Capitais a Curto Prazo (aplicações no mercado financeiro)
C – Erros e Omissões
Saldo do Balanço de Pagamentos (A + B + C)
D – Transações Compensatórias (Financiamento Oficial Compensatório)
	D1 – Variação de Reservas = - SBP
	
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O Setor Externo: Organismos Financeiros Internacionais
Mudanças na economia após a Segunda Guerra Mundial levaram ao surgimento de órgãos de fomento ao desenvolvimento econômico e financeiro.
I. Acordo de Bretton Woods
Estabeleceu o padrão dólar-ouro, consagrando o dólar como moeda internacional, baseando sua conversibilidade nas reservas de ouro;
1971 – rompimento do acordo pelos EUA e adoção de taxas de câmbio flutuantes.
II. Fundo Monetário Internacional
Tem como objetivo promover a cooperação monetária entre as nações;
Ajuda a problemas conjunturais no BP e estimula o comércio internacional.
III. Banco Mundial (Banco Mundial de Reconstrução e Desenvolvimento – Bird)
Captador e fornecedor de crédito para investimentos produtivos em países subdesenvolvidos.
IV. Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt)
Regras e instituições que regulem o comércio internacional.
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Fluxos Comerciais e Financeiros internacionais crescem a taxas maiores que o próprio crescimento da economia mundial. O Grau de Abertura aumenta em quase todos os países.
Grau de Abertura = Exportações + Importações
 		 PIB
O Setor Externo: Globalização Produtiva e Financeira
Plan1
		
27,3
25,5
26,1
REINO UNIDO
17,1
17,7
13,6
COLÔMBIA
45,4
37,7
27,2
TAILÂNDIA
42,2
30,1
37,6
CORÉIA DO SUL
32,2
16,1
13,1
MÉXICO
20,1
15,7
n.d.
CHINA
10,1
10,3
15,3
JAPÃO
27,7
32,7
21,0
CHILE
23,1
18,8
21,9
ITÁLIA
40,6
25,4
27,4
CANADÁ
46,9
26,3
26,1
INDONÉSIA
8,9
6,8
10,0
BRASIL
11,9
8,4
8,3
ÍNDIA
20,7
17,1
17,4
AUSTRÁLIA
24,7
22,5
22,1
FRANÇA
11,7
7,5
8,0
ARGENTINA
12,1
10,4
10,4
ESTADOS UNIDOS
25,7
30,8
28,7
ALEMANHA
1998
1990
1980
1998
1990
1980
A N O S
PAÍSES
A N O S
PAÍSES
Plan2
		
		
		
		
		
		
						Países		1980		1990		1998
						ALEMANHA		28,7		30,8		25,7
						ARGENTINA		8,0		7,5		11,7
						AUSTRÁLIA		17,4		17,1		20,7
						BRASIL		10,0		6,8		8,9
						CANADÁ		27,4		25,4		40,6
						CHILE		21,0		32,7		27,7
						CHINA		n.d.		15,7		20,1
						COLÔMBIA		13,6		17,7		17,1
						CORÉIA DO SUL		37,6		30,1		42,2
						ESTADOS UNIDOS		10,4		10,4		12,1
						FRANÇA		22,1		22,5		24,7
						ÍNDIA		8,3		8,4		11,9
						Fonte: Banco Mundial
Plan3
		
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Globalização Produtiva: produção e distribuição de valores dentro de redes em escala mundial, com o acirramento da concorrência entre grandes grupos multinacionais. Contribui para a melhoria do padrão de vida em escala mundial.
Conseqüências Perversas:
Aumento do desemprego estrutural em muitos países
A tendência de desnacionalização do setor produtivo
Concentração da produção e comércio em grandes empresas.
Necessidade de maior atuação do Estado (Regulamentação)
O Setor Externo: Globalização Produtiva e Financeira
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Globalização Financeira: crescimento do fluxo financeiro internacional, baseado mais no mercado de capitais que no sistema de crédito. São afetados por expectativas e políticas cambiais e monetárias.
Principais características:
perda da importância do crédito bancário e crescimento dos mercados de títulos;
crescimento dos chamados investidores institucionais (fundos de pensão, seguradoras, fundos mútuos etc.)
processo de liberalização financeira;
crescimento da participação dos países emergentes nos mercados internacional de títulos (beneficiado pelas baixas taxas de juros nos países desenvolvidos);
inovações financeiras: derivativos, modelos de risco etc.;
progressos na tecnologia de comunicação.
O Setor Externo: Globalização Produtiva e Financeira
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Vantagens:
Eleva a liquidez internacional: maiores possibilidades de financiamento de déficits em transações correntes;
No Brasil, a entrada de capitais de curto prazo
teve uma vantagem adicional: ao possibilitar a valorização da taxa de câmbio, contribuiu para o sucesso do Plano Real (âncora cambial).
Desvantagens:
Eleva a vulnerabilidade externa do país frente a crises financeiras internacionais. Exemplo: vulnerabilidade da economia brasileira nos anos 90;
Taxas de câmbio e juros mais instáveis;
Efeito contágio
Conspira contra a globalização produtiva
O Setor Externo: Globalização Produtiva e Financeira
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Política Fiscal e Déficit Público
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Crescimento da renda per capita - gera um aumento da demanda de bens e serviços públicos (lazer, educação superior, medicina, etc.);
Mudanças Tecnológicas: maior demanda por rodovias e infra-estrutura;
Mudanças Populacionais – Com seu aumento, faz com que o Estado aumente sua despesa com educação, saúde, etc;
Efeitos de Guerra: a participação do Estado aumenta;
Mudanças da Previdência Social
O Crescimento do Setor Público na Atividade Econômica
?
Quais são os fatores que demandam a participação do setor público?
*
*
Função Alocativa do governo está associada ao fornecimento de bens e serviços não oferecidos adequadamente pelo sistema de mercado (chamados bens públicos)
As Funções Econômicas do Setor Público
?
O que são bens públicos?
.Bens Públicos: são bens de uso coletivo
Função Distributiva: depende da distribuição de renda que dependerá da produtividade de cada indivíduo no mercado de fatores de produção e também da influência das diferentes dotações iniciais de patrimônio. 
Função Estabilizadora: relacionada com a intervenção do Estado na economia, para alterar o comportamento dos níveis de preços e emprego, já que o pleno emprego e a estabilidade de preços não ocorrem de maneira automática na economia.
*
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Princípio da Neutralidade: quando os tributos não alterarem os preços relativos, minimizando sua interferência nas decisões econômicas dos agentes de mercado.
Princípio da Eqüidade: distribuição de maneira justa do ônus entre os indivíduos. Baseado em dois outros princípios:
Princípio do benefício: (..) cada contribuite paga ao Estado o montante diretamente relacionado com os benefícios a que recebe do governo. Pex: energia.
Principio da capacidade contributiva: (…) cada agente deve pagar de acordo com a sua capacidade contributiva. Pex: IR
Estrutura Tributária – Princípios de Tributação
? 
Quais são os critérios que o governo utiliza para tributar?
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Déficit público
? 
(...) quando os gastos do governo superam a arrecadação. 
Pode ser:
Primário ou fiscal
Operacional 
?
(...) é a diferença entre os gastos públicos e arrecadação tributária no exercício, independente dos juros e correção monetária do passado. 
?
É medido pelo déficit primário acrescido dos juros da dívida passada. 
Déficit primário = G-T ( gastos públicos correntes – receita fiscal corrente) 
Déficit operacional = G-T + juros reais + correção monetária e cambial da dívida
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA
PROFA DRA LILIANE CARACIOLO
 
04.04 - Noções de crescimento e desenvolvimento econômico. Em VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: Micro e Macro: teoria e exercícios. São Paulo: Atlas, 2007. Cap. 16. pp. 403-418. Exercício op. cit.
08.04 - Revisão, tendo em vista o segundo exercício escolar – EE2
11.04 - Segundo exercício escolar –EE2
15.04 - Discussão, tendo em vista o segundo exercício escolar – EE2 
22.04 - Revisão, tendo em vista EES e EEF
25.04 - Exercício substitutivo – ES
29.04 - Exercício final - EF
PLANO DE ENSINO 2012.2
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